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Como consertar o elevador social? Desigualdade educacional e mobilidade entre gerações

Sex, 13 de Julho de 2018 11:34

Tatiana Roque, professora da pós-graduação em ensino e história da matemática da UFRJ, escreve para a coluna Ciência & Matemática, do jornal O Globo

 

O contexto familiar tem grande influência nas chances de futuro dos jovens. Com base na constatação de que o estrato socioeconômico de nascimento é uma marca difícil de apagar, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) fez um estudo sobre possíveis fatores de mobilidade social entre gerações. As conclusões não são muito otimistas, como adivinhamos pelo título “Um elevador social quebrado? Como promover mobilidade social”. A transmissão dos desempenhos educacionais entre gerações é um dos principais problemas a ser enfrentado. Descrevo algumas conclusões relevantes para o Brasil, que usam os resultados do PISA em matemática.

 

O estudo mostra que a oportunidade de aprendizado escolar é um dos principais fatores de mobilidade social. Ou seja, mobilidade educacional conta muito para a mobilidade social. E uma questão central para a mobilidade educacional é o quanto as políticas educacionais e a situação das escolas podem ampliar ou diminuir a transmissão de vantagens ou desvantagens de uma geração a outra. Diferentes fatores interferem nessa transmissão, como a dedicação da família, o esforço pessoal do estudante e as características do meio, da escola ou dos professores. Se aspectos relativos aos pais e às características dos estudantes fossem o principal fator, haveria pouco espaço para a intervenção de políticas educacionais. Mas não é isso que acontece. Em muitos países, as políticas educacionais conseguiram mitigar o impacto da desigualdade de renda na mobilidade intergeracional.

 

No Brasil, contudo, há fatores relacionados à situação dos estudantes que são ainda mais decisivos do que as políticas educacionais. O gráfico abaixo mostra a percentagem da variância das notas do PISA em diversos países, explicada por cada um dos fatores: efeitos escolares (o impacto de frequentar diferentes escolas), contexto familiar, efeitos dos estudantes e efeitos de políticas educacionais (políticas específicas em termos de recursos ou qualidade). A altura do pontinho branco mede a influência do sistema educacional e a altura do pontinho preto mostra a influência de fatores relativos aos estudantes, o que está designado no gráfico como “student effects”. Esse fator leva em conta, além de características individuais dos estudantes, aspectos relacionados ao meio, como as características dos outros estudantes com quem uma criança estuda.

 

Leia na íntegra: O Globo

 

O Globo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 12/07/2018

 
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