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SGDC abre janela de oportunidades para setor aeroespacial brasileiro

Seg, 30 de Julho de 2018 14:26

A construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) vai permitir ao Brasil ampliar seu campo de atuação no mercado internacional de construção de equipamentos espaciais. Representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Telebras apresentaram as características do SGDC e seus impatos no desenvolvimento tecnológico do país nesta quinta-feira (26), durante a 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

 

Para o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio Noronha de Souza, os ganhos para o país passam, necessariamente, pelos acordos de absorção e transferência de tecnologia previstos no contrato de construção do SGDC com a fabricante francesa Thales Alenia Space.

 

Por meio destas cláusulas, 51 engenheiros e técnicos da AEB, do Inpe e das empresas Telebras e Visiona - joint venture formada pela Embraer e pela Telebras para a contratação do satélite - foram enviados à França para participar da construção do SGDC. Além disso, cinco companhias nacionais foram selecionadas via edital da Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) para receberem tecnologias embarcadas no artefato para serem fabricadas no Brasil e, posteriormente, utilizadas na construção dos novos modelos da família SGDC.

 

"Com isso, capacitamos profissionais brasileiros para, além de operar esse satélite, podermos construir conhecimento para a produção de novos equipamentos geoestacionários. Isso é um ganho extraordinário. E a transferência de tecnologia também, porque nossas indústrias vão poder fornecer peças e sistemas para todo tipo de satélite, pois são tecnologias transversais", explicou o diretor da AEB.

 

Outro ganho relevante para o setor aeroespacial é a ampliação do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Inpe, que está sendo adequado para poder executar operações de montagem, integração e testes de satélites geoestacionários - mesma classe do SGDC. Segundo o tecnologista sênior do Inpe Carlos de Oliveira Lino, esse salto tecnológico permitirá ao Brasil competir no segmento de soluções satelitais em telecomunicações e em outras áreas que utilizam equipamentos de até sete toneladas.

 

"O SGDC não é só um equipamento, mas um programa que se propõe a construir capacidade técnica para o país. O processo de transferência de tecnologia do SGDC já rende resultados para o Brasil. Nosso objetivo é que parte do desenvolvimento do SGDC-2 seja feito aqui. Assim, vamos construir mais competências e podemos nos tornar um polo de desenvolvimento de satélites para diversas aplicações, o que gera dividendos para o país", destacou Lino.

 

Para a população

 

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas também tem um papel relevante para a inclusão digital e social no Brasil. Por meio dele, será possível levar internet de alta velocidade a todos os recantos do país, como lembrou o gerente de Engenharia e Operações Satelitais da Telebras, Sebastião do Nascimento Neto.

 

"O SGDC vai trazer benefícios para o país como um todo. Quanto mais conectividade tivermos, maiores serão os ganhos para a população e para o Brasil. Estamos falando do primeiro satélite brasileiro, lançado com sucesso e pronto para levar internet de qualidade a todos os recantos do país. Todos temos que ter orgulho de participar deste momento da história do Brasil", disse.

 

Fonte: Portal MCTIC

 
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