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O DNA do Inovador

Seg, 17 de Setembro de 2018 11:52

Quais são as 5 habilidades dos inovadores de ruptura? Você é um deles?

 

Quando Thomas Edison descobriu a lâmpada, fez-se a luz… em muitos sentidos!

 

Hoje, o que parece simples, foi uma sucessão de erros, tentativas e mais tentativas levadas à exaustão.

 

“Não falhei. Apenas encontrei 10 mil jeitos que não funcionam.” – Thomas Edison

 

Só pra relembrar, a lâmpada foi inventada no final do séc. XIX. E não foi seu único invento, Thomas Edison era um inovador de carteirinha, registrando na época 2.332 patentes, o que rendeu ao norte-americano o apelido de “Feiticeiro de Menlo Park”. Área, aliás, do atual Vale do Silício lá na Califórnia. Se achamos que o Vale só atrai gente interessante do final do século XX pra cá, o inventor da lâmpada nos lembra que essa área, historicamente, sempre foi favorável aos inventos disruptivos.

 

O jogo de tentativa e erro faz parte integrante do DNA dos inovadores. Essa é uma equação, por vezes dolorosa, mas que sem dúvida, promove os extraordinários momentos de “eureca”. O acerto de uma aposta só é um jogo raro, inusitado, e de acordo com os estudiosos do fenômeno Vale do Silício, quase improvável. Por lá, os inovadores são encorajados ao fracasso como forma de ganhar musculatura para competirem, escalarem e vivenciarem o tão almejado mundo da disrupção. Existe um mantra propagado por aquelas bandas que diz que um inovador só está “no ponto” quando fracassou pelo menos 11 vezes, aí sim, está apto para abraçar seu merecido sucesso.

 

Inovação, se tornou a palavra da onda nos últimos tempos, e esse ano esteve presente em todos os eventos – corporativos ou não – que apresentei ou participei como público. Empresas de todos os tamanhos, organizações de todos os gêneros, marcas e pessoas, não só estão falando, como promovendo e apostando na inovação como um amuleto da sorte para desembarcar no futuro.

 

Mas, será que todos estão realmente dispostos a praticar a inovação? Inovar quer dizer: realizar algo que nunca foi feito antes, romper, modificar, transmutar – abrir mão de um “estado” para chegar em outro. E quando a inovação sai do mundo das ideias e vai para prática não é o que realmente tenho percebido. Entre o querer e o fazer existe, muitas vezes, um grande hiato. Seguir pelo caminho da inovação é uma decisão, então, não promova a inovação a menos que você realmente esteja disposto a enfrentar a disrupção.

 

Se você, seu departamento, marca ou empresa estão dispostos a enfrentar possíveis fracassos ou erros durante a jornada disruptiva, então, as portas para inovação estão abertas, afinal, como o próprio mestre Thomas Edison advertiu, inventar a lâmpada, um novo processo, sistema, produto ou uma nova fórmula de sucesso, muitas vezes pode partir de 10 mil tentativas anteriores sem sucesso.

 

Paul Saffo, futurista, engenheiro e professor da Universidade de Stanford – situada no coração Vale do Silício, certa vez declarou: “Os pináculos do sucesso são construídos sobre os escombros do fracasso. Quando alguém falha aqui, não é uma questão de ego ou de vergonha – na verdade o fracasso é mais como um distintivo de honra e um convite para entrar no clube.” – Os Segredos do Vale do Silício – Deborah Perry Piscione

 

E quando o caminho é realmente sair da zona de conforto em busca do novo, então aqui vão alguns insights muito interessantes sobre inovação colhidos no livro “DNA do Inovador” (Ed. HSM), dos autores J. Dyer, H. Gregersen e C. Christensen

 

Pra começar, eles lembram que a criatividade é uma habilidade que provém do lado direito do cérebro. Os inovadores, portanto tem uma ajudinha extra desse importante órgão, que colabora com pensamentos mais intuitivos, é o lado do sentir e interpretar. Já nosso lado esquerdo é aquele que processa pensamentos mais lógicos e lineares, portanto, menos criativos.

 

A boa nova é que conforme pesquisas dos autores do livro, a inovação não é apenas uma predisposição genética, mas sim pode ser treinada. O “DNA do Inovador” mostra que todos nós, incluindo eu e você, podemos inovar se algumas habilidades específicas forem desenvolvidas.

 

Dyer, Gregersen e Christensen, selecionam 5 habilidades que descrevem como fundamentais aos postulantes da inovação:

 

– PENSAMENTO ASSOCIATIVO ou simplesmente Associação – “Ocorre quando o cérebro procura sintetizar e tirar sentido de novas informações. Ela ajuda os inovadores a descobrir novas direções fazendo ligações entre questões, problemas e ideias aparentemente sem relação entre si. Descobertas inovadoras ocorrem muitas vezes na intersecção de disciplinas e campos diversos.”

 

– QUESTIONAR – “Os inovadores são grandes questionadores, que mostram paixão pelo ato de perguntar. Suas questões desafiam com frequência o status quo.”

 

– OBSERVAR – “Diz respeito a habilidade de prestar cuidadosamente atenção no mundo ao seu redor – incluindo clientes, produtos, serviços, tecnologias e empresas – e essas observações os ajudam a compreender e a ter ideias que levam a novos meios de fazer as coisas. Os inovadores são intensos observadores.”

