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Conheça os vencedores do I Hackaton de Divulgação Científica em Saúde

Seg, 18 de Junho de 2018 17:22

O tema da vez foi: “Todo cidadão faz uso da ciência – como as pesquisas científicas impactam a saúde da população e outros aspectos de sua qualidade de vida”. Dois projetos foram contemplados com o financiamento pela Fiocruz com recursos de até R$25 mil

 

Na primeira semana de junho de 2018 ocorreu o Primeiro Hackaton da Divulgação Científica em Saúde na Tenda da Ciência Virgínia Schall, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e INCT Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, em parceria com Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, Museu da Vida e Banco Interamericano de Desenvolvimento. Dois projetos foram contemplados com o financiamento pela Fiocruz com recursos de até R$25 mil.

 

Mas o que é um Hackaton?

 

Para quem não está familiarizado com o termo, Hackaton é utilizado, tradicionalmente, para se referir a maratonas de programação, no estilo de acampamento, onde programadores, hacks e cientistas da computação se reúnem para explorar dados abertos, desvendar códigos e sistemas lógicos, discutir e gerar novos sistemas e softwares.

 

Se apropriando do termo, o Hackaton de Divulgação Científica em Saúde, baseado na iniciativa do Banco Interamericano de Desarrollo (BID) iniciada em 2014 no México, veio com a finalidade de reunir e promover a integração entre cientistas, jornalistas, designers, museólogos, educadores, pós-graduandos, divulgadores científicos e outras pessoas interessadas para uma maratona de elaboração de projetos em divulgação científica em saúde, independentemente de vínculo institucional.

 

“Eu acredito que os cientistas estão vivendo num tipo de caverna. A gente faz ciência para obedecer a instituição, as normas das revistas científicas, ao governo, as regras métricas de agências de fomento a pesquisa. No entanto, nossa motivação deve ser fazer ciência para a transformação social. O Hackaton em Divulgação Científica em Saúde foi a chave para a libertação das correntes”, disse Mariana Souza, pesquisadora de Farmanguinhos da Fiocruz e uma das vencedoras.

 

Primeiro Hackaton da Divulgação Científica em Saúde

 

O tema da vez foi: “Todo cidadão faz uso da ciência – como as pesquisas científicas impactam a saúde da população e outros aspectos de sua qualidade de vida”

 

Em cima desse mote, 30 participantes foram selecionados para participar do Hackaton, seguindo alguns critérios: a trajetória profissional, atividades de divulgação científica desenvolvida e avaliação do impacto social e inovação da proposta de ação de divulgação científica enviada previamente.

 

O grande prêmio: financiamento de dois projetos pela Fiocruz com recursos de até R$25 mil.

 

Mas para atingir esse objetivo, os selecionados participaram de dois dias inteiros de exercícios práticos, segundo a lógica do design thinking, uma ferramenta que combina empatia, criatividade e desenho de protótipos.

 

A manhã do primeiro dia foi aberta ao público e contou com palestras iniciais de grandes expoentes da divulgação científica: Luisa Massarani, Ildeu de Castro, Catarina Chagas, Carla Almeida, Stevens Rehen, Flávia Lobato, João Silveira, Marcelo de Vasconcellos, Jéssica Noberto, Pablo Aguilar e muitos outros – cujo objetivo principal foi provocar reflexão, mais do que ensinar alguma coisa.

 

Na parte da tarde, somente os inscritos selecionados participaram das atividades. Iniciou-se, então, uma apresentação curta de cada projeto e, ao fim, foi feita a seleção de seis finalistas com votação entre os próprios participantes e o júri. Os participantes que não tiveram seus projetos selecionados para a segunda fase se reuniram aos seis projetos aprovados, formando uma equipe multidisciplinar.

 

Os projetos selecionados no primeiro dia foram os seguintes: “Curta Ciência”, liderado pela Gabriela Reznik; “Rap e Ciência”, liderado pela Renata Fontanetto; “Carona com Ciência”, liderado pelo Leandro Lobo; “Calma, tem explicação!”, liderado pela Gisela de Castro; “Memórias criativas, mulheres cientistas”, liderado pela Alanna Dahan Martins; e “Gaviões contra a dengue, os artilheiros da Saúde”, liderado pelo Mauricio de Salles.

 

No segundo dia, começaram os exercícios práticos, cada equipe tinha que aperfeiçoar os projetos no qual estavam inseridos para, ao fim do dia, uma apresentação de 4 minutos seguidos de votação pública e dos jurados.

