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Entidades cobram envolvimento de diversas instituições para a recuperação do Museu Nacional

Seg, 17 de Setembro de 2018 14:18

“A SBPC e a ABC têm insistido na importância do envolvimento de ministérios, inclusive do MCTIC e de suas agências, como o CNPq e a Finep, para apoiarem as iniciativas para a recuperação do Museu, tanto imediatas quanto de longo prazo”, afirma o presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira. Em resposta, o MCTIC enviou uma nota ao Jornal da Ciência na qual afirma que “irá trabalhar junto ao Congresso Nacional por uma rubrica específica voltada para a destinação de recursos ao Museu Nacional e sua recuperação”

 

A reconstrução do Museu Nacional, destruído por um incêndio que comoveu o País e o mundo, no dia 2 de setembro, exigirá o envolvimento de diversas instituições, conforme observam representantes da comunidade científica. Segundo eles, os ministérios de Educação (MEC), da Cultura e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) precisam trabalhar em conjunto no sentido de implementar medidas urgentes para a reconstrução do Museu e para discutirem políticas para a preservação do patrimônio cultural, científico e histórico brasileiro.

 

“A SBPC e a ABC têm insistido na importância do envolvimento dos diversos ministérios, inclusive do MCTIC e de suas agências, como o CNPq e a Finep, para apoiarem as diversas iniciativas para a recuperação do Museu, tanto imediatas quanto de longo prazo”. Especialmente nesse momento emergencial, em que é essencial a liberação rápida de recursos para tratar de questões como a segurança do prédio, a análise dos materiais que resistiram, o isolamento do local para dar condições para os que ali trabalham, a continuidade dos trabalhos científicos dos pesquisadores, estudantes e técnicos”, explicou.

 

Moreira ressaltou que é fundamental a iniciativa do MCTIC nesse momento, tanto para as questões emergenciais de curto prazo, quanto para a reconstrução do museu de história natural, a médio e longo prazos. “O governo tem também a possibilidade de adotar medidas emergenciais para acelerar prazos e liberar verbas diante de tragédias como a que ocorreu no Museu Nacional”, afirmou.

 

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, observa que os trabalhos mais intensivos de busca do acervo sob os escombros só poderão ocorrer depois que o prédio oferecer segurança. Ele reconhece a dificuldade de se garantir essa segurança com rapidez, mas adverte que a estrutura e a cobertura do prédio estão ameaçadas e que existem riscos de desabamento de partes do edifício. “Nesse momento precisamos trabalhar para que haja uma estabilização do prédio para que, assim, a gente possa entrar no local e fazer o nosso trabalho. Nossa preocupação agora é com as ações necessárias para resgatarmos a maior parte possível do acervo”, disse.

 

De acordo com Kellner, o MEC (Ministério da Educação) foi o único ministério que até o momento ofereceu recursos para esta tarefa, no valor de R$ 10 milhões. “Vamos usar esse dinheiro justamente para reforçar a estrutura do prédio, de modo que os pesquisadores possam, finalmente, começar a procura por itens remanescentes. Para a liberação do dinheiro, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) fez um termo de referência e o entregou ao MEC no prazo definido. O próximo passo é convidar as empresas para a realização do trabalho. Só ai é que poderemos definir prazos”, explicou.

 

O diretor do Museu Nacional destacou ainda que, apesar do incêndio, a instituição permanece ativa e funcionando regularmente nos edifícios não atingidos. “O Museu Nacional está vivo. As pesquisas continuam, as aulas prosseguem, estamos nos adequando a toda essa situação. Além disso, a Unesco já se prontificou a nos ajudar a buscar itens do acervo”, disse.

 

O antropólogo, Otávio Velho, do Museu Nacional, se mostrou preocupado com o pouco envolvimento do MCTIC nos primeiros dez dias do incêndio. “Até o Ministério da Cultura, que sempre foi ausente perante o Museu Nacional, tem aparecido, se pronunciado, mas o MCTIC estava ainda ausente. A academia está sentindo falta da Pasta nas articulações. Muitas coisas precisam ser providenciadas urgentemente, como por exemplo, encontrar um lugar para colocar as doações recebidas. Não temos onde colocar. Precisamos de interlocutores importantes que possam efetivamente contribuir”, explicou

 

Resposta do MCTIC

 

Após a solicitação da SBPC, o MCTIC respondeu à em nota ao Jornal da Ciência, que “irá trabalhar junto ao Congresso Nacional por uma rubrica específica voltada para a destinação de recursos ao Museu Nacional e sua recuperação”. E completa, “no sentido de diagnóstico, de manutenção e preservação de órgãos vinculados ao MCTIC, a Pasta vai disponibilizar recursos para que museus e institutos de pesquisa possam fazer mapeamento completo da situação de segurança de suas edificações. Além disso, o Ministério vem tomando parte em ações empreendidas pelo Governo Federal com vistas ao Museu Nacional. Por exemplo, o plano proposto pelos Ministérios da Educação e Cultura que envolve recursos da iniciativa privada”.

 

O MCTIC disse ainda que é diária a necessidade de conscientização sobre a importância da pesquisa, da ciência, tecnologia e inovação. “Essas batalhas são travadas com apoio da sociedade e com o apoio dos cientistas – com a SBPC, a Academia Brasileira de Ciências e diferentes outras entidades”, ressaltou na nota.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 14/09/2018

 
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