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Inpe usa tecnologia de ponta para monitorar desmatamento e incêndios florestais no Cerrado

Seg, 01 de Outubro de 2018 10:32

Assim como na Amazônia, pesquisadores usam sensoriamento remoto para coletar dados científicos, que serão usados na construção das políticas públicas de preservação do Cerrado.

 

Os sistemas de sensoriamento remoto são importantes aliados das políticas de preservação e conservação do Cerrado. Para os cientistas, além do controle do desmatamento, os dados coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) permitem monitorar queimadas e incêndios florestais e estimar a emissão de gases de efeito estufa. O Cerrado abrange mais de 2 milhões de quilômetros quadrados e corresponde a 24% do território nacional.

 

Para realizar esse monitoramento do Cerrado, o Inpe conta com os sistemas Prodes, Deter e TerraBrasilis. Para a coordenadora-geral de Biomas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Andrea Portela, os dados científicos coletados por essas tecnologias são usados na construção das políticas públicas de preservação do Cerrado.

 

“Esse projeto é muito importante porque avançou não só no desmatamento do Cerrado, mas na geração de outros dados que são extremamente importantes. É um conjunto de dados que, além dos dados oficiais do Prodes, são igualmente importantes para a preservação do bioma”, afirmou Portela, que participou nesta quinta-feira (27) de workshop promovido pelo MCTIC para apresentar as ferramentas tecnológicas do Projeto Monitoramento do Cerrado.

 

A iniciativa é financiada pelo Banco Mundial, através do Programa de Investimento Florestal (FIP, na sigla em inglês) e coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). As pesquisas são desenvolvidas conjuntamente pelo Inpe, pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O MCTIC e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) da UFMG são os gestores do projeto.

 

Na página do Projeto Monitoramento do Cerrado, é possível ter acesso aos gráficos sobre o desmatamento no bioma. Também é possível conferir um mapa interativo com imagens de polígonos de áreas com retirada de cobertura florestal.

 

“O Cerrado é um bioma extremamente importante pela sua relevância para o clima, a hidrologia e a sua biodiversidade. Com esses dados, certamente teremos ações mais assertivas no combate ao desmatamento. Esses dados vão ajudar os órgãos de fiscalização a garantirem o uso sustentável do bioma”, disse o diretor de Florestas e de Combate ao Desmatamento do MMA, Jair Schmitt.

 

Comparação temporal

 

No âmbito do projeto, a equipe do Inpe produziu mapas para comparar o avanço da retirada da cobertura vegetal do Cerrado desde 2000, com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Serviço Florestal Brasileiro. Esses mapas serão comparados com imagens de satélites mais recentes para avaliar a degradação da vegetação, por meio do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter).

 

Para o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano, o levantamento dessas informações ajuda a compreender a lógica de retirada da vegetação no Cerrado e traçar estratégias para garantir a preservação de áreas de mata virgem e de áreas de nascentes de grandes bacias hidrográficas, por exemplo.

 

“O que percebemos é que a degradação da vegetação se expandiu para a parte norte do Cerrado desde 2010, mas ainda existem corredores de vegetação nativa que devemos preservar. O bioma também concentra áreas críticas com nascentes de grandes bacias hidrográficas. Hoje, sabemos quais são essas áreas e o nível de desmatamento delas, por conta dessas informações que coletamos. Assim, podemos atuar para preservar as nascentes e os rios”, ressaltou Valeriano.

 

Em junho passado, o MCTIC e o MMA divulgaram que o desmatamento no Cerrado caiu 38% em 2017 na comparação com 2015, último ano em que havia sido registrada a retirada de cobertura vegetal do bioma. O levantamento feito pelo Inpe é parte do Prodes Cerrado, com base em 118 imagens produzidas pelo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-4) e pelo Landsat-8.

 

O levantamento do Inpe também mostrou que o Brasil superou a meta de redução de 40% de desflorestamento nessa região até 2020, ao alcançar uma queda de 53% na comparação com a média observada entre 1999 e 2008. O objetivo foi estabelecido pela Política Nacional de Mudança do Clima.

 

Produção nacional

 

As informações geradas pelo Deter são diárias e serão utilizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Ibama) para fiscalizar áreas de desflorestamento ilegal. Isso será possível graças às imagens produzidas pela câmera WFI instalada no Cbers-4, produzida com tecnologia 100% brasileira.

 

Segundo o coordenador do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros do Inpe, Cláudio Almeida, o Brasil tem posição de destaque no monitoramento de biomas em nível global. “É uma câmera brasileira, embarcada em um satélite produzido pelo Brasil e pela China, e que presta um serviço relevante para nosso país. Isso mostra a capacidade do Brasil em ter o ciclo completo do desenvolvimento da área espacial. Conseguimos produzir satélites, desenvolver sistemas e equipamentos, operar esse artefato e trabalhar com os dados gerados. Pouquíssimos países no mundo têm essa capacidade e é motivo de muito orgulho que possamos trilhar esse caminho. Com essa tecnologia, já monitoramos a Amazônia e o Cerrado e, em breve, avançaremos para os outros biomas do país.”

 

Fonte: Portal MCTIC

 
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