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Previsões dos impactos da digitalização no trabalho são contraditórias

Qua, 10 de Outubro de 2018 11:29

Pesquisador alemão, que participará como keynote speaker da 7º edição do Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação, afirma que as mudanças trazidas pela era digital ainda não podem ser medidas de forma conclusiva.



Anunciadas como marcantes e profundas, as mudanças no mundo do trabalho trazidas pelo avanço da digitalização ainda não podem ser medidas de forma conclusiva. Desde que a chamada quarta Revolução Industrial teve início, na primeira década deste milênio, cientistas tentam “medir” os efeitos da automação e da chegada de novas tecnologias.

 

“Previsões negativas contrastam com suposições positivas sobre ganhos de postos de trabalho”, comenta Hartmut Hirsch-Kreinsen, pesquisador focado na relação entre indústria e trabalho da Universidade Técnica de Dortmund, na Alemanha. “Por outro lado, podem ser esperadas diversas consequências para postos de trabalho e qualificações – desde uma polarização progressiva a uma valorização”, argumenta Hirsch-Kreinsen.

 

Ele será um dos keynote speakers da 7º edição do Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação, que acontece nos dias 30 e 31 de outubro em São Paulo. Organizado pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH São Paulo) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o tema do evento está voltado para os desafios e as tendências no trabalho e na formação profissional na era digital.

 

O debate, defende Hirsch-Kreinsen, é urgente. “A digitalização está em todas as partes, em todas as profissões, dos advogados aos motoristas de caminhão. Trabalho de rotina e intelectual serão automatizados”, comenta. As perspectivas de futuro, por outro lado, são contraditórias. A visão mais negativa prevê perda de emprego em massa, aumento de estresse e da vigilância no trabalho, precarização e degradação social, além do aumento da desigualdade social.

 


Há, no entanto, uma interpretação positiva dos impactos aguardados, que incluem compensação de postos de trabalho fechados com abertura de novas vagas, redução do estresse, superação do capitalismo. “Há bastante ceticismo e cautela, principalmente entre as pequenas e médias empresas”, comenta Hirsch-Kreinsen sobre as previsões distintas.

 

O pesquisador da TU Dortmund acredita que é possível incorporar as transformações do trabalho à estratégia corporativa e ao desenho sociopolítico. “As novas tecnologias devem ser vistas como sistemas ‘sociotécnicos’ que abrem uma variedade de opções, especialmente para formas de trabalho baseadas na qualificação e com orientação humana”, adianta um dos tópicos que será discutido em sua palestra.

 

Desafios no Brasil – Para Glauco Arbix, pesquisador do Observatório da Inovação da Universidade de São Paulo (USP), outro keynote speaker do evento, a questão da digitalização no trabalho e na formação profissional é especialmente crucial para o Brasil. “Nossa mão de obra tem, em geral, baixa qualificação, o que explica a baixa produtividade. É claro que há exceções, mas as empresas no Brasil inovam pouco”, diz Arbix sobre o cenário desafiador que abordará durante a sua palestra no 7º Diálogo.

 

Os recursos humanos, consequentemente, adquirem uma dimensão absolutamente especial, segundo o pesquisador. “Não tem como pensar no Brasil, saindo da situação de atraso, sem pensar na elevação da qualidade da mão de obra”, pontua. Nesse ponto, o reforço educacional não pode ser desprezado.

 

O avanço da digitalização já provoca paradoxos no país. Segundo Arbix, embora cerca de 13 milhões brasileiros estejam desempregados, há um déficit de profissionais que atuam nas áreas de tecnologia da informação. “O déficit está estimado em 300 mil profissionais da engenharia da computação e áreas correlatas. E ele pode chegar a 500 mil em 2020”, afirma.

 

O planejamento focado na formação educacional das próximas gerações deveria ser prioridade dos governos, opina o pesquisador da USP. E, nesse ponto, a Alemanha pode dar importantes contribuições.
“Temos uma longa relação com Alemanha, que é um player mundial de primeira importância, desbravadora de áreas importantes, como a indústria 4.0. E o país pode ser o parceiro do Brasil nessa missão de ajudar na superação de algumas dificuldades, como a formação profissional voltada para a era digital”, comenta Arbix.

 

A Alemanha, por sua vez, também enfrenta carência de mão-de-obra especializada, mas, por outro motivo: a redução do número de habitantes do país. Segundo dados do Instituto Econômico Alemão, com sede em Colônia, o país registrou em setembro deste ano 338.200 empregos vagos nos setores de informática, matemática e tecnologias da informação.



Serviço: O 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação será realizado no auditório da FAPESP localizado em sua sede, em São Paulo (R. Pio XI, 1500 - Alto da Lapa) no dia 30 de outubro das 15h às 17h e no dia 31 de outubro das 9h às 17h. Veja neste link (https://bit.ly/2x8iq92) a programação preliminar. Inscrições em breve.


Fonte: DWIH São Paulo

 
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