logo

slogan

ufscar

Cadastre-se e receba as novidades sobre a Agência Inovação da UFSCar por e-mail
parceiros_top

failogopequeno

 

fortec

 

inpi

 

parceiros_bottom

Redes Sociais

face twitter youtube

Tecnologia brasileira para satélites teve salto expressivo em 30 anos

Sex, 27 de Julho de 2018 14:58

A tecnologia desenvolvida para o Cbers-4A e o Amazonia-1, satélites de sensoriamento remoto que devem ser lançados ao espaço nos próximos dois anos, comprova a eficiência da indústria aeroespacial brasileira. Segundo o pesquisador Antonio Carlos Pereira Junior, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somente o Amazonia-1 conta com 70% de tecnologia nacional.

 

"Desde que começamos a desenvolver satélites no Brasil, ainda nos anos 1980, tivemos um avanço muito grande. Nosso primeiro equipamento, o SCD-1 [Satélite de Coleta de Dados], tinha apenas 10% de conteúdo nacional. No Cbers-4A, chegamos a um patamar de 62% da parte brasileira produzida aqui. Com o Amazonia-1, alcançamos 70%. São números bastante expressivos que alcançamos nesses 30 anos", explicou.

 

Em palestra no pavilhão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), na 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Maceió (AL), Antonio Carlos Pereira Junior destacou as câmeras WFI e MUX, criadas para o Cbers-4, lançado ao espaço em 2014 e em operação até hoje. Com esses equipamentos, é possível obter imagens de alta resolução do território brasileiro a cada cinco dias, auxiliando no combate ao desmatamento, no monitoramento de queimadas e no acompanhamento da ocupação territorial. A mesma tecnologia será embarcada no Amazonia-1.

 

"Um marco importante foram essas câmeras, que foram produzidas pela indústria nacional. Elas estão entre as principais tecnologias do mundo, e construímos com tecnologia brasileira", lembrou.

 

LIT

 

Parte central do esforço nacional em desenvolvimento de satélites é o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Inpe. Lá foram desenvolvidas peças e equipamentos para todas as famílias de artefatos espaciais construídos pelo Inpe, além de todos os testes relativos à capacidade de funcionamento no espaço terem sido efetuados na unidade. Por lá, passaram o Satélite de Coleta de Dados (SCD), as unidades da família Cbers e está sendo desenvolvido o projeto Amazonia.

 

O próximo passo é trabalhar com satélites da classe geoestacionária, com capacidade de carga de até sete toneladas. Para isso, o espaço está sendo ampliado dos atuais 22 mil para 36 mil metros quadrados. "Essa ampliação é importante para nos preparar para, um dia, construir nossos próprios satélites de grande porte", disse o pesquisador do Inpe.

 

Cbers

 

O programa Cbers nasceu de uma parceria firmada entre o Brasil e a China no fim dos anos 1980 e prevê o desenvolvimento conjunto de satélites de sensoriamento remoto capazes de gerar imagens dos territórios dos dois países. Até o momento, já foram construídos seis equipamentos, sendo que cinco deles chegaram a operar no espaço. Atualmente, cada nação é responsável por construir 50% de cada satélite. A previsão é que o próximo modelo da série, o Cbers-4A, seja lançado ao espaço no ano que vem.

 

Amazonia-1

 

O Amazonia-1 é o primeiro de uma série de três satélites desenvolvidos a partir da Plataforma Multimissão (PMM), uma estrutura-base construída pelo Inpe que pode ser utilziada para a montagem de diversos tipos de equipamentos espaciais. Tanto o Amazonia-1 quanto a PMM são desenvolvidos com tecnologia nacional.

 

Previsto para ser lançado ao espaço em 2020, esse modelo também serve para sensoriamento remoto e tem capacidade para gerar imagens de um mesmo local a cada cinco dias.

 

Fonte: Portal MCTIC

 
free poker
logo_rodape
Agência de Inovação da UFSCar - Rodovia Washington Luís, km 235 - Caixa Postal 147 CEP: 13565-905
São Carlos, SP - Brasil - Tel: (16) 3351.9040 - inovacao@ufscar.brmaps
mapa