 

– CULTIVAR O NETWORKING – “Os inovadores gastam muito tempo e energia descobrindo e testando ideias por meio de uma rede diversificada de pessoas que tem backgrounds e perspectivas diferentes.”

 

– EXPERIMENTAR – “Fala sobre a habilidade de estar constantemente testando novas experiências e pilotando novas ideias. Os experimentadores exploram sem cessar o mundo, intelectual e fisicamente, desafiam convicções, testam hipóteses ao longo do caminho.”

 

Os autores compartilham no livro inúmeros cases e afirmam que os inovadores tratam o mundo como se fosse um ponto de interrogação e que questionam constantemente o pensamento dominante. Contam que A.G. Lafley, ex-CEO e executivo inovador da P&G, sempre foi um exímio questionador. Ele se habituou a provocar-se todas as semanas com uma mesma pergunta “Sobre o que eu vou ter curiosidade na segunda-feira?”. Já Aaron Garrity, Fundador da Xango (empresa inovadora de artigos para saúde e nutrição) tem um outro mantra “Eu questiono, sempre questiono, com o estado de espírito revolucionário”, e assim alcança sucesso com atitudes disruptivas.

 

“Meg Whitman, da eBay trabalhou com diversos empreendedores e fundadores inovadores, incluindo Omidyar (eBay), Niklas Zennström e Janus Friis (Skype e Kazaa), Peter Thiel (PayPal) e Elon Musk (Tesla Motors, SpaceX). Quando lhe perguntaram em que essas pessoas são diferentes dos executivos típicos, Whitman respondeu: “Eles tem compulsão por destruir o status quo. Não conseguem suportá-lo. Assim, passam um tempo enorme pensando em como mudar o mundo. E, enquanto pensam e colocam a cabeça para funcionar, gostam de perguntar: se fizéssemos assim, o que aconteceria?”

 

Para Jeff Bezos da Amazon, experimentar é um fator tão basal para a inovação que tentou institucionalizá-lo. “As experiências são importantíssimas para a inovação porque raramente resultam naquilo que você espera. Estimulo os funcionários a entrar em becos sem saída e testar. Tentamos reduzir os custos de nossas experiências para que possamos fazer ainda mais ensaios. Se você aumenta o número de experiências, de cem para mil, vê crescer drasticamente o número de inovações que produz.”

 

Edwin Land, cofundador da Polaroid, por exemplo, pensou pela primeira vez no que seria a revolucionária máquina Polaroid um dia em férias com a família. Ele tirou uma foto da filha de 3 anos que em seguida o questionou por que não podia ver a fotografia tirada de imediato. Insistiu na pergunta várias vezes. Land, prestando atenção no pedido da filha, fez a mesma pergunta “Por que não posso ver a foto tirada imediatamente?”. Resolveu assim levar a questão para um especialista em emulsões fotográficas. O que seria necessário para desenvolver uma foto instantânea? Foi essa pergunta que deu início a uma revolução no mercado fotográfico. A Polaroid modificou totalmente a indústria em sua época, gerando um impacto incrível entre os anos de 1946 e 1986, vendendo mais de 150 milhões de unidades.

 

Esse é só um dos milhares de produtos e serviços que foram inventados partindo de perguntas simples e da observação de uma necessidade cotidiana. Desde a criação da lâmpada, passando pelas garrafas pet, que mantém mais tempo o gás nos refrigerantes, o próprio telefone celular que nos deu mobilidade, passando pelo WhatsApp que agora desafia o sistema de comunicação, todos os serviços pautados em economia compartilhada como o Uber e o Airbnb, até a invenção de um simples travesseiro no qual repousamos nossa cabeça todas as noites. Os inovadores estão sempre de olho nas necessidades não satisfeitas do nosso dia a dia.

 

Os autores também estimulam que passemos a ver a vida através de nossos 5 sentidos, como se estivéssemos de férias pela primeira vez em um destino.

 

Dieter Güter, um dos engenheiros mais importantes da Daimler (fabricante de automóveis e caminhões com sede na Alemanha) disse “Olhando a natureza, você chega a ideias que nunca teria se ficasse pensando sozinho”. Sua equipe encontrou uma solução surpreendente observando um peixe baiacu depois de passar um dia inteiro entre os peixes de um museu local de história natural.

 

“Os inovadores não precisam visitar outros países para passar pela experiência de imersão em um ambiente novo. Há muitas oportunidades de aprender explorando exposições, museus, jardins zoológicos, aquários, natureza.” – afirmam os autores do livro.

 

Se você está na senda de novos processos ou de uma visão de fato inovadora, buscar o aprimoramento dessas 5 faculdades vai certamente ajudar nesse desafio. Como promove o “DNA do Inovador”, nem todos precisam nascer com essas habilidades intrínsecas para serem disruptivos, existem maneiras de cultivar uma visão e um pensamento fora da caixa.

 

Para se certificar que o caminho da disrupção é por onde quer transitar, vale a pena refletir: Você está preparado para o jogo de tentativa e erro da inovação? Você está realmente aberto ao novo, ou a mudança é apenas uma imposição profissional ou sociocultural? Analise suas respostas e veja se está ou não preparado para uma jornada de transformação. No mais, sempre vale se orientar por aquilo que realmente pulsa dentro de você, para que, além da inovação você desperte a coerência como pilar da sua gestão, organização, do seu departamento ou da sua própria vida.

 

Fonte: Exame

 
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