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Projeto promove intersecção entre ciências humanas e proteção ambiental

Ter, 23 de Outubro de 2018 15:54

Uma visão holística sobre a realidade local e a intersecção com a proteção ambiental da região. Essa é a proposta da Olimpíada de Humanidades realizada pelo Instituto de Pesquisa, Ensino e Extensão em Arte Educação e Tecnologias Sustentáveis (Ipeartes) de Alto Paraíso de Goiás (GO), coordenada pelos professores José Estevão Rocha Arantes e Cátia Rodrigues e que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

A ideia é promover o pensamento científico e a reflexão entre estudantes do ensino médio das escolas públicas dos seis municípios goianos que compõem a Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto (Alto Paraíso, Cavalcante, Colinas do Sul, Nova Roma, São João D'Aliança e Teresina de Goiás). A APA foi reconhecida em 2017 para amortizar os impactos ambientais na área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

 

"O objetivo é provocar as escolas para elaborar, estudantes e professores sobretudo da área de humanas e artes, um projeto vinculando o tema definido pelo projeto à realidade de cada município, com o propósito de observar o cenário cultural regional sociológico espacial filosófico e artístico que envolve o seu município e que pense a área de proteção ambiental e o parque", explicou o professor José Estevão. "A proposta é dar protagonismo aos jovens", completou.

 

Em sua segunda edição, a Olimpíada deste ano tem como tema Água, Terra, Fogo, Ar e Amor: interseccionando os elementos para proteger a APA Pouso Alto e foi iniciada em maio de 2018, promovendo uma série coordenada de ações educativas, que englobam etapas de formação, elaboração e execução de projetos, produções artísticas e visitas de campo.

 

Cada projeto será finalizado com uma apresentação artística, contemplando uma ou mais linguagens entre Teatro, Artes Visuais, Dança, Música e Audiovisual. O processo de elaboração e orientação acontece por meio de visitas aos grupos de trabalho, oficinas, suporte técnico e pedagógico necessários ao desenvolvimento das ações propostas.

 

Segundo José Estevão, as escolas foram provocadas a refletir sobre as expectativas de aprendizagem que estão no currículo das áreas das ciências humanas (sociologia, filosofia, geografia e história) e artes e como os cinco elementos apresentados no tema proposto conversam com essas expectativas.

 

O professor explica que o projeto de cada escola deve articular o tema com algum problema ou situação da comunidade e a coordenação da Olimpíada avalia e propõe adequações se necessário. A proposta é que os alunos tenham uma iniciação ao pensamento científico, elaborando um projeto completo, com objetivos gerais e específicos, metodologia e bibliografia.

 

Ao todo, seis projetos estão sendo executados junto às escolas estaduais de Ensino Médio que integram a APA. Para conhecer na íntegra, cada um deles clique aqui.

 

A etapa seguinte, concluída no final do primeiro semestre deste ano, foi a participação dos jovens e professores em uma trilha cientifica pelo parque da Chapada dos Veadeiros para conhecerem a reconhecerem o parque, com especialistas que convidam os estudantes à reflexão sobre os elementos do cerrado, o papel do homem na modificação e preservação do cerrado.

 

A Olimpíada foi contemplada pela a Chamada CNPq/MCTIC-SEPED nº 14/2018 para desenvolver a terceira etapa da Olimpíada, de seminários internos nas escolas participantes. A Chamada selecionou propostas para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que aconteceu na última semana em todo o país.

 

"A ideia foi aproveitar a sinergia promovida pela SNCT para estimular os alunos e a comunidade na apresentação dos resultados parciais pelos estudantes participantes do projeto", aponta José Estevão.

 

O professor ressalta que ter sido selecionado para participar da SNCT foi importante para o posicionamento das ciências humanas e a arte enquanto desenvolvedoras de ciências. "São campos do conhecimento que também precisam ser levados em consideração quando se pensa no desenvolvimento da CT&I. A construção de novas formas de pensar agir e refletir do ponto de vista educacional, do ponto de vista da sociedade, do ponto de vista das relações políticas, e culturais é fundamental se a gente quer pensar o futuro e contemplar o tema da semana, que foi o efeito da ciência na diminuição das desigualdades sociais", finaliza Estevão.

 

A Olimpíada de Humanidades integra uma ação piloto do Programa de Educação do Bem Viver, que vem sendo desenvolvido pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás (Seduce) para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS/ONU) na região de Pouso Alto, localizada na Chapada dos Veadeiros. A sua primeira edição foi realizada em 2017. Para mais informações sobre os projetos desenvolvidos nesta ocasião, clique aqui.

 

Para a coordenadora geral do Ipeartes e também diretora do Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte, Luz Marina de Alcantara, a iniciativa visa alavancar o potencial criativo dos sujeitos envolvidos com os projetos escolares, aproximando-os dos saberes humanísticos acumulados ao longo das gerações. "Apostar na pesquisa de temas vinculados às áreas das Humanidades e Artes pode proporcionar compreensão e respeito à alteridade intrínseca à existência humana. É pensando assim que a arte/educação tem colocado a subjetividade na centralidade dos projetos educativos, instigando a conscientização e construção de outras maneiras de habitar o mundo mediante a ampliação dos lugares da arte na sociedade", pondera.

 

A última etapa do projeto será a socialização dos trabalhos desenvolvidos por estudantes e professores, em atividade realizada no mês de dezembro, durante o II Festival de Humanidades, que, a exemplo do ano anterior, terá como sede a cidade de Alto Paraíso de Goiás.

 

Fonte: Portal CNPq

 
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