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Inovação na raiz: a história de uma jornada empreendedora

Sex, 22 de Junho de 2018 16:09

Rizotec é um produto 100% natural e orgânico para controle biológico de nematoides, um tipo de verme que destrói as plantas pela raiz e que pode causar grandes perdas para os produtores rurais. O Rizotec foi desenvolvido na Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, a partir de uma tecnologia desenvolvida ao longo de quase 20 anos de pesquisa do professor do Departamento de Fitopatologia, Leandro Grassi de Freitas. A história de como essa pesquisa deu origem à uma empresa de sucesso mundial é contada no livro Inovação na raiz: uma jornada empreendedora a partir da universidade brasileira, do administrador e empreendedor Gustavo Mamão, um dos fundadores da Rizoflora, que nasceu como uma startup, na aceleradora do Instituto Inovação. Publicado no fim de 2017, Inovação na raiz narra uma história real, com personagens reais, que viveram dificuldades crônicas na concretização de algo que um número muito reduzido de pessoas e empresas conseguem: quebrar mais de uma dezena de paradigmas e regras para materializar uma oportunidade.

 

Considerados uma das mais importantes moléstias de várias culturas como frutíferas, ornamentais, café, soja e algodão, os nematóides são vermes microscópicos que parasitam as raízes das plantas. Caracterizam-se por uma estrutura chamada estilete, com a qual sugam o conteúdo das células e injetam toxinas no vegetal. Os nematóides causam danos que vão desde a queda na produção até a morte das plantas. O uso de pesticidas raramente consegue erradicar a praga e ainda gera danos graves como intoxicação de agricultores e animais, contaminação do lençol freático e dos alimentos produzidos nos locais onde são utilizados.

 

Uma jornada de inovação

 

Gustavo Mamão é formado em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais, com mestrado em Gestão de Negócios pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology (Sloan Fellows Program, 2011). Ao longo de sua carreira ele participou da criação de diversas empresas que têm em comum o propósito de gerar benefícios socioambientais. Essa trajetória começou em 2004, quando associou-se aos fundadores do Instituto Inovação. A parceria nasceu com a visão de que era possível transformar conhecimento científico desenvolvido no Brasil em novos negócios.

 

A partir de 2012, Gustavo focou suas energias para completar os ciclos das startups aceleradas pelo Instituto Inovação. Foi quando surgiram a Ecovec e a Rizoflora, duas empresas com missões diferenciadas: a Ecovec oferece ferramentas para a modernização na prevenção e no controle de epidemias, como a dengue, enquanto a Rizoflora trabalha com a produção de inimigos naturais para pragas agrícolas, sendo uma alternativa aos defensivos químicos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente. “Os negócios que me fascinam são aqueles que se transforam em motores de desenvolvimento econômico, social e ambiental. São essas práticas que norteiam meu ideal de vida. Outra característica que considero importante – e a Rizoflora ilustra isso muito bem – são os negócios inovadores que tenham um sentido maior do que o gerar riqueza econômica ou, sem meias palavras, que estejam exclusivamente focados em ‘ganhar dinheiro’. Acredito que essas empresas são mais resilientes, mais admiradas e que agregam as pessoas sob a perspectiva de fazer com que o negócio dê certo”, afirma Gustavo, no prefácio do livro.

 

A história de criação da Rizoflora revela processos, situações, experiências que poderão ser vividos por pessoas que se envolvam em negócios inovadores, principalmente de base tecnológica, e que demandem algum tempo para comprovar ou validar os benefícios da inovação proposta. A leitura também dá algumas pistas sobre como lidar com negócios em ambientes de grandes incertezas e com altos riscos inerentes ao projeto. “É no cruzamento entre transformação de conhecimento científico financiado e nutrido em prol do desenvolvimento tecnológico do País e negócios que consigam responder de forma inequívoca a pergunta porque existem, qual o seu propósito no mundo, que me encontro hoje e é por isso que considero tão importante contar a história da Rizoflora”, disse o autor.

 

O livro está dividido em quatro partes. Na primeira o autor descreve como uma pesquisa universitária deu origem à Rizoflora. Em seguida ele fala dos desafios de viabilizar a empresa e conseguir investidores dispostos a investir em negócios inovadores no Brasil. A parte 3 oferece reflexões sobre o escalonamento do projeto. Nos dois últimos capítulos dessa parte o autor dedica-se a descrever o processo que levou à venda da Rizoflora para a multinacional norte-americana Stoller. A multinacional norte-americana complementou os ativos da Rizoflora com estruturas de desenvolvimento de mercado, distribuição, marketing e vendas, auxiliando na evolução técnica do produto e seu processo produtivo. Na quarta e última parte, destaca-se o capítulo 14 onde o autor elenca um conjunto de oportunidades de melhoria no ecossistema de inovação brasileiro: processo regulatório, custo do capital, pouco investimento de capital de risco são alguns exemplos que ele aponta.

 

Fonte: Portal Inovação Revista Eletrônica de P,D&I

 
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