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Composto Esquistomicida

Ter, 03 de Julho de 2012 10:35

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Todos os anos cerca de 300 mil pessoas ao redor do mundo morrem vítimas da esquistossomose mansônica, doença parasitária endêmica em mais de setenta países. Ainda assim, os efeitos colaterais, parecidos com os da quimioterapia, levam muitas pessoas infectadas a recusarem o tratamento hoje recomendado pela Organização Mundial de Saúde.


No entanto, a patente Composição Farmacêutica, Extrato Vegetal e Processo de Preparação do Mesmo, desenvolvida pela professora Fernanda de Freitas Anibal, do departamento de Morfologia e Patologia da UFSCar, pode representar uma alternativa para esses pacientes. Trata-se de um fitoterápico que atua de forma semelhante à droga comercial atualmente utilizada, mas com menos problemas derivados do seu uso. Também são inventores Luis Vitor Silva do Sacramento, professor da Unesp de Araraquara; Vanderlei Rodrigues, docente da USP de Ribeirão Preto; Lizandra Guidi Magalhães, pós-graduanda da USP; Ricardo de Oliveira Correia, pós-graduando da UFSCar; e Naiara Naiana Dejani, pós-graduanda da UFSCar.


Popularmente conhecida como Barriga d’água, a esquistossomose é transmitida em regiões onde não há saneamento básico ou em que rios e pequenas represas representam fonte de água para banho e outras atividades. Ao penetrar na pele da pessoa, o parasita segue para o vaso sanguíneo, onde irá se desenvolver no verme adulto e então se acasalar, permanecendo assim por praticamente todo seu tempo de vida, que pode ser de muitos anos.


Após 45 dias de infecção os ovos desses vermes são eliminados com as fezes. Se no local onde isso acontecer houver um caramujo do gênero Biomphalaria, a larva que está dentro do ovo sai e infecta esse hospedeiro intermediário, que irá transformar a larva na sua forma infectante, a cercária, e depois liberá-la.
O composto desenvolvido na UFSCar atua matando esse verme, separando o macho da fêmea, reduzindo a sua ovoposição e diminuindo a viabilidade dele infectar o hospedeiro intermediário sem, contudo, resultar no mal-estar característico de drogas como essa, como dores no corpo e muscular, prostração, náusea e diarreia.


Além disso, durante os ensaios foi constatado um efeito anti-inflamatório no fígado, já que muitas vezes o ovo escapa do vaso sanguíneo e se aloja nesse órgão. “A gente observou também que no modelo experimental ocorre uma diminuição no depósito de colágeno, que é um dos fatores importantes para o desenvolvimento da fibrose, uma das principais causas de morte relacionadas à doença”, explica Fernanda.


Atualmente a equipe da professora Fernanda está tentando isolar os compostos. Eles fizeram uma parceria com a universidade de Nova Lisboa, em Portugal, que tem colaboração com vários países da África e os estão testando na forma infectante do parasita. Além disso, também está sendo feita a proteômica do parasita frente ao tratamento, para saber qual proteína ele compromete e o quanto isso é fundamental para o metabolismo dele e porque o fármaco mata o parasita e não o hospedeiro.


O composto ainda está em fase de pesquisa. Como a esquistossomose é uma doença que privilegia as classes economicamente baixas, não há muito interesse das indústrias privadas, mas a expectativa é conseguir uma parceria com alguma instituição pública. “Se a gente conseguir isolar um único composto e depois sintetizar, isso irá facilitar muito para eles, então a gente poderá fazer uma proposta melhor para a indústria. E pode ser que esse medicamento seja usado em outras doenças, porque em áreas endêmicas há também malária, leishmaniose e alguns desses fármacos conseguem atuar sobre esses outros organismos”, acredita.

 

 

 

 

 

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