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Empresa de alunos da UFSCar desenvolve maquetes virtuais interativas para mercado imobiliário

Ter, 10 de Julho de 2018 10:39

A Sureale foi fundada em 2017 por estudantes que se conheceram no Laboratório de Inovação em Computação e Engenharia (Lince) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A empresa está desenvolvendo seu primeiro projeto apoiado pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE): maquetes virtuais interativas voltadas ao marketing imobiliário.

 

Mas o projeto começou a ser concebido há pelo menos 10 anos, quando Guilherme Picanço Rabello ingressou no curso de graduação em Engenharia de Computação da UFSCar. “Eu já trabalhava com modelagem 3D artística, desde o Ensino Médio, e queria unir arte 3D com computação. Só não sabia ainda como”, diz o pesquisador responsável pelo projeto.

 

Na graduação, ao participar do laboratório Lince e, depois, como tema de seu mestrado em Ciência da Computação, Guilherme Rabello deu forma à ideia, desenvolvendo uma tecnologia para processamento remoto de aplicações 3D com alto realismo para uso em dispositivos móveis como tablets e smartphones. “Queremos levar a experiência imersiva e realista dos jogos eletrônicos de última geração para o marketing imobiliário e mercados relacionados”, diz o sócio da Sureale.

 

Segundo Rabello, muitos empreendimentos imobiliários são hoje divulgados em dispositivos móveis por maquetes virtuais. No entanto, essas maquetes não trazem a mesma qualidade de imagem dos videogames – referência para os aficionados em tecnologia. “Os atuais jogos eletrônicos alcançaram um grau de realismo capaz de enganar os olhos mais treinados. E o consumidor desse produto valoriza muito a qualidade gráfica. Estamos falando de uma indústria que movimentou US$ 36 bilhões nos Estados Unidos, em 2017, apenas com a venda de hardware (placas de vídeo) que garantem aos jogadores a máxima qualidade visual possível”, diz o pesquisador, citando dados do relatório anual da Entertainment Software Association (ESA).

 

Esses jogos, ele explica, funcionam em equipamentos com alto poder de processamento. “É o que chamamos de ‘máquinas high-end´: videogames de última geração ou computadores muito potentes, que consomem muita energia, são pesados e caros”, afirma o pesquisador. Seu desafio foi, portanto, desenvolver um produto que proporcionasse a mesma experiência do game, mas pudesse ser acessado em dispositivos móveis como smartphones, tablets e laptops. Conseguiu vencê-lo recorrendo à computação em nuvem.

 

“Utilizamos tecnologias de processamento remoto para jogos (cloud gaming) para permitir que as aplicações 3D sejam processadas em servidores poderosos na nuvem. Dessa forma, possibilitamos que a qualidade disponível apenas nas máquinas high end seja oferecida em qualquer dispositivo que tenha acesso à Internet”, diz Guilherme Rabello.

 

De acordo com o pesquisador, o produto desenvolvido pela Sureale permite ao usuário navegar livremente pelo empreendimento com qualidade foto-realista, trocar a iluminação, experimentar diferentes decorações e acabamentos, tirar medidas, trocar a mobília por peças vendidas na loja de móveis de sua preferência, interagir com as áreas de lazer do condomínio e, mesmo, enxergar a vista que se tem da janela. “Para o vendedor do imóvel, quanto mais o comprador interagir com sua peça de marketing, maior será a probabilidade de conversão em venda”, afirma Rabello.

 

Além de atender ao marketing de lançamentos imobiliários, os recursos de interatividade em 3D também podem vir a interessar outros clientes. “O projeto em desenvolvimento tem potencial para atender a diversos mercados além do imobiliário, principalmente os relacionados com decoração e acabamentos, além da indústria moveleira”, diz Rabello.

 

Assim, a princípio, os sócios da Sureale pensaram em criar um produto com várias funcionalidades para atender diversos clientes. Até que eles participaram do 3º Treinamento PIPE em Empreendedorismo de Alta Tecnologia, em maio de 2017. “Queríamos abraçar o mundo e percebemos que esse não era o caminho. Com o aprendizado que ganhamos no treinamento e entrevistando cerca de 100 possíveis clientes dessas diversas áreas, ficou claro que deveríamos focar em um produto que pudesse atender muito bem às necessidades de um único setor que estivesse disposto a pagar por ele”, diz o pesquisador.

 

Para Guilherme Rabello, a oportunidade de participar do programa de treinamento foi tão ou mais valiosa do que o próprio investimento recebido da FAPESP. “Só o financiamento do PIPE não teria sido suficiente para desenvolver o produto e levá-lo ao mercado. Tivemos a sorte de participar do treinamento bem no começo do projeto, o que permitiu que o ajustássemos, tornando-o mais eficiente”.

 

Segundo Rabello, um produto mais enxuto poderá chegar à fase de comercialização mais rapidamente e com menos investimentos, aumentando as chances de sucesso da startup. “A oportunidade de atender a mercados relacionados surgirá naturalmente, conforme a empresa formar uma base sólida de clientes e usuários finais”, pondera.

 

Em janeiro deste ano, a Sureale terminou a Fase 1 do PIPE com um protótipo funcional que, segundo Rabello, demonstra a viabilidade técnica do projeto. “Estamos agora em fase de lapidação e adição de alguns recursos para tornar a solução mais robusta para o mercado”, afirma o pesquisador. Esse desenvolvimento tem sido feito com recursos próprios. “Neste momento estamos passando pelo Vale da Morte”, brinca ele, referindo-se aquele momento delicado em que a empresa iniciante ainda necessita de investimentos para o desenvolvimento do projeto, sem ter à mão um produto finalizado para a venda.

 

A empresa tem planos de buscar mais uma vez apoio da FAPESP para uma segunda fase do projeto, mas já prospecta recursos, em prazo mais curto, por intermédio de investidores-anjo. A startup também vem fazendo demonstrações do produto para potenciais clientes e investidores, e, para ganhar mais visibilidade do mercado, está se inscrevendo em concursos.

 

No momento, participa do MoviMente, promovido pelo Secovi-SP, Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo, cujo objetivo é fomentar o empreendedorismo inovador por meio do intercâmbio entre startups e empresas do setor imobiliário. “Já estamos entre os 20 selecionados dentre 125 startups concorrentes”, anima-se Rabello. “Participaremos de um pitch battle (competição para avaliar que startups fazem a melhor demonstração de seu produto) tendo representantes do setor imobiliário como jurados. Será uma forma de nos apresentarmos para futuros clientes”.

 

Fonte: Portal FAPESP Pesquisa para Inovação

 
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