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Encapsulamento de conídios de fungos

Escrito por Tatiane Liberato   
Seg, 30 de Novembro de 2015 08:05

DSC 0402 reduzidaUma nova geração de inseticidas biológicos para o controle de insetos pragas está sendo proposta por pesquisadores da UFSCar em conjunto com o Instituto Biológico de São Paulo com a patente de invenção Processo de encapsulamento de conídios de fungos entomopatogênicos, formulações contendo os mesmos e seus usos. A tecnologia se refere a um processo de encapsulamento de conídios de fungos entomopatogênicos através do uso de biopolímero visando a proteção e estabilidade de armazenamento desses conídios, e garantindo sua ação prolongada sobre diversos insetos pragas de cultivos agrícolas. A patente é resultado de um projeto de pós-doutorado realizado com o apoio da FAPESP e foi originada pelos pesquisadores Moacir Rossi Forim, Inajá Marchizeli Wenzel, João Batista Fernandes e Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva, do Departamento de Química da UFSCar, e Antonio Batista Filho, do Instituto Biológico.

 

A invenção se concentrou no desenvolvimento de uma formulação específica para estabilizar os microrganismos entomopatogênicos, que são capazes de causar danos a diversos tipos de insetos pragas, mas não produzem patogenicidade aos seres humanos. O processo de encapsulamento funciona como uma barreira de proteção aos conídios em relação a fatores externos como, por exemplo, radiação UV, temperatura, microrganismos concorrentes, oxidação etc. Assim, os conídios encapsulados servem como agentes controladores de insetos pragas da agricultura.

 

A ideia da patente surgiu quando os pesquisadores identificaram a ausência de uma formulação de entomopatógenos no mercado, sugerindo uma invenção com impacto no setor agroindustrial de bioinseticidas. Os produtos do mesmo segmento atualmente não são formulados e utilizam os fungos “in natura”. Neste caso, o processo de formulação protege e reveste os fungos por uma camada de polímero, aumentando sua viabilidade comercial, sem comprometer sua virulência e poder de controle.

 

Levando cerca de dois anos para ser desenvolvida, o diferencial desta patente em relação aos inseticidas biológicos convencionais é o ganho de estabilidade com um período de armazenamento superior a um ano em temperatura ambiente, sendo uma característica importante para a produção, estoque, distribuição e uso desses tipos de produto e que permite ao agricultor efetuar a pulverização a qualquer momento independente das condições climáticas.

 

De acordo com os inventores Moacir Rossi Forim e Inajá Marchizeli Wenzel, dentre os principais resultados obtidos com a formulação estão: a melhoria na eficiência da aplicação de fungos entomopatogênicos, a proteção dos conídios de efeitos deletérios abióticos e bióticos, o fato de ser patogênico aos insetos alvo, assim como a obtenção de um produto com diferencial no mercado brasileiro que pode ser armazenado sem a necessidade de consumo de energia. “A formulação possibilitou que o produto fique armazenado sem refrigeração por até doze meses e se mostrou patogênica às diversas pragas como a broca e bicudo da cana-de-açúcar”, explicaram.

 

Para estar disponível no mercado, a próxima etapa é a colocação do produto em escalonamento comercial. Os pesquisadores estimam estudos sobre as técnicas agrícolas mais adequadas para aplicação em campo, bem como a verificação da ação sobre um maior número de pragas e culturas. A invenção pode atrair o interesse de indústrias do agronegócio, principalmente as que produzem e comercializam inseticidas biológicos e sintéticos.

 

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