 

Renata Fontanetto, jornalista e divulgadora de ciência do Museu da Vida/Fiocruz, relatou um pouco de sua experiência durante o Hackaton da Divulgação Científica em Saúde: “Acho que cada grupo teve oportunidade para mediar diferentes opiniões dentro de um mesmo projeto. E as dinâmicas oferecidas pela equipe do Hackaton ajudaram bastante neste sentido. Foi legal também perceber que a liderança do projeto [do Hackaton] tinha que ver a ideia original se moldando, sendo apropriada por pessoas novas que tinham um interesse em comum: colocar o projeto na rua”,

 

Após a apresentação das iniciativas inovadoras com o objetivo de aproximar a ciência da sociedade e falar sobre ciência a diferentes públicos, chegou a hora da votação. O público votou pelo site e o júri saiu para deliberação final. Após um ótimo coffe break, onde as expectativas de todos estavam altas – pois todos os projetos eram ótimos e merecedores do financiamento – chegou a hora da verdade.

 

Os vencedores

 

Luisa Massarani, Catarina Chagas, Rosicler Neves e Stevens Rehen deram o veredicto final: os dois ganhadores do financiamento de R$25 mil foram o “Carona com Ciência”, da equipe liderada pelo microbiologista, Leandro Lobo e o “Rap e Ciência”, da equipe liderada pela jornalista do Museu da Vida, Renata Fontanetto.

 

Carona com Ciência

 

O Carona com Ciência vem com o intuito de desmitificar o perfil de cientista que a sociedade acredita ser o verdadeiro – aquele em que os cientistas são gênios e muito longe de sua realidade – e enaltecer a ciência brasileira através de entrevistas com cientistas brasileiros usando o modelo talk and drive.

 

O Carona com Ciência, que terá um canal no YouTube, vai conversar diretamente com o cientista convidado sobre sua vida pessoal, seus hobbys, músicas e séries preferidas e, claro, sua pesquisa. Mas nada de palestra ou seminário, os pesquisadores terão que falar sobre sua pesquisa usando as mil palavras mais usadas no português! Como toda carona tem um destino, o pesquisador pode escolher entre um museu ou centro de ciências da cidade ou seu próprio laboratório, onde continuaremos com o bate-papo.

 

O projeto “Carona com Ciência” foi desenvolvido no Hackaton de Divulgação Científica em Saúde pelo Leandro Lobo, Clarissa Carneiro, Luiz Guilherme Hendrischky, Norberto Cairasco, Pamela Billig e Tatiana Pinto.

 

Leandro Lobo é professor no Instituto de Microbiologia Paulo de Góes/UFRJ e Secretário Regional no Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC/RJ). Ele nos contou em entrevista ao A Ciência Explica que o Hackaton foi uma imersão nas práticas de divulgação científica: “Lá no Hackaton a gente pode ficar imerso e conhecer pessoas que fazem divulgação científica, que constantemente fazem isso, e tive a chance de aprender muito e conseguir várias dicas de como melhorar meu projeto”.

 

Rap e Ciência

 

O segundo projeto vencedor do Primeiro Hackaton de Divulgação Científica em Saúde foi o “Rap e Ciência”, liderado por Renata Fontanetto e composta por Alberto Dávila, Bárbara Pires, Mariana Souza, Vânia Oliveira e William Meschial.

 

“Rap e Ciência” nasceu com a proposta de ouvir e incluir mais o público na ciência usando a linguagem do rap para divulgar temas científicos, “uma vez que a Arte está se tornando um dos meios preferidos para comunicação da ciência com o público”, segundo a pesquisadora e especialista em Jornalismo Científico, Vânia Beatriz. A ideia é que rappers de comunidades próximas à Fiocruz componham músicas para divulgar ciência a outros jovens!

 

Ambos os projetos estão na etapa de detalhar seus orçamentos. O “Carona com Ciência” prevê a compra de equipamentos que sustentem as gravações durante os 12 meses de execução do projeto e serviços de edição de vídeo. Estão, também, começando a preparar roteiros e colocando as ideias no papel, para transformar o que era abstrato em roteiros e, em breve, em filmagens.

 

O “Rap e Ciência” prevê o pagamento de bolsas para os artistas rappers e produtores musicais que vão compor o programa num futuro muito breve. Além de destinarem uma parte para a realização de festivais de rap produzidos dentro de favelas próximas à Fiocruz que contarão com diversas oficinas, uma delas sendo a “Oficina de Produção coletiva de videoclipes”, tendo como trilha sonora os raps produzidos, ministrado pela Vânia Beatriz.

 

Renata Fontanetto diz que há um senso de coletividade quando abordada sobre a interação com os demais participantes. “O projeto não é mais meu, é de todos. Há um senso de coletividade, muito embora eu ainda seja a pessoa que, burocraticamente, tenha que responder pela questão do dinheiro, por exemplo”.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 15/06/2018, com informações Ciência Explica

 
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