logo

slogan

ufscar

Cadastre-se e receba as novidades sobre a Agência Inovação da UFSCar por e-mail
parceiros_top

failogopequeno

 

fortec

 

inpi

 

parceiros_bottom

Redes Sociais

face twitter youtube

Painéis comparam modelos de inovação e destacam o trabalho de cooperação com a União Europeia para alavancar a inovação

Qua, 04 de Julho de 2018 11:35

O Brasil e a União Europeia já atuam como parceiros no setor de CT&I há um tempo, mas, apesar da troca de conhecimento, cada um trabalha a promoção da inovação de maneiras diferentes, com suas peculiaridades. O 6º painel do Congresso Abipti 2018 comparou dois modelos de trabalho realizados por instituições responsáveis pela promoção da inovação em ambos os locais e levantou a discussão sobre o que ainda precisa ser melhorado.

 

Para realizar esta comparação, foram escolhidas duas instituições, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC) e a European Business and Innovation Centre Network (EBN). Ambas são consideradas referências no Brasil e na Europa, e, por meio de seus projetos, buscam trabalhar o impulsionamento da inovação, tanto de forma regional, como também global.

 

A gerente de projetos da EBN, Chiara Davalli abriu sua apresentação contando um pouco sobre o trabalho da instituição, que tem, hoje, mais de 230 membros, expondo seus pontos fortes de atuação, e enfatizando algumas ações que têm tido grande sucesso.

 

“Nosso objetivo é ser uma rede que conecta centros de negócios e inovação e outras organizações de tecnologia para apoiar o desenvolvimento e o crescimento da inovação e do empreendedorismo na União Europeia. Atuamos em quatro grandes frentes: na capacitação e certificação, nos projetos de laboratórios, na promoção do networking e na internacionalização”, explicou Chiara.

 

A EBN trabalha com muitos tipos de organizações, desde grandes empresas, universidades, parques tecnológicos, até organizações do governo, startups, investidores e empreendedores, o que colaborou com o seu próprio ecossistema.

 

Esse diálogo com várias instituições ajudou uma das frentes de trabalho da EBN, a de Hub Internacional. “Temos famosos hubs de inovação em Amsterdam, Londres, Irlanda do Norte, Espanha e até na Itália. Esse modelo deu muito certo, porque, inicialmente, foram criados como ferramentas para desenvolvimento econômico regional, ou seja, estavam lá para melhorar serviços e gerar networking. Esses trabalhos nos ajudaram a criar diálogos importantes com entidades, para entendermos o que pode acelerar as iniciativas em ecossistemas inovadores”, comentou Chiara.

 

Assim como a instituição europeia, a Anprotec atua em diversas frentes, como capacitação, promoção do networking, internacionalização, parcerias em ações, programas e projetos de apoio ao empreendedor, e eventos.

 

O vice-presidente da Anprotec, Francisco Saboya Albuquerque Neto, destacou o trabalho da instituição, principalmente, na promoção da cultura empreendedora em todo território brasileiro, o que contribui para o desenvolvimento regional. Algo semelhante com o que a EBN também fez quando implementou seus projetos de Hubs de Inovação.

 

“Essa atividade de promoção dos empreendimentos inovadores tem um importante impacto econômico e social. Um dos propósitos carregados na missão é contribuir com o desenvolvimento local ou regional, com a criação de negócios inovadores mais competitivos, e com a geração de empregos e riqueza. Isso ajuda a reduzir o hiato que existe entre os países mais e menos desenvolvidos e entre as regiões dentro do país”, pontuou Saboya.

 

Diferentemente da EBN, a Anprotec trabalha com atores mais específicos, incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos, instituições de ensino e pesquisa e a corporate venture. A associação trabalha em três grandes eixos: suporte e serviços; articulação de políticas públicas e geração e disseminação do conhecimento.

 

Outro ponto em comum no debate foi a questão da confiança institucional. O mediador do debate, vice-presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI), Luiz Mello, levantou a questão destacando o desafio de realizar trabalhos como esse numa grande extensão territorial, com disparidades.

