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ERT premia inovação

Seg, 16 de Julho de 2018 10:32

Lançada no ano passado, a primeira edição do Concurso ERT & Simoldes – Call for Innovation desafiou incubadoras, parques de ciência e tecnologia e ensino superior a apresentar soluções tecnológicas inovadoras para o interior do automóvel do futuro, inseridas nas vertentes “Novas soluções”, “Conceptualização de interiores” e “Funcionalização de materiais”.

 

BIOConcept, de Márcia Moreira e Sandra Sousa, Cápsula, de Gustavo Tresinari e Farid Taher, Genesis, de Joaquim Oliveira, João Barroso e Simão Chaves, e Fukurõ, de Joana Cavadas e José́ Correia, foram os quatro projetos finalistas, selecionados entre 53 candidaturas, tendo-se destacado pelo seu carácter inovador, originalidade da ideia de negócio, aplicabilidade do projeto e potencial de negócio.

 

O projeto vencedor, cujo anúncio foi feito durante a conferência “Re-design for performance”, realizada na passada quinta-feira, dia 28 de junho, foi Genesis, que ganhou graças a uma visão futurista. «Eles exploram uma área que começa a fazer sentido, que é o facto do veículo do futuro ter muito pouco a ver com o que é o veículo de hoje», afirmou, ao Portugal Têxtil, Fernando Merino, diretor de inovação da ERT, que fez parte do júri, composto ainda por Júlio Grilo, diretor de engenharia da Simoldes, Rui Mendonça, diretor do Mestrado em Design Industrial e de Produto da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, António Sousa Correia, diretor da Omniflow, e Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec.

 

«Tem a ver com um conceito de design que eles próprios desenvolveram, que também é muito moderno e interessante – a forma como desenharam as peças, como idealizaram o interior, a possibilidade de ser um carro que se desloca por meios completamente diferentes daquilo que é a locomoção atual e a relação cidade/espaços da natureza», explicou Fernando Merino.

 

«O nosso projeto surge da busca de uma nova filosofia de veículo, no qual procurámos criar uma sintonia entre o Homem e o espaço natural, em busca de inspirações para o desenvolvimento cognitivo e desenvolvimento criativo do ser humano», revelou, ao Portugal Têxtil, Joaquim Oliveira, autor, juntamente com João Barroso e Simão Chaves, do projeto Genesis. Os três recém-licenciados em Design de Produto da ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos aplicaram materiais naturais e compósitos a «formas completamente não-convencionais, orgânicas, que representam alguns mecanismos naturais de insetos, no caso o escaravelho» e, nas cores, a opção passou por «evitar cromatismos intensos no interior, fazendo assim ressaltar o cromatismo exterior do espaço natural», acrescentou Joaquim Oliveira.

 

O projeto, que valeu um prémio monetário de 5.000 euros aos vencedores – entregue por Ana Teresa Lehmann, Secretária de Estado da Indústria, João Brandão, CEO da ERT, e Jaime Sá, diretor-geral da Simoldes – deverá agora avançar para a fase da prototipagem. «Temos agora um conjunto de ações que haveremos de desenvolver num futuro próximo de abordagem aos OEM (Original Equipment Manufacturer), de captar o interesse de OEMs para o desenvolvimento do projeto, o que significa que a ERT e a Simoldes vão investir na prototipagem da solução», adiantou Fernando Merino.

 

«Para nós, que acabamos agora a licenciatura, ver um projeto nosso honrado com um prémio e poder ter a possibilidade de ver fisicamente como é que vai ser, fazer um protótipo à escala, será sempre fascinante. Claro que o prémio monetário é bom, mas será mais gratificante ver o projeto em si concebido», reconheceu Joaquim Oliveira.

 

Uma nova edição do Concurso ERT & Simoldes – Call for Innovation deverá regressar, embora ainda sem data marcada. «A frequência não está definida, não significa que teremos todos os anos, mas queremos repetir», garantiu o diretor de inovação da ERT, que continua a investir em I&D (ver «No futuro, os robôs é que irão resolver problemas»).

 

Design para a vida

 

Tal como o prémio do Concurso ERT & Simoldes – Call for Innovation, também a conferência da Cotec destacou, ao longo das diversas intervenções, a importância do design numa nova realidade onde a sustentabilidade e a chamada “lake economy”, ou economia de serviço, têm um papel cada vez mais fulcral.

