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Reunião da SBPC discute inovação científica e tecnológica

Sex, 18 de Maio de 2018 11:19

Presidentes da Embrapii, Fapeg e Fapemig trataram de conceitos, realidades e perspectivas para a inovação em âmbito regional e nacional. Discussão aconteceu na manhã desta quarta-feira no Campus Rio Verde

 

Na manhã desta quarta-feira, 16, empresários, profissionais e estudantes participaram de uma discussão sobre “Indução à inovação científica e tecnológica”, dentro das atividades da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento acontece no Campus Rio Verde do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) entre os dias 15 e 19 de maio.

 

A discussão foi promovida pelo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Jorge Almeida Guimarães, e pelos presidentes das fundações de amparo à pesquisa dos estados de Goiás (Fapeg) e Minas Gerais (Fapemig), Maria Zaira Turchi e Evaldo Vilela, respectivamente, e mediada pelo pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IF Goiano, Fabiano Guimarães Silva.

 

A presidente da Fapeg iniciou comentando que ainda que hoje o Brasil faça ciência de ponta, a transformação do conhecimento científico em inovação é muito tímida. Nesse sentido, “o papel das fundações de amparo à pesquisa estaduais é ouvir as potencialidades e demandas da região e responder de forma adequada por meio de programas que estimulem ciência, inovação e empreendedorismo”, comentou ela. Porém, segundo a presidente, os resultados nessas frentes demoram e exigem investimentos contínuos: “a inovação é um projeto de desenvolvimento de longo prazo e isso precisa ser comunicado à sociedade”, afirmou.

 

Na sequência, Evaldo Vilela, da Fapemig, falou de startups e ambientes de inovação. Os ambientes de inovação, segundo Evaldo, são aqueles que fomentam a renovação da cultura, ampliando a capacidade de resolver problemas complexos, de forma colaborativa, empreendedora e inovadora. “A ciência e a pós-graduação têm inspirado a criação de incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos, que são ambientes de inovação”, exemplificou ele.

 

Evaldo acrescentou ainda que a ciência vem fomentando novos negócios, sendo que muitos deles culminam na criação de startups. O presidente explicou que startups são empresas que atuam de forma ágil, móvel e especializada para oferecer soluções tecnológicas. “As startups estão levando conhecimento científico para a sociedade porque o tornam aplicado e rentável”, explicou.

 

Por fim, Jorge Guimarães falou ao público sobre inovação industrial no Brasil. Assim como Maria Zaira, o presidente da Embrapii comentou que o potencial de inovação do Brasil está muito aquém do esperado, quando se compara com suas realizações no âmbito da pesquisa científica. E, nesse sentido, o modelo Embrapii de compartilhar investimentos em inovação pode fomentar a cultura inovadora entre o empresariado brasileiro e viabilizar projetos para empresas que não possuem equipe de pesquisa e desenvolvimento, que é o caso de mais de 90% das empresas industriais brasileiras. E concluiu falando da importância da inovação para o desenvolvimento do país: “inovação gera emprego de alta qualificação, impostos e desenvolvimento social”, concluiu.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 17/05/2018, com informações Assessoria de Comunicação do Polo de Inovação

 
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