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Pesquisadora fala sobre ciência e maternidade

Qua, 25 de Julho de 2018 14:20

A participação de mulheres nas carreiras científicas e tecnológicas tem sido tema de debates constantes na tentativa de reverter uma realidade que ainda incomoda, a predominância masculina em muitas áreas da ciência e em níveis mais altos da carreira.

 

Esse cenário reflete uma série de condições desiguais com as quais as mulheres lidam desde a formação escolar. Falta de estímulos, preconceito e desconfiança quanto à capacidade de desenvolver projetos complexos são alguns dos exemplos que já vem sendo discutidos no ambiente científico. Mais recentemente, a maternidade também vem pautando os debates.

 

Parte dessas dificuldades foram vividas pela pesquisadora Fernanda Werneck, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Bióloga, formada pela Universidade de Brasília, e doutora pela Brigham Young University, dos Estados Unidos, Fernanda esteve no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em reunião com a Diretora de Diretoria de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais, Adriana Tonini, quando relatou experiências que ilustram as questões de gênero no ambiente acadêmico.

 

A pesquisadora lembra que, ao defender sua dissertação de mestrado, ouviu de um dos professores da banca que ela deveria admitir que o projeto não era dela. Na visão daquele professor, o trabalho era de qualidade superior ao que ela provavelmente seria capaz de fazer.

 

Hoje, aos 35 anos, Fernanda conta com uma carreira sólida na pesquisa científica e foi uma das três representantes da América Latina no International Rising Talents, programa desenvolvido pela L¿Oréal e Unesco para jovens cientistas. Seu projeto, que estuda os efeitos das mudanças climáticas globais na vida animal, foi um dos vencedores do ¿Para Mulheres na Ciência¿ de 2016.

 

Essa não foi a primeira vez que uma pesquisadora brasileira foi consagrada com o prêmio internacional da L¿Oréal. Desde 2004, seis brasileiras foram premiadas e outras quatro foram destaques no Rising Talents.

 

Uma delas, a astrofísica Thaísa Storchi, esteve junto com a diretora do CNPq no Congresso Nacional de Liderança Feminina (CONALIFE) 2018, que aconteceu no mês de maio deste ano. O congresso é promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo, em parceria com a ONU Mulheres. Professora Associada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Thaísa participou do Painel "Mulheres nas Ciências", moderado pela Profª Adriana, que contou, ainda, com Miriam Harumi Koga, Medalha de Ouro IX Olimpíada LatinoAmericana (ver) de Astronomia e Astronáutica e a Professora do ITA, Sonia Guimarães.

 

Na ocasião, Thaísa levantou a questão da maternidade, lembrando que precisou levar o filho, que ainda amamentava, para um turno de observação em um dos maiores telescópios do mundo, o que precisou de argumentação para convencer a equipe do observatório.

 

A maternidade na vida das cientistas tem sido um ponto apontado com mais veemência nos últimos anos no Brasil, a partir da criação do grupo Parents in Science e a realização do I Simpósio Brasileiro sobre Maternidade e Ciência, em maio, do qual Fernanda Werneck também participou.

 

Fernanda, que tem uma filha de 13 anos, engravidou no início de sua trajetória científica, ainda no meio do mestrado, e aponta que, por isso, não sentiu tanto as dificuldades que as pesquisadoras em plena fase de produção relatam ter. A maternidade gera, naturalmente, uma pausa na produção científica que, muitas vezes, reflete na avaliação da produtividade da pesquisadora ao pleitear bolsas de pesquisa e financiamento a projetos.

 

Por isso, uma das pautas atuais do grupo, levada por Fernanda foi a inclusão de um ambiente no currículo Lattes para apontar o período de licença maternidade, e assim, justificar o espaço de tempo em que a produtividade teve queda.

 

Essa iniciativa complementa outra pauta trazida pelo grupo Parent in Science, apresentada por Fernanda, que é estender o prazo de publicações para as Chamadas de apoio à pesquisa para quem teve filhos no período a ser considerado pelo julgamento.

 

 

O Parent in Science conduz, desde 2017, uma pesquisa que visa entender o efeito da maternidade/paternidade na carreira científica das mulheres e homens. Segundo o grupo, os dados apresentados deixaram claro que há um impacto direto da maternidade na carreira científica das mulheres, muitas vezes refletindo em uma queda de produção nos anos seguintes ao nascimento dos filhos.

 

Hoje, o CNPq já oferece prorrogação das bolsas de mestrado, doutorado, pós-doutorado e produtividade em pesquisa para as bolsistas que se tornam mães, por meio biológico ou por adoção, durante a vigência do auxílio. Há, ainda, a reivindicação de que esse benefício se estenda para todas as modalidades de bolsa do CNPq.

 

Fonte: Portal CNPq

 
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