 

«A desmaterialização da economia, sem penalizar o crescimento económico, é uma missão necessária», afirmou, na sua intervenção, Isabel Furtado, recentemente eleita presidente do conselho de administração da Cotec (ver Riopele vence prémio de inovação Cotec). «Esta missão será possível se transformarmos conhecimento, tecnologia e inovação em materiais e soluções com desempenho mais elevado. Será possível se colocarmos a durabilidade e a vida útil dos produtos como o principal e desde o princípio, desde a conceção», referiu. «Em síntese, pretende-se que a responsabilidade do industrial incida na qualidade do desempenho, ou seja, na utilidade do produto ao longo da sua vida. É possível construir um novo tipo de economia industrial, à qual Walter Stahel chama de “economia do lago”, onde a noção central de valor económico assenta na utilidade do serviço, no desempenho e não no produto», resumiu.

 

Esta área não é uma novidade completa para as empresas nacionais, onde há bons exemplos que combinam a inovação com a utilização de materiais e técnicas de produção mais sustentáveis, até chegar ao fim do ciclo de vida e reciclar ou reutilizar.

 

«Devemos abanar essa bandeira, não é só no futebol», defendeu José Rui Marcelino, da Alma Design. A empresa que lidera, de resto, é pródiga em soluções de design representativas desta forma de pensar, desde a aplicação de cortiça no chão de autocarros e, mais recentemente, na remodelação do Alfa Pendular, até ao projeto em curso de criação de um barco movido a energia solar. O importante, sublinhou o gestor, é «pensar o produto deste o início, pesquisar o mercado, investir tempo no design desde o primeiro momento», deixando, por isso, um desafio aos empresários: «criem equipas multidisciplinares».

 

Exemplos nacionais

 

Os exemplos desta conjugação entre o design e a economia circular prosseguiram no debate moderado por Dirk Loyens, com Sérgio Martins, business development officer, a dar o exemplo do projeto desenvolvido pelo Vangest Group para a Nespresso, que transformou as cápsulas de café numa máquina fotográfica analógica, e Jorge Alves, do Inegi a dar conta dos numerosos projetos do instituto na área da impressão 3D, incluindo em betão e, ainda em investigação, de produtos alimentares, e na reutilização de resíduos na criação de novos produtos numa empresa de luminárias.

 

Fernando Monteiro, que lidera o grupo de biocompósitos no instituto de investigação i3S, da Universidade do Porto, abordou a inovação realizada na área médica, nomeadamente a «regeneração de tecidos, que precisa de ter um suporte para que as células se multipliquem e se especializem, que normalmente é um material que tem de ser biodegradável», enquanto Rui Mendonça, diretor do Mestrado em Design Industrial e de Produto da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, revelou a visão a partir da academia. «A indústria acha que a academia não está preparada para colocar pessoas capazes de resolver problemas. E a academia acha que a indústria não corresponde às expectativas dos designers», assegurou o professor. «O design tem de ser feito em equipa, juntamente com as empresas que produzem e os consumidores», admitiu.

 

A conferência contou ainda com a participação de Willem van Hasselt, diretor de relações com os investidores da Solar Impulse Foundation, que, a partir da primeira volta ao mundo em avião movido a energia solar, pretende agora criar uma plataforma que junte inovadores, investidores e resulte num portefólio com 1.000 soluções sustentáveis para apresentar à ONU. «Criámos um rótulo que se foca na sustentabilidade mas também na viabilidade económica», explicou van Hasselt, que convidou os inovadores portugueses a juntarem-se à plataforma, cuja inscrição é gratuita. «Pode ser um processo, não tem de ser uma nova tecnologia, pode ser simplesmente uma forma diferente de aplicar a solução», reforçou.

 

Na plataforma constam, para já, 10 entidades portuguesas, incluindo a Bandora Systems, uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para melhorar a eficiência energética de edifícios, a Barcosolar.eu, especializada em barcos movidos a energia solar, o Inesc-Tec e a Pro-Drone, que pretende revolucionar a forma como as turbinas eólicas são inspecionadas.

 

Fonte: Portal Portugal Têxtil

 
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