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Terceiro painel do Congresso Abipti debateu a inovação como principal fator de desenvolvimento socioeconômico

Qua, 04 de Julho de 2018 11:31

O primeiro painel de debates na manhã desta quinta-feira (28) trouxe como tema a CT&I e Desenvolvimento Socioeconômico e teve como mediador o presidente recém-eleito da Abipti, Luiz Fernando Vianna, que também é presidente dos Institutos Lactec.

 

Em sua primeira fala como presidente da Abipti, Luiz Fernando, fez uma pequena intervenção para dizer que o grande desafio é tirar o chapéu da região Sul e que pretende fazer uma gestão que atenda às instituições que a Associação representa. “Quando nós nos tornamos dirigentes de uma instituição que tem essa capilaridade nacional, o nosso dever é esquecer o nosso domicílio e vestir o chapéu do Brasil”, destacou.

 

Luiz Fernando Vianna disse também que o apoio dos vice-presidentes de cada região do país será de grande importância para que a Abipti atue de forma representativa para as 154 associados e na defesa dos ICTs que representam. “Eu pretendo fazer uma gestão que realmente atenda as 154 instituições que representamos e quero que a Abipti seja a voz dessas instituições”, reafirmou Luís Fernando.

 

Retomando o debate sobre como conciliar a inovação como estratégia de negócio para o alcance do desenvolvimento socioeconômico sustentável, Luiz Vianna, destacou que o Lactec atua em grandes obras como Itaipu, Belo Monte, Santo Antônio Girau, e que com essa atuação pode-se observar mudanças muito significativas nos municípios, nas comunidades e centros urbanos, na economia e na sociedade. “A gente percebe grandes mudanças em função dessas grandes obras e o que vamos poder acompanhar aqui nesse painel é como estudos, pesquisas e investimentos podem contribuir para o desenvolvimento regional em determinadas comunidades, que não estão acostumados com o progresso, e o que de fato priorizar, uma vez que muitas delas enfrentam diversos problemas como saneamento básico, por exemplo”, frisou.

 

Antonio Carlos Filgueira Galvão, consultor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), destacou, inicialmente, a importância da ABIPTI como uma instituição vital para pensar o desenvolvimento do país, pensar numa agenda de ciência, tecnologia e inovação. “Acho que nós somos mais carentes do que percebemos no momento, de instituições que fazem a ponte entre essa base técnico-científica que une universidades e institutos de pesquisa, o setor produtivo, a sociedade e a economia em geral, como um elo que muitas vezes tem uma série de lacunas importantes que a gente precisa encarar no futuro e essa atuação vem sendo feita pela Abipti nos debates promovidos em todas as edições do Congresso”, ressaltou.

 

Antonio Carlos fez uma rápida menção da relação do CGEE com a Abipti, na participação em Congressos, na elaboração do plano de gestão estratégica da Associação em 2010, que mobilizou os principais atores da CT&I, dialogou com as lideranças do setor, o que resultou na definição da missão/foco de atuação da instituição. “Particularmente foi construída uma visão de futuro estratégico para a instituição, que registro aqui numa pequena contribuição muito interessante, porque naquela época nós conceituamos isso que está nos documentos que recebi no convite, que é entidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica”, relembrou.

 

O consultor do CGEE lembrou que vivemos numa sociedade onde a revolução industrial mudou toda a equação do desenvolvimento global e que durante dezoito séculos, entre 0 e 1800, o crescimento do produto por habitante no planeta foi praticamente zero. “A riqueza global acumulada não evoluiu de maneira positiva durante esses dezoitos séculos. Ao contrário, a revolução industrial inaugura outra história e essa história vai sendo paulatinamente amplificada, quer dizer, entre os primeiros momentos da revolução industrial a gente teve um crescimento pequeno de 0,1% ao ano, agregando riqueza ao conjunto da população global e depois passamos para 0,9% ao ano, já nos momento mais robustos da revolução industrial e, finalmente, na etapa do século XX pra cá, arredondando a gente teve um crescimento eu diria espetacular, de 1,6% ao ano da riqueza acumulada no planeta”, enfatizou Galvão.

 

De acordo com Antonio Carlos, esse crescimento pós-revolução industrial mudou o desenvolvimento e também as condições da sociedade, reflexo do surgimento da inovação, que passa a sintetizar um conjunto de processos que agrega possibilidades e abre novas perspectivas no desenvolvimento da sociedade como um todo. “Nós fizemos essa grande jornada da acumulação, geralmente, concentrando riqueza e renda, e os números são acachapantes nessa etapa atual do desenvolvimento chamada globalização e essa concentração também se espelha regionalmente. Nesse sentido, o Brasil caminhou contra a maré, o Brasil caminhou nos primeiros anos de século XX, incluindo pessoas e reduzido desigualdades pessoais e regionais de renda, o que aponta pra um caminho muito promissor do qual o Brasil não deveria se afastar”, concluiu.

 

Já Maria Domenica Serpa Blundi, Tecnologia e Inovação para Sustentabilidade da Vale S.A, falou do reposicionamento da Vale em relação à ciência e tecnologia. Para ela, é importante compartilhar as experiências em gestão de um modelo de inovação fechada para um modelo de inovação aberta. “O grande desafio desse reposicionamento é criar complementaridade entre os desafios da empresa e os desafios das localidades onde a Vale atua, e acho que isso vem de encontro o que a gente está tratando aqui, que é buscar as regionalidades”, pontuou. Segundo ela a Vale tem procurado articular com atores regionais, no âmbito da ciência e tecnologia, e pensar conjuntamente por meio de cooperação para deixar de ser cliente dessa ciência ou da produção científica local, e passar a ser parceiros efetivamente.

 

De acordo com a representante da Vale, uma das preocupações da empresa é diminuir os impactos causados ao meio ambiente e cada vez mais se relacionar melhor com as comunidades onde a empresa atua, uma vez que a produção de minérios exige tecnologias cada vez mais avançadas. “Nesse sentido investir em ciência e tecnologia é extremamente estratégico para a empresa e o quanto projetos de P&D podem anunciar problemas futuros para a cadeia da mineração”, concluiu Maria Domenica.

 

Fonte: Portal Agência ABIPTI

 
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