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Projetos de inovação em saúde salvam vidas

Sex, 25 de Maio de 2018 15:37

“O que eu fiz foi simples. Tem a ver com a transdisciplinaridade, aplicar o conhecimento de uma área em outra, e é isso que precisa para haver inovação”, disse Sérgio Mascarenhas, professor emérito da USP, durante evento do Ciclo ILP-FAPESP sobre o tema "Inovações na Saúde", realizado em 21 de maio pela FAPESP em parceria com o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) na Assembleia Legislativa de São Paulo.

 

Mascarenhas se referia ao desenvolvimento de um dispositivo que mede a pressão intracraniana sem a necessidade de perfurar o crânio do paciente. Inovação que teve origem a partir de um problema pessoal do pesquisador.

 

“Tive hidrocefalia, doença mais conhecida em bebês mas que também acomete idosos. Nesses casos, demora-se muito para obter o diagnóstico porque é preciso perfurar a cabeça do paciente. Eu achei um absurdo, devia haver um método mais simples para o diagnóstico”, disse durante a apresentação de resultados de pesquisas científicas que levaram a inovações na área da saúde com o potencial de salvar vidas.

 

Depois de diagnosticado e tratado da doença, Mascarenhas integrou o conhecimento da engenharia civil com a área médica. “Vi que poderia pegar um chip, como se faz em análises de estrutura, e colocar dentro do cérebro. Depois, percebemos que, com a medição da pressão intracraniana, não tínhamos só um número, mas uma fração – como ocorre com o eletrocardiograma dos cardiologistas. Essa variável poderia se cruzar com outros dados vitais importantes, como o próprio eletrocardiograma e a pressão arterial”, disse.

 

A partir daí, o dispositivo da empresa Braincare, montada por Mascarenhas e colaboradores com base na transdisciplinaridade, teve seu uso ampliado. Além de garantir o diagnóstico rápido e simples da hidrocefalia, a inovação se mostrou útil também para outras doenças, como AVC, doenças hepáticas e renais, pré-eclâmpsia, hematoma subdural, hipertensão arterial, meningite e sepse, entre outras. Há um estudo sendo realizado com um astronauta, visto que quando eles voltam do espaço para a Terra é comum sentirem fortes dores de cabeça.

 

A empresa, que recebeu apoio da FAPESP por meio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), agora está fechando contratos com hospitais para que o método não invasivo de medição da pressão intracraniana seja aplicado em mais pacientes.

 

O dispositivo já tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da agência europeia equivalente e em breve deverá ser aprovado pela agência norte-americana (FDA).

 

O vírus Zika passou por aqui

 

Outra inovação de grande impacto na saúde, apresentada no Ciclo ILP-FAPESP - Inovação na Saúde, foi um teste do vírus Zika. Mais rápido e mais eficiente que as 55 tentativas de teste pesquisadas pela Rede Zika, ele deve chegar ao mercado até 2019, assim que a comercialização for aprovada pela Anvisa. Com 96% de especificidade – quando 96% dos resultados positivos são de fato positivos – o teste deve ser oferecido no Sistema de Único de Saúde.

 

“Conseguimos desenvolver um teste de alta especificidade que detecta a presença de anticorpos que atuaram contra o vírus Zika. Ele vale tanto para quem foi infectado recentemente como para quem teve a infecção há muito tempo, visto que os anticorpos permanecem no organismo durante muitos anos após a infecção, conferindo imunidade para sempre”, disse Viviane Botosso, pesquisadora do Instituto Butantan.

 

O diagnóstico sorológico rápido e de baixo custo para o vírus está sendo desenvolvido pela empresa Inovatec, também apoiada pelo PIPE-FAPESP. A empresa é formada por pesquisadores do Butantan e do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

 

De acordo com Botosso, o objetivo é colocar o novo teste no rol dos exames de pré-natal. “O teste de fase aguda existente funciona bem, mas o período de detecção é muito curto. Com o novo teste, as gestantes que nunca foram infectadas, aquelas que tiveram resultado negativo, passam a ter mais cuidados, como usar repelente e evitar viajar para áreas de risco. Já aquelas que tiveram Zika podem ficar mais tranquilas”, disse. O teste, aprovado pela Anvisa, está na fase de padronização, última etapa para a comercialização.

