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Complexos Metálicos de Hesperidina e Hesperitina

Escrito por Tatiane Liberato   
Qui, 21 de Agosto de 2014 17:22

Formiga

Desenvolver complexos metálicos com atividade tóxica para o controle de insetos pragas como estratégia para uso em pesticidas na agricultura, que tenham a finalidade de aumentar e assegurar a produção de alimentos sem gerar preocupações quanto aos riscos para a saúde humana e ao meio ambiente foi o principal objetivo da patente Processo de Preparação de Complexos Metálicos de Hesperidina e Hesperitina, Complexos Metálicos e Composições Inseticidas para o controle de insetos pragas urbanos, da agricultura e da silvicultura desenvolvida pelos professores João Batista Fernandes, Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva, Paulo Cezar Vieira, Rose Maria Carlos, Arlene Gonçalves Correa e Moacir Rossi Forim, do Departamento de Química da UFSCar, pelos professores Andréia Pereira Matos, Ana Paula Terezan, Francisco de Assis Marques, Odair Côrrea Bueno, Fernando Carlos Pagnocca e pelos colaboradores Regina Maria Mendes de Oliveira, André Lúcio Franceschini Sarria, Liliane Nebo, Mario Antonio Navarro da Silva, Eduardo Novaes Ramires, Vinícius Annies e Ligia Moraes Barizon de Souza.

 

Consideradas como grandes competidores por alimento em relação aos seres humanos, as formigas cortadeiras constituem os principais insetos pragas da área de reflorestamento brasileiro, representando mais de 75% dos custos de tempo/dispêndio financeiro no controle de pragas limitando, assim, o desenvolvimento agrícola e florestal pleno. Essas pragas, que podem causar perda de alimentos, têm originado buscas por novos recursos e tecnologias como estratégias para o controle dos insetos na agricultura, utilizando agrotóxicos que visam controlá-las a fim de aumentar e assegurar a produção agrícola.

 

Pensando nessa questão, inventores da UFSCar trabalharam na produção de um composto simples na forma de inseticida para insetos pragas em grandes regiões e zonas florestais. Trata-se de um composto sólido colocado em iscas, que são encontradas pelas formigas cortadeiras e levadas à colônia de pragas, provocando a morte da rainha, e dos demais indivíduos do formigueiro. O composto possui dois modos importantes de ação, atuando no sistema nervoso central do inseto e no transporte de oxigênio. Segundo os pesquisadores, isso promove o controle total dos insetos, porque, diferentemente do uso de aerossóis no combate às pragas que atinge regiões onde não há interesse, os compostos em forma de iscas minimizam o impacto ambiental, contribuindo para a não contaminação de peixes, mamíferos e pássaros que vivem na área de plantio.

 

Um importante dado mencionado pelos pesquisadores é que o composto possui atividade inseticida lenta, que é importante quando se trabalha no controle de insetos pragas urbanos. Eles afirmam que, quando o formigueiro é exterminado imediatamente com compostos de alta atividade tóxica, as formigas se comunicam rapidamente, e transferem a colônia para outra região. “Isso significa que você não as extermina e, por isso, não consegue fazer um controle, porque, quando elas se comunicam, isso só permite que se movimentem de uma região pra outra, não levando ao combate da praga. A ideia de nosso composto é atingir a maior população possível dentro do formigueiro sem que elas percebam que estão levando aquela isca para o seu centro”, explica Rose Maria Carlos, uma das inventoras.

 

O composto, que pode ser utilizado em diversos tipos de solos (ácido, básico ou neutro), e que não sofre degradação com a luz solar e no ambiente, surgiu no Grupo de Pesquisa em Produtos Naturais da UFSCar que atua há muitos anos no desenvolvimento de inseticidas através de produtos naturais, agindo no combate e controle de insetos. Para chegar ao resultado da patente, o grupo trabalha desde 2009 na preparação do composto, com a ideia de trazer produtos naturais com esta finalidade específica.

 

O diferencial do produto com relação às outras alternativas do mercado é a baixa toxicidade ao ser humano, ao meio aquático e meio ambiente em geral, conforme testes realizados pelos pesquisadores nos estudos de toxicidade com células humanas, com o peixe aquático Vibrio fisheri, e no formigueiro mantido em escala de laboratório na cidade de Rio Claro com as mesmas características de um formigueiro no campo.

 

Uma segunda vantagem citada pelos pesquisadores é que o composto atua de maneira sinérgica, haja vista que possui componentes utilizados como fertilizantes de solo, considerando a importância atual de que produtos do gênero não sejam tóxicos ao meio aquático – destino que, frequentemente, os inseticidas de região agrícola acabam encontrando (rios, córregos, dentre outros). Eles afirmam que, por se tratar de um produto de fácil obtenção e com alto índice de eficiência, tem baixo custo em relação aos produtos atuais no mercado.

 

Além disso, em virtude do produto mais utilizado no Brasil ter sido proibido em diversos países, principalmente na Europa, com possibilidade de retirada do mercado brasileiro até o ano 2016, o país tem urgência em novas estratégias que substituam as existentes com a mesma finalidade, representando um mercado aberto com perspectivas que interessem às empresas da área agrícola, inclusive para aplicação efetiva do produto em campo.

 

 
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