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Investir em inovação no setor da saúde pode alavancar economia

Seg, 02 de Julho de 2018 14:34

Dados do IBGE mostram que o setor da saúde é responsável por 9,1% do PIB nacional e ainda gera em torno de 6,5 milhões de empregos, grande parte deles envolvendo mão de obra qualificada. Investir em inovação nessa área é fundamental não apenas para alavancar a economia, mas principalmente pelo impacto social que isso traz. Para falar sobre esse tema, o USP Analisa desta semana traz o vice-presidente para a área de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mário Santos Moreira, e o coordenador de prospecção, Carlos Grabois Gadelha, ambos ligados à Fundação Oswaldo Cruz.

 

Dentro da perspectiva da inovação, eles vão discutir a importância do complexo econômico-industrial da saúde, que reúne segmentos industriais de bases química e biotecnológica (indústria farmacêutica, vacinas, hemoderivados e reagentes para diagnóstico); mecânica, eletrônica e de materiais (equipamentos e materiais médicos); e o segmento de serviços, ou seja, a mão de obra hospitalar, laboratorial e de serviços de diagnóstico e tratamento.

 

“A ideia do complexo econômico-industrial da saúde é ser um sistema produtivo muito dinâmico e o Brasil tem uma grande potencialidade para se desenvolver, porque ele tem uma base científica, um mercado muito grande, que é dado pelo próprio Sistema Único de Saúde e todo o mercado regional e local. Existe uma institucionalidade regulatória já instituída. É como se a gente tivesse as peças do quebra-cabeças e precisasse montar para nos tornar inovadores”, diz Gadelha.

 

“Há condições para que a gente possa inovar no Brasil porque o Estado é um grande comprador, mas é um comprador sofisticado. Ele tem produtos direcionados à infância, adolescência e aos idosos, como a vacina de gripe e de pneumonia. Ele tem os programas de DST-Aids e hepatite, que demandam produtos contemporâneos com alto valor agregado e tecnológico. Portanto não é uma demanda só em escala, é uma demanda por produtos mais sofisticados tecnologicamente, e isso gera um desafio para o Brasil, que lida com uma incorporação de produtos desenvolvidos no exterior”, afirma Moreira.

 

Fonte: Portal ANPEI, com informações Jornal da USP

 
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