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Detecção de ondas gravitacionais abriu novo campo na astronomia, diz pesquisador do Inpe

Seg, 30 de Julho de 2018 10:32

A detecção de ondas gravitacionais, em 2015, abriu um novo campo na astronomia. A opinião é do físico Odylio Denys Aguiar, um dos integrantes da equipe do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que participou do Observatório Inteferométrico de Ondas Gravitacionais (Ligo, na sigla em inglês). O estudo resultou na conquista do Prêmio Nobel de Física de 2017 aos pesquisadores norte-americanos Rainer Weiss, Kip Thorne e Barry Barrish.

 

Odylio lembrou, em palestra no auditório do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) na 70aReunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que a descoberta comprovou parte fundamental da Teoria Geral da Relatividade, formulada por Albert Einstein. A formulação propõe que o espaço e o tempo são deformados em diferentes dimensões quando massas muito grande estão próximas ou colidem. Através de uma colisão entre estrelas de prótons foi possível comprovar a tese.

 

"Foi um registro muito curto de cerca de um segundo, mas foi suficiente para que conseguíssemos detectar a ocorrência das ondas gravitacionais. Elas ocorrem sob o mesmo princípio de quando jogamos uma pedra em um lago e vemos as ondas se formarem em várias direções, para longe do epicentro. Constatarmos que elas existem abriu um campo totalmente novo na astronomia, e nosso desafio agora é prosseguir com as pesquisas para entendermos cada vez mais esse fenômeno", afirmou Aguiar.

 

Além dele, outros cinco pesquisadores da Divisão de Astrofísica do Inpe participaram da Colaboração Cientifica Ligo: César Augusto Costa, Márcio Constância Júnior, Élvis Camilo Ferreira, Allan Douglas dos Santos Silva e Marcos André Okada.

 

O grupo do Inpe trabalha no aperfeiçoamento da instrumental de isolamento vibracional e térmica na Ligo, na futura operação com espelhos resfriados. O principal objetivo é aumentar a sensibilidade dos detectores para observar mais fontes de ondas gravitacionais. Além disso, o grupo atua na caracterização dos detectores, buscando determinar as suas fontes de ruído e a redução dos seus efeitos nos dados coletados, permitindo que sinais de ondas gravitacionais fortes sejam mais facilmente localizados.

 

O que são gravitacionais?

 

Ondas gravitacionais carregam informações sobre suas origens e sobre a natureza da gravidade que não podem ser obtidas de outra forma. As ondulações no tecido do espaço-tempo provocadas pela colisão de buracos negros haviam sido previstas, mas nunca observadas antes do Ligo.

 

De acordo com a relatividade geral, um par de buracos negros orbitando entre si perde energia através da emissão de ondas gravitacionais, fazendo-os se aproximarem gradativamente ao longo de bilhões de anos e bem mais rápido nos minutos finais. Durante a fração final de segundo, os buracos negros colidem um contra o outro com velocidade aproximadamente igual à metade da velocidade da luz e formam um buraco negro mais massivo, convertendo em energia uma porção da massa total do par, de acordo com a fórmula de Einstein E=mc2.

 

Fonte: Portal MCTIC

 
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