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Luva para análise de produtos agrícolas

Escrito por Paula Penedo   
Sex, 19 de Setembro de 2014 14:40

luva 2Antes de chegar às prateleiras dos supermercados, os produtos agrícolas passam por uma série de processos de transporte, seleção e manejo a fim de determinar a sua qualidade. Tais processos muitas vezes são realizados por equipamentos mecânicos, o que causa danos ao alimento e acelera a sua velocidade de deterioração. Ao mesmo tempo, quando colhidos na maturidade ideal, os produtos se tornam mais doces e resistentes a eventuais danos causados durante o transporte. Pensando nisso, foi desenvolvida uma luva inteligente que analisa a maturação e classifica a qualidade desses frutos durante a colheita, aumentando o aproveitamento e reduzindo a necessidade de diversas classificações e manipulações ao longo da cadeia de suprimento.


A Luva Vestível para Análise e Classificação de Produtos Agrícolas, criação do docente da UFSCar Rafael Aroca e dos pesquisadores da UFRN Rummenigge Dantas, Ciro Pinto e Lucas Silva, consiste em uma luva de tecido dotada de sensores que permitem medir de forma não destrutiva características como consistência, maturidade e diâmetro. Sua vantagem é que as mãos e a atenção do produtor ficam livres para a realização da tarefa, enquanto o equipamento age como um aparelho intuitivo, que coleta e fornece informações sobre a atividade que está sendo exercida.


Antes de iniciar a colheita, o operador deve calibrar a luva por meio do ajuste dos parâmetros específicos para cada cultura. Os sensores de pressão captarão a consistência, o de cor, a coloração e, de acordo com a calibragem dos sensores de flexão para a mão do usuário, é estimado o diâmetro médio do elemento. Em seguida, as linhas de costura levarão essas informações ao microcontrolador para serem lidas e armazenadas como referência para esse determinado fruto. Assim, durante a coleta, se as características do produto estiverem de acordo com a calibragem, a luva emitirá sinais de som e de luz; caso não estejam, um alerta de vibração ocorrerá.


Por ser uma técnica não invasiva, a luva vestível evita a necessidade de descarte do fruto avaliado, uma vez que as medições usualmente empregadas demandam a realização de um furo, o que acaba inutilizando o produto. Além disso, o invento permite que se avalie cada fruto individualmente, ao contrário das técnicas atuais, em que o produtor apenas assume que os demais elementos possuem as mesmas propriedades daquele rejeitado. Com a luva não é necessário nem aplicar uma força específica no produto. O coletor deve apenas se preocupar em segurá-lo com as pontas dos dedos, de forma que a força não seja muito grande para estragar o fruto, ou muito baixa a ponto dos sensores não conseguirem captar as suas características.


Outro benefício é que além de possuir baixo preço de produção, a luva não demanda mão de obra qualificada, o que favorece seu uso por pequenos produtores, principalmente em países em desenvolvimento, que nem sempre têm condições de arcar com o uso de maquinário automático. Ela também faz uso de baterias recarregáveis, de forma que o operador pode manuseá-la e utilizá-la sem dificuldades e com determinada autonomia para percorrer o campo de colheita; é flexível, pois permite calibrar dados de diversos itens com alta precisão, possibilitando a diversidade na plantação e ainda permite o armazenamento de dados em tablets, que podem ser acessados via bluetooth.

 
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