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RCGI recebe novo aporte de investimento da Shell para buscar soluções que reduzam as emissões de GEEs

Sex, 18 de Maio de 2018 10:42

Em seu terceiro ano de atividade, centro de pesquisa tem o desafio de ajudar a companhia no seu esforço global de cortar pela metade a sua intensidade de emissões de CO2.



Ao lado de centros e parceiros de pesquisa na Holanda, Reino Unido, Áustria e Catar, o Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), sediado na Escola Politécnica da USP, em São Paulo, tem um novo desafio: focar em soluções que ajudem a Shell a reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), em especial o CO2. Para tanto, recebeu um aporte adicional de investimento da companhia que será aplicado em 16 novos projetos de pesquisa para mitigação de CO2, além dos 29 já em andamento.

 

A necessidade desse foco mais abrangente é fruto das mudanças ocorridas nos primeiros dois anos do Centro, que foi criado numa parceria entre a Fapesp e o BG Group. “A parceria entre a Fapesp e a BG Brasil foi celebrada em 2013. Na época, os esforços em inovação eram direcionados para tecnologias que envolvessem o gás natural. Com a compra da BG pela Shell, o foco de P&D expandiu para atender as estratégias globais da companhia além das demandas mundiais de haver um esforço de atacar a causa principal das mudanças climáticas: emissões de GEEs”, explica o diretor científico do Centro, Júlio Meneghini.

 

Segundo ele, os 29 projetos de pesquisa pré-existentes estão, de diferentes formas, sintonizados com os novos objetivos do centro. “O que haverá é uma maior sinergia entre os projetos, todos buscando soluções que resultem em menos emissões de GEEs”, afirma. “Haverá um esforço conjunto de planejamento, mas estamos preparados para esse desafio”, acrescenta.

 

O RCGI conta hoje com 200 pesquisadores, número que deverá chegar a 350 até o final de 2018. Seus 45 projetos de pesquisa estão divididos em quatro grandes programas de pesquisa: Engenharia; Físico/Química; Políticas de Energia e Economia; e Abatimento de CO2, sendo que este último abriga os 16 novos projetos.

 

Compromisso da Shell – De acordo com o coordenador técnico-científico da Shell no RCGI, Alexandre Breda, o mundo emite atualmente cerca de 35 Gton por ano de CO2 equivalente. “Segundo alguns pesquisadores, para cumprir os compromissos estipulados na COP 21, em Paris, em 2015, nosso budget máximo de emissões mundiais, desde a Revolução Industrial, seja de 1 trilhão de toneladas de CO2. Mas nós já emitimos até hoje 620 bilhões de toneladas. Mantendo-se o ritmo atual, atingiremos essa meta em meados de 2036”, diz ele, citando informações do site http://trillionthtonne.org/, que estima as emissões mundiais em tempo real.

 

 

Breda revela que a Shell assumiu o compromisso de reduzir significativamente sua intensidade de emissão de CO2. “A ambição da Shell é reduzir em 20% sua intensidade de emissão de CO2 global até 2035, e até 2050 nova redução até o alinhamento com a média mundial. Essa ambiciosa meta foi bem recebida pela sociedade e traz um estímulo enorme para o setor de tecnologia e inovação para ajudar a companhia a atingir essa meta.”

 

Cinco países em sinergia – Segundo Breda, a sinergia que se buscará entre os 45 projetos de pesquisa do RCGI ocorrerá também entre o centro brasileiro e demais pesquisadores que trabalham em parceria com a Shell global, tanto dentro da empresa como em outras universidades. “O objetivo é que um centro alimente (e seja alimentado por) outras pesquisas com informações, de forma que se forme uma cadeia em P&D”, afirma.

 

Da parte do RCGI, além de perseguir essa sinergia, o centro está adotando uma postura pouco comum na academia: seu planejamento estratégico daqui para frente irá contemplar também os níveis de TRL (Technology Readiness Level), indicando por escala a maturidade ou prontidão tecnológica de cada um de seus projetos. “Não é a ciência pela ciência, mas a ciência buscando uma inovação, tecnologias que possam resultar em negócios mais sustentáveis, investir em pesquisa que, realmente, traga impacto para a sociedade, que gere impacto acadêmico e tecnológico”, elogia Breda.

 

Fonte: Acadêmica Agência de Comunicação

 
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