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Brasil ‘vai ser atropelado’ por revolução digital e automação, avalia pesquisador

Ter, 25 de Setembro de 2018 15:27

Em entrevista ao Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), o especialista em robótica Edson Prestes defende que países em desenvolvimento precisam ter mão de obra qualificada para lidar com a crescente automação do setor produtivo. O brasileiro integra o Painel de Alto Nível da ONU sobre Cooperação Digital, que se reúne pela primeira vez nesta segunda-feira (24), em Nova Iorque

 

Sem investimentos em educação e infraestrutura, o Brasil “vai ser atropelado” pela revolução digital, avalia o especialista em robótica Edson Prestes. O brasileiro integra o Painel de Alto Nível da ONU sobre Cooperação Digital, que se reúne pela primeira vez nesta segunda-feira (24), em Nova Iorque. Em entrevista ao Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), o pesquisador defende que países em desenvolvimento precisam ter mão de obra qualificada para lidar com a crescente automação do setor produtivo.

 

O painel de alto nível foi convocado em julho pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que reconheceu o potencial socioeconômico das ferramentas digitais e suas contribuições para o desenvolvimento sustentável. Composto por 20 experts e autoridades em tecnologia, o organismo foi encarregado de elaborar recomendações para ampliar parcerias entre governos, setor privado, academia, sociedade civil e a comunidade técnica.

 

“Para trabalhar em áreas de alta tecnologia, é preciso ter uma formação adequada. Fora do país, (existem) inúmeras mobilizações para que sejam incentivados cursos na área de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (conhecidas pela sigla STEM)”, ressalta Prestes, que é doutor em Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

No Brasil, o aprendizado de competências para esses setores críticos apresenta lacunas desde o ensino fundamental. O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2015, realizado em 72 nações com estudantes de 15 anos, mostra o país sul-americano em 63º lugar no exame de Ciências e 65º, em Matemática. As médias dos alunos brasileiros – 401 e 377, respectivamente – ficam bem abaixo de nações como Cingapura ou Canadá, ambos com notas acima de 500 nas duas disciplinas. O desempenho do Brasil também é bem inferior à média dos Estados-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – 493 em Ciências e 490 em Matemática.

 

Conhecimentos básicos nessas matérias e em tecnologia serão fundamentais para integrar os trabalhadores em novos sistemas produtivos, com robôs e softwares de otimização. “A automatização vai atravessar todas as áreas, em diferentes níveis. Sistemas de inteligência artificial vão permear o nosso dia a dia”, afirma o pesquisador brasileiro. O acadêmico também integra a Sociedade de Robótica e Automação do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE), dos Estados Unidos.

 

Leia na íntegra: ONU

 

Fonte: Jornal da Ciência, 24/09/2018, com informações ONU

 
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