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Encontro na Fiocruz reúne cientistas para discutir desafios da implementação em larga escala do Método Wolbachia

Sex, 25 de Maio de 2018 14:58

O método consiste em liberar no ambiente os mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, que têm a capacidade reduzida de transmitir dengue, zika e chikungunya. O cruzamento com os mosquitos do campo dá origem a uma geração que também tem a capacidade reduzida de transmitir essas doenças

 

Os desafios que caracterizam a implantação do Método Wolbachia em larga escala foram analisados por um grupo de cientistas, em um encontro realizado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), organizado pelo World Mosquito Program (WMP), iniciativa global de combate a doenças transmitidas por mosquitos. O encontro, realizado nos dias 17 e 18 de maio, no Rio de Janeiro, reuniu pesquisadores brasileiros e estrangeiros, além da liderança global do WMP.

 

Este método consiste em liberar no ambiente os mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, que têm a capacidade reduzida de transmitir dengue, zika e chikungunya. O cruzamento com os mosquitos do campo dá origem a uma geração de Aedes aegypti que também têm a capacidade reduzida de transmitir essas doenças.

 

Durante o encontro foram discutidos o aprimoramento na produção e liberação de mosquitos como, por exemplo, a dieta mais apropriada para criar melhores mosquitos; a eficiência em diferentes maneiras de liberar os Aedes aegypti com Wolbachia. Também foram debatidos o monitoramento e a avaliação epidemiológica deste método. “Há perguntas a serem respondidas e, por isso, convidamos os cientistas para contribuir com seus pontos de vista. Estamos em um estágio de otimizar o método em vários aspectos”, afirmou o professor Scott O’Neil, diretor do WMP.

 

O Método Wolbachia está presente em 12 países na Ásia, Oceania, América Latina e Oceano Pacífico, com o apoio de governos locais. No Brasil, o WMP tem o apoio do Ministério da Saúde e é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A cidade do Rio de Janeiro, pelas características geográficas e sociais, é considerada um dos locais mais complexos em que o WMP atua.

 

As propostas extraídas do encontro serão reunidas em um memorando de entendimento entre os participantes para uma avaliação da viabilidade de aplicação nos países em que o WMP atua. “Durante estes dois dias tivemos a oportunidade de debater em detalhe os diferentes processos que compõem o Método Wolbachia. Nossa ideia é que a implantação desse método, em termos de custo, representa no longo prazo uma economia de recursos para os governos, em comparação com o que é gasto no tratamento dos pacientes que contraem arboviroses, além de consequências como afastamento do trabalho e sequelas”, explicou Luciano Moreira, pesquisador líder do WMP no Brasil.

 

Antes do encontro científico, apoiadores do Ministério da Saúde, do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, do Comitê Científico Consultivo do WMP Brasil, das Secretarias Municipais de Saúde do Rio de Janeiro, de Niterói e de Belo Horizonte, além da Secretaria Estadual de Saúde do Ceará, foram atualizados dos avanços do WMP no Brasil.

 

O embaixador da Austrália no Brasil, John Richardson, participou do encontro e manifestou seu entusiasmo com o Método Wolbachia. “O World Mosquito Program no Brasil tem o potencial de virar o jogo e fazer uma enorme diferença para a população local no que diz respeito a reduzir doenças. É um exemplo de colaboração científica entre Brasil e Austrália, que vem crescendo de maneira exponencial ”, observou.

 

Para a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, que também participou do encontro, “este é um momento crucial para que se consiga realizar a aplicação deste método na cidade do Rio de Janeiro, que oferece a possibilidade de escala para que seja demonstrado o resultado”. A pesquisadora ainda ressaltou que esta é uma iniciativa de foco tecnológico que se apoia na atenção básica, uma vez que conta com trabalho com agentes comunitários de saúde dos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 22/05/2018, com informações Glória Galembeck / World Mosquito Program

 
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