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À luz do centenário do eclipse de Sobral, presidente da SBPC ressalta importância da Ciência e Tecnologia

Ter, 04 de Setembro de 2018 11:38

Em palestra do ciclo Ideias & Tendências, na última quinta feira (30/08), no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Ildeu de Castro Moreira contextualizou a história desse feito e seu significado para a ciência

 

Em 2019, comemoram-se os 100 anos de um evento importante para a comprovação da Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein, que marcou uma nova era na ciência mundial. O feito histórico está diretamente ligado à cidade de Sobral, no Ceará, onde uma expedição de astrônomos britânicos conseguiu fotografar o eclipse total do Sol, medindo a deflexão da luz das estrelas nas vizinhanças do Sol, o que validou a previsão do físico alemão. Em palestra do ciclo Ideias & Tendências, nesta quinta feira (30/08), no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, contextualizou a história desse feito e seu significado para a ciência.

 

Físico e historiador da ciência, Ildeu Moreira, relata que a Teoria da Relatividade Geral de Einstein foi elaborada em 1915. Nela, a interação gravitacional é descrita como resultante da curvatura do espaço-tempo. “Com isso previu que a luz se desviaria ao passar por um corpo de grande massa, como o Sol”, destacou. A ideia de que a geometria do espaço-tempo não seria mais plana desbancaria a teoria de Isaac Newton, hegemônica por quase 250 anos, na qual a gravidade é descrita como uma força de ação à distância e o tempo é absoluto. “Recentemente, há três anos, o experimento que confirmou a existência das ondas gravitacionais reforçaria as previsões da teoria de Einstein sobre a curvatura do espaço-tempo.”

 

Ildeu Moreira destacou o papel da tecnologia para essa e outras descobertas: “ao mesmo tempo em que o desenvolvimento tecnológico necessita da ciência, o avanço da ciência está correlacionado com o desenvolvimento da tecnologia”. Assim como a mais recente comprovação foi permitida por um observatório de onda gravitacional de interferômetro de laser (que teve sua raiz em trabalhos de Einstein de 1916), a comprovação da teoria da relatividade de Einstein se tornou possível com o desenvolvimento da fotografia e de aparatos telescópicos mais avançados.”

 

Em 1919, duas expedições foram montadas para registrar o eclipse. Uma delas, na ilha de Príncipe, na África, deparou com o tempo chuvoso e conseguiu apenas duas fotos precárias, cujos resultados apresentavam grande incerteza. Em Sobral, após um amanhecer nublado, foram registradas oito boas fotos do eclipse, com o segundo aparelho da comissão britânica (o plano B), que permitiram comprovar e medir o deslocamento da posição de estrelas próximas à borda do Sol, revelando a deflexão dos raios de luz desses astros no ângulo previsto por Einstein, que era o dobro do previsto pela teoria de Newton

 

“O problema concebido pelo meu cérebro, incumbiu-se de resolvê-lo o luminoso céu do Brasil”, atestaria o desde então famoso cientista alemão em bilhete ao empresário Assis Chateaubriand, assinado em 1925, divulgado por Ildeu Moreira, em sua apresentação. A divulgação dos resultados do eclipse, em novembro de 1919, foi o acontecimento que rapidamente transformou Einstein, até então só conhecido por seus pares europeus, no cientista mais conhecido de todos os tempos.

 

Comprometido com a divulgação científica no País, o presidente da SBPC, Instituição que completou 70 anos, ressalta a importância de difundir essas informações. Dirigindo-se ao público do INT, destacou a rica história do Instituto, que fará 100 anos em 1921. Lembrou da atuação de cientistas do Instituto como Fernando Lobo Carneiro – engenheiro criador de teste internacionalmente usado para medir a resistência do concreto – e o físico Bernhard Gross, que deu partida no Brasil ao estudo mais aprofundado da física dos materiais, como dos dielétricos, tendo dado uma contribuição importante também para o Instituto de Física da USP de São Carlos.

 

Ildeu Moreira não deixou de comentar o “difícil quadro de contingenciamento de recursos que tem eclipsado o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia brasileiras nos últimos anos”. Ressaltou a urgência da reversão deste quadro, para que o eclipse pelo qual a ciência brasileira passa seja apenas parcial.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 03/09/2018, com informações INT

 
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