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Com a maior biodiversidade do planeta, Brasil pode criar estratégia para bioeconomia

Seg, 03 de Setembro de 2018 14:17

A indústria da biotecnologia foi discutida em seminário promovido pelo MCTIC e CNPq em Brasília

 

A biodiversidade é a principal matéria-prima da biotecnologia, o que coloca o Brasil em posição privilegiada no cenário global. Agregar valor aos processos biológicos, biomassas e recursos naturais e torná-los um instrumento de desenvolvimento do país foram discutidos no seminário “A Indústria da Biotecnologia: desafios científicos, tecnológicos e regulatórios”, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) nesta quinta-feira (30), em Brasília.

 

“Entre as vantagens do Brasil estão a biodiversidade, a pesquisa em agricultura tropical, o pioneirismo em políticas para biocombustíveis, o agronegócio, um setor acadêmico de relevância global e um setor empresarial estruturado”, afirmou o coordenador-geral de Bioeconomia do MCTIC, Bruno Nunes.

 

Segundo ele, o desenvolvimento de soluções para desafios globais, como mudanças climáticas, aumento da demanda por água, energia e segurança alimntar, causa menos impacto quando passam pela bioeconomia. Nunes explicou que a bioeconomia está baseada em recursos biológicos renováveis e que, a exemplo do Brasil, muitos países estão estruturando estratégias para o desenvolvimento e suporte de suas bioindústrias, que incluem o uso de resíduos como matéria-prima e a redução da dependência de matérias-primas fósseis, substituindo-as por biomassas.

 

O coordenador do MCTIC disse ainda que o ministério trabalha para elaborar e implementar políticas que acelerem o processo de geração de conhecimento, tecnologia e inovação por meio da interação entre os setores acadêmico e produtivo de modo a promover a competitividade da bioeconomia nacional.

 

De acordo com estudo sobre economia feito pela União Europeia, o Brasil está na liderança no custo e disponibilidade de biomassa, mas ainda perde em nível de atividade produtiva e pesquisa e desenvolvimento.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 31/08/2018, com informações MCTIC

 
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