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MCTIC assegura R$ 70 milhões para primeira etapa do Sirius em novembro

Ter, 25 de Setembro de 2018 17:12

Recursos vão permitir conclusão da montagem do acelerador de partículas em Campinas (SP).

 

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) obteve junto à equipe econômica do governo federal a liberação de R$ 70 milhões para a conclusão da primeira etapa das obras da fonte de luz síncrotron Sirius, em construção no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). Até hoje, o MCTIC já investiu R$ 1,29 bilhão no projeto, considerado a maior e mais complexa infraestrutura da ciência brasileira.

 

O acelerador de partículas Sirius vai colocar o Brasil na fronteira do conhecimento ao abrir novas perspectivas em áreas como ciência dos materiais, nanotecnologia, biotecnologia, física e ciências ambientais, além de contribuir para a internacionalização da ciência brasileira por meio do aumento da presença de estrangeiros entre os usuários. O Sirius, assim como o acelerador já operado pelo CNPEM, será uma instalação aberta à comunidade científica do Brasil e do exterior.

 

A disponibilização destes recursos viabilizará a conclusão das obras civis do prédio de 68 mil m2, a montagem total dos três aceleradores e, até novembro, a “volta de elétrons” em dois deles. Além da importância científica em si, o projeto se destaca por serem empreendidas obras de alta precisão.

 

No total, o projeto deve custar R$ 1,8 bilhão. Somente em 2018, já foram liberados R$ 352 milhões para a conclusão das obras civis e da montagem dos três aceleradores que compõem o Sirius. Com isso, todo equipamento será montado e dois dos três aceleradores já estarão recebendo feixe de elétrons. O terceiro e mais complexo acelerador receberá os elétrons quando a equipe técnica instalar um vácuo próximo ao encontrado no espaço dentro do túnel do acelerador - um processo altamente sofisticado e delicado.

 

“Trata-se um máquina de altíssima performance que colocará o Brasil na ponta da pesquisa científica”, disse o presidente do Conselho de Administração do CNPEM, Rogério César de Cerqueira Leite.

 

Já o diretor-geral do CNPEM, Antonio José Roque, ressaltou que o projeto Sirius é “estruturante para o país” e “patrimônio do Brasil”. Segundo ele, além da construção do acelerador de partículas, o projeto prevê estações de pesquisa, e as duas primeiras deverão começar a operar no final do próximo ano.

 

O acelerador principal terá 520 metros de circunferência, com capacidade para comportar 40 linhas de luz (ou estações experimentais). Segundo os pesquisadores do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), hoje, os cientistas apenas conseguem analisar a camada superficial de materiais duros e densos.

 

“Com o Sirius, veremos estruturas cada vez mais complexas em nível atômico. E isso abre uma gama enorme de possibilidades para os pesquisadores responderem perguntas-chave em diversos segmentos”, descatou a pesquisadora do CNPEM, Ana Carolina Zeri.

 

O ministro Gilberto Kassab ressaltou a importância do investimento em ciência, tecnologia e inovação para o Brasil, pontuando que é fundamental para o desenvolvimento econômico, e isso se expressa também na história de países desenvolvidos. “O Sirius, por sua característica, colocará o Brasil na fronteira do conhecimento”, afirmou.

 

Além de elevar o nível das pesquisas no Brasil e atrair o interesse de cientistas de outros países, a construção do acelerador também vem contribuindo para a formação de recursos humanos especializados, a aquisição de produtos e componentes nacionais e a internacionalização das empresas brasileiras. Cerca de 85% dos componentes adquiridos para a construção do Sirius são fabricados no Brasil, desde equipamentos eletrônicos até um tipo de cimento de alta estabilidade para suportar a pesada estrutura.

 

Fonte: Portal MCTIC

 
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