 

Projeto de inovação em saúde salvam vidas.

 

Inovando para todos

 

Quem já passou por todas essas etapas – de desenvolvimento de uma ideia, pesquisa, regulação e comercialização – foram os engenheiros da empresa Magnamed.

 

A startup, que começou em uma garagem e recebeu apoio do PIPE-FAPESP, tornou-se uma empresa de ventiladores pulmonares que exporta seus produtos para 50 países e acaba de construir uma fábrica própria nos Estados Unidos. A estimativa é que os equipamentos salvem 1 milhão de vidas por ano.

 

Isso seria algo muito difícil de vislumbrar em 2005, quando os engenheiros Wataru Ueda, Tatsuo Suzuki e Toru Kinjo decidiram sair de seus empregos em uma empresa de equipamentos médicos para inovar.

 

“Tivemos um tempo grande de pesquisa e vimos que as opções do mercado podiam melhorar. Elas tinham uma usabilidade complexa, sendo que ou atendiam pacientes do pré-natal ou pacientes pediátricos e adultos”, disse Ueda durante apresentação no evento.

 

Com o primeiro modelo, OxyMag, a Magnamed simplificou a interface do equipamento e unificou os dois tipos de ventiladores. “Nosso ventilador pulmonar atende desde bebês prematuros a adultos, isso é o ideal para atendimentos emergenciais em ambulâncias ou helicópteros, por exemplo. Outro ponto importante que identificamos é que a bateria desses equipamentos precisa durar muito. As nossas têm mais de seis horas de autonomia”, disse.

 

Com vendas crescentes desde que o modelo OxyMag foi lançado, em 2011, a empresa continuou a fazer pesquisa e a buscar soluções inovadoras. É o caso da linha de ventiladores pulmonares para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que teve os parâmetros de monitoramento do paciente ampliados. Há ainda o OxyMag Agile, versão simplificada do ventilador pulmonar.

 

“É preciso estar sempre superando aquilo que foi inovado para se criar algo novo e ainda melhor. Esse é o caso da Magnamed, que teve esse crescimento constante e em pouco mais de 10 anos de história”, disse Sérgio Mascarenhas.

 

Ainda no campo da saúde, mas na área de sistemas complexos, a Medtech, empresa também apoiada pelo PIPE-FAPESP, organiza escalas de plantão em hospitais dando mais transparência para a gestão dos profissionais.

 

A plataforma é usada atualmente por 12 hospitais e mais de 16 mil profissionais. “Com o nosso sistema, reduzimos o tempo gasto no fechamento de escalas. O médico gestor do hospital passa a ter mais tempo para aquilo que ele realmente precisa fazer: medicina. Além da agilidade, dá, inclusive, para evitar fraudes, uma vez que é tudo medido de forma automatizada”, disse Ricardo Camps, da Medtech.

 

Participaram do evento do Ciclo ILP-FAPESP - Inovações para a Saúde o deputado Roberto Massafera – que foi aluno de Mascarenhas –, Ana Carla de Sousa, diretora do ILP, e Fernando Menezes, diretor administrativo da FAPESP.

 

O objetivo do ciclo ILP-FAPESP é divulgar estudos de relevante impacto social e econômico realizados por pesquisadores do Estado de São Paulo e que possam dar origem a políticas públicas que beneficiem a sociedade. O próximo evento será no dia 18 de junho, no auditório Teotônio Vilela, na Alesp, com o tema “Refugiados e migrantes – vidas em Movimento”.

 

Fonte: Portal Agência FAPESP

 
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