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Pesquisadores elaboram Atlas de CCS do Sul e Sudeste do Brasil

Ter, 26 de Junho de 2018 17:24

Grupo do RCGI investiga viabilidade de injetar CO2 em reservatórios de gás de folhelho na Bacia Sedimentar do Paraná e em turbiditos do offshore da Bacia de Santos.

 

Pesquisadores do FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) estudam um método de verificar a possibilidade de estocar CO2 nos folhelhos da Bacia Sedimentar do Paraná, que ocorrem desde o Mato Grosso até o Uruguai, e nos turbiditos do offshore da Bacia de Santos, área de exploração petrolífera. A ideia é verificar se essas rochas têm capacidade para armazenar o CO2 e se seria possível, no caso dos folhelhos, injetar o CO2 ao mesmo tempo em que se retira o gás de folhelho (popularmente chamado de gás de xisto) contido neles. O resultado será publicado no Atlas de CCS das regiões Sul e Sudeste do Brasil, a ser publicado pelo grupo no final do projeto, em dois anos e meio.

 

No Atlas deverão constar todas as informações geológicas das unidades estudadas, os dados obtidos para elas e a localização das áreas mais favoráveis para a utilização de tecnologias de Carbon Capture and Storage (CCS) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. “O projeto também avaliará a viabilidade econômica de realização de CCS nos lugares selecionados geologicamente. E, ainda, critérios para avaliações de impactos ambientais e socioambientais da estocagem do CO2 nesses locais. Com base em todas essas informações poderá ser definido se uma área pode ou não receber CO2 com segurança”, explica o coordenador do projeto, o geólogo Colombo Celso Gaeta Tassinari, diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) e docente do Instituto de Geociências da USP (IGc/USP).

 

Potencial – Segundo Tassinari, os folhelhos possuem vantagens sobre as outras rochas. “Primeiro, eles retêm naturalmente o CO2 e não precisam de rochas selantes [que impedem o escape do CO2], a não ser que estejam completamente fraturados. Segundo, esses folhelhos contêm gás de folhelho, então é possível injetar CO2 e retirar o gás que está armazenado na rocha”, explica. Para cada molécula de CO2 injetada, segundo ele, podem ser retiradas pelo menos duas de CH4.. “Seria possível, por exemplo, construir uma termelétrica sobre um depósito, tirar o gás do folhelho para a usina e injetar o CO2 emitido, sendo um processo sustentável no ponto de vista ambiental, visto que se trata de um sistema fechado, localizado e fácil de monitorar”, sugere.

 

Já os turbiditos da Bacia de Santos são rochas sedimentares de granulometria variável que contêm camadas de argila intercaladas, e é nessas argilas que a equipe vai focar os estudos. “São rochas de granulação variada, que vão da mais grosseira até a mais fina. A argila é a granulação mais fina (no caso, o argilito), e a mais grosseira é o arenito.”

 

Segundo Tassinari, uma das principais características de uma rocha apropriada para guardar CO2 é a porosidade. “A rocha tem de ter espaço para o gás entrar, e capacidade de retê-lo por, pelo menos, mil anos”, resume. Fatores como grau de saturação de água nos poros da rocha, composição dos minerais e quantidade de matéria orgânica também são relevantes para determinar se a rocha é ou não apropriada para CCS.

 

Na pesquisa, as amostras das rochas estudadas serão submetidas a análises em laboratório para determinação dos minerais e das matérias orgânicas, sua porosidade, permeabilidade, quantidade de carbono disponível etc. “Iremos trabalhar dentro dos parâmetros usados em nível mundial para qualificar uma rocha como própria ou não para estocagem de CO2. E este será mais um desafio, pois esses parâmetros variam de um lugar para outro.”



Sobre o RCGI: O FAPESP SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI) é um centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Shell. Conta com cerca de 200 pesquisadores que atuam em 45 projetos de pesquisa, divididos em quatro programas: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2. São projetos que visam reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2.



Fonte: Acadêmica Agência de Comunicação

 
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