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"Não podemos concordar com a crise na ciência e na tecnologia que vemos nesse País"

Qui, 17 de Maio de 2018 11:21

Em seu discurso na abertura da Reunião Regional em Rio Verde, nesta terça-feira, 15 de maio, o presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira, destacou a necessidade do envolvimento dos jovens e a importância de discutir as políticas públicas de ciência e tecnologia nas questões estratégicas do País

 

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) abriu oficialmente nesta terça-feira, 15 de maio, a Reunião Regional de Rio Verde, realizada no campus do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), e em seu discurso de abertura, Ildeu de Castro Moreira, presidente da SBPC, agradeceu a todos os organizadores e patrocinadores do evento e afirmou que as atividades realizadas no Instituto têm reconhecida qualidade em pesquisa e ensino em todos os níveis. Destacou, ainda, a importância de discutir neste evento, e em outros organizados pela SBPC e por outras instituições, as políticas públicas de ciência e tecnologia nas questões estratégicas do País.

 

“O IF Goiano é um exemplo para o País de como se constrói um instituto de qualidade e é uma expressão clara da vitalidade da ciência e da educação brasileira”, declarou. “Rio Verde, com sua alta produção agrícola, é um município que tem mostrado que a ciência e a tecnologia fazem a diferença nas atividades produtivas. E é fundamental que discutamos aqui a necessidade e os rumos para o desenvolvimento sustentável”, declarou.

 

Numa mesa composta por diversas autoridades da Ciência & Tecnologia brasileira, Moreira falou a uma plateia de aproximadamente 400 pessoas, entre estudantes, autoridades, professores e pesquisadores locais.

 

Este evento, disse ele, serve para refletirmos sobre a importância e o significado das instituições de ensino e pesquisa no esforço de transformar o País. “A gente pode mudar o país se nossos jovens se envolverem com a ciência, se tivermos políticas públicas adequadas, se os produtores rurais e, de forma mais geral, o empresariado brasileiro, perceberem a importância de investir em pesquisa para desenvolver o potencial imenso desse país. Por isto a necessidade de discutimos em conjunto como fazer um Brasil melhor”, opinou.

 

Moreira ressaltou a necessidade de pensar também no desenvolvimento sustentável e na redução das desigualdades sociais no País, que é um problema muito grave: “Temos que pensar como solucionar esses problemas utilizando a ciência como instrumento de transformação”.

 

Ele destacou o trabalho intenso da SBPC Congresso Nacional, em parceria com outras entidades científicas, na luta pela ciência brasileira, para que os governantes e os parlamentares vejam a ciência como uma área estratégica, principalmente nos momentos de crise econômica. “Não podemos concordar com os cortes drásticos nos recursos para ciência e tecnologia que vemos nesse país”, argumentou.

 

Neste ano de eleições, a SBPC está com um projeto de realizar por todo o Brasil Seminários Temáticos para discutir com profissionais de diversas áreas as principais propostas para políticas de ciência e tecnologia a serem levadas aos candidatos do Executivo, tanto do nível federal quanto do estadual, bem como do Legislativo. Moreira conclamou os participantes do evento a se envolverem com este projeto, para fazer com que, de fato, a ciência e educação sejam elementos centrais para o desenvolvimento do País. “Queremos a participação dos jovens e dos professores e pesquisadores nessas atividades, pois são eles que podem fazer a diferença. Precisamos acender os sentimentos de ânimo e de união para podermos lutar coletivamente.”

 

Novas ideias

 

O presidente da SBPC comemorou o envolvimento da comunidade com o evento, que já conta com quase duas mil pessoas inscritas nas atividades programadas – palestras, mesas redondas, oficinas, exposição de ciência e tecnologia para estudantes, professores, adultos e crianças. “Isto é um sucesso e reflete o empenho do Instituto Federal para garantir a participação intensa dos jovens nas atividades”, disse.

 