 

Um estudo publicado na revista da Academia Norte Americana de Ciência mediu o grau de confiança entre as pessoas de determinados países, e o Brasil foi o penúltimo colocado, com um dos piores graus de confiança. Mello destacou que a falta de confiança dificulta ações conjuntas.

 

Saboya explicou que, dentro da Anprotec, houve o entendimento de que seria necessário criar uma diretoria de redes para suprir essa necessidade de incorporar, no âmbito nacional, as questões regionais, porque devido à dimensão, cada região tem suas particularidades.

 

“Administrar credibilidade, reputação e confiança é uma tarefa difícil, mais do que outros aspectos, no caso do Brasil, com tantas disparidades. Há dois anos a Anprotec fez uma reforma, criando uma diretoria de redes para captar melhor a singularidade de cada região. Um dos motores da Anprotec, que nos dá segurança, é o fato de que essas redes funcionam para encurtar distancias, capturam melhor as necessidades, os desafios e os empreendimentos inovadores, portanto, buscar esses instrumentos para manter a legitimidade é um desafio no qual a gente tem se dedicado com muita frequência”, finalizou o vice-presidente da Anprotec.

 

Inovação e Cooperação Internacional

 

Os especialistas desse painel apontaram que a comparação entre os projetos é importante devido à troca de conhecimento para o aperfeiçoamento das iniciativas atuais.

 

Com esse gancho, o sétimo painel do Congresso focou na importância da cooperação internacional. O tema central foi a experiência do INCOBRA e os benefícios da participação em projetos de cooperação bilaterais sob o Horizonte 2020 (H2020).

 

Desde fevereiro de 2016 a Abipti é responsável, no Brasil, pelas ações de disseminação e divulgação do projeto, que tem como foco aprimorar e aumentar acordos bilaterais em CT&I entre instituições brasileiras e europeias.

 

O painel teve como debatedores a gerente de cooperação e captação de recursos do Porto Digital, Joana Sampaio, que apresentou o projeto Incobra - aprofundado durante o último dia do Congresso Abipti, durante o InfoDay. Além disso, Joana falou também sobre o trabalho do Porto Digital e como tem sido a relação do instituto com o Horizon2020.

 

Um dos projetos apresentados como exemplo foi a parceria entre o Brasil e o Reino Unido nos anos entre 2013 e 2016, que desenvolveu de quatro projetos de economia criativa e cidades. Foram beneficiadas mais de quatro mil pessoas, e mais de 20 instituições e empresas.

 

Para apresentar uma das organizações que trabalha de forma conjunta com o projeto Horizon2020, o painel recebeu o gerente de projetos, Gorazd Weiss, do ZNI, um instituto privado sem fins lucrativos em prol das ciências sociais aplicadas com sede em Viena, na Áustria.

 

Weiss explicou que o ZSI implementa projetos de pesquisa aplicada e trabalha a incorporação deles na sociedade e na resolução de desafios globais. De acordo com ele, o instituto também tem o objetivo de medir o impacto dessas inovações, que devem ser responsáveis e sustentáveis, contribuindo para preparação e divulgação delas para toda a sociedade.

 

O trabalho do ZSI é feito com base em três eixos principais: trabalho e igualdade de oportunidades, política de pesquisa, desenvolvimento, tecnologia e conhecimento. Dentro desses eixos, a instituição trabalha com o Incobra e já teve a experiência de ter um projeto em parceria com o Brasil.

 

Além deles, a palestrante do sexto painel, Chiara Davalli, da EBN, também contribuiu para o debate, contando sobre a experiência do instituto com o projeto e seus benefícios para o desenvolvimento da inovação em diversos países na União Europeia.

 

Fonte: Portal Agência ABIPTI

 
free poker
logo_rodape
Agência de Inovação da UFSCar - Rodovia Washington Luís, km 235 - Caixa Postal 147 CEP: 13565-905
São Carlos, SP - Brasil - Tel: (16) 3351.9040 - inovacao@ufscar.brmaps
mapa