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Especialistas debatem como preparar mão de obra para a era da digitalização

Sex, 26 de Outubro de 2018 16:51

Cenários previstos vão de uma total automação no processo de manufatura a relativo domínio de decisões humanas. Inclusão de portadores de deficiência na era da digitalização também é ponto de debate.



Sensores, conectividade e digitalização não são os únicos atributos da indústria 4.0. O novo estilo de produção de bens, ainda em evolução, traz novas exigências de habilidades da mão de obra nesse sistema de manufatura. Nesse contexto, Bernd Dworschak, pesquisador do Instituto Fraunhofer de Engenharia Industrial IAO, em Stuttgart, na Alemanha, trabalha com dois cenários futuros – e extremos. Um deles é classificado como cenário da automação: segundo essa hipótese, uma parte crescente das decisões será feita pela tecnologia.

 

“Isso restringiria ainda mais o espaço para escolhas humanas autônomas e alternativas de ação”, comenta Dworschak sobre o cenário. “Em um sistema cada vez mais automatizado, as pessoas só precisariam intervir em casos de incidentes. Por outro lado, os funcionários com uma qualificação mais baixa e média não precisariam mais desenvolver as habilidades necessárias”, argumenta.

 

A segunda hipótese é chamada de cenário de especialização: a tecnologia é usada para apoiar a tomada de decisão humana e, portanto, a resolução de problemas. Em comparação com o cenário de automação, a equipe de produção – pelo menos com nível médio de qualificação – participa das decisões o que, portanto, exigiria requisitos mais diversificados.

 

No cenário de automação, as tarefas a serem assumidas por pessoas vão demandar profissionais altamente qualificados. “Já no cenário de especialização, as interfaces humano-tecnológicas são projetadas de tal forma que, além dos altamente qualificados, pelo menos os especialistas de nível médio poderão interagir com a tecnologia”, exemplifica Dworschak.

 

Esses cenários de adequação da mão de obra na era digitalização estarão em discussão no 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação, que será realizado nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo. O evento, que contará com apresentações de pesquisadores do Brasil e da Alemanha (entre eles, Dworschak), é organizado pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH São Paulo) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

 

Competências – Segundo Dworschak, a capacidade de selecionar, editar e interpretar dados e informações corretamente é um dos requisitos mais essenciais da era 4.0 sob o cenário da especialização. Na Alemanha, pelo menos, a maioria das empresas parece não ter explorado totalmente o potencial de automação por enquanto. A opção mais comum tem sido a automação parcial.

 

Segundo os estudos feitos pelo IAO, independentemente do setor de atuação, certas competências serão essenciais para os profissionais, como habilidades interdisciplinares de comunicação e cooperação. Além disso, conhecimentos dos processos digitais serão fundamentais. “Os requisitos técnicos abrangem um amplo campo de conhecimento e habilidades em mecânica e eletrônica, tecnologia de microssistemas, automação e TI de produção e, acima de tudo, sua integração”, adiciona Dworschak.

 

Digitalização para todos – Para a pesquisadora Monika Hackel, diretora do Departamento de Regulação da Educação e Formação Profissional do Instituto Federal de Educação Profissional (BIBB), em Bonn, e outra palestrante do evento, é importante que a transição ocorra sem deixar ninguém para trás.

 

“Trabalhamos com um plano legal para apoiar grupos-alvo específicos no sistema, com foco na formação de pessoas com deficiência no contexto da digitalização”, comenta Hackel sobre o sistema alemão. “A digitalização precisa trazer também benefícios para esses grupos e contar com apoio das empresas em treinamento”, complementa.

 

O sistema de formação dual, em que o estudante faz estágio prático numa empresa enquanto aprende teoria numa instituição de ensino, oferece também apoio para grupos especiais, como flexibilidade na duração do estágio, dependendo da dificuldade do aluno. O objetivo é oferecer uma formação profissional, com reconhecimento nacional, e empregabilidade.

 

Dados do mercado de trabalho alemão mostram que, dentre as empresas que participam do sistema dual de ensino, grande parte delas emprega estudantes com deficiência de aprendizagem. Por outro lado, para muitos setores ouvidos pelo BIBB, as tecnologias digitais trazem mais dificuldades que oportunidades para pessoas com deficiência – é o que indicaram empresas do ramo de agricultura, operadores de máquinas têxteis, construção civil pesada, por exemplo.

 

Na análise de Hackel, o avanço da digitalização demanda também apoio técnico para permitir a integração de diferentes grupos que apresentam algum tipo de deficiência. “Acessibilidade e uso de ambientes virtuais com interfaces que facilitem o uso no local de trabalho, mais pesquisas e desenvolvimentos para soluções especiais nas áreas de reconhecimento de voz, realidade virtual, simulações, abordagens de banco de dados”, cita alguns exemplos.



Serviço: O 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação será realizado no auditório da FAPESP localizado em sua sede, em São Paulo (R. Pio XI, 1500 - Alto da Lapa) no dia 30 de outubro das 14h30 às 17h e no dia 31 de outubro das 8h30 às 17h. Veja neste link (https://bit.ly/2x8iq92) a programação preliminar. Inscrições neste link: http://bit.ly/2P8UdK8

 

Fonte: DWIH São Paulo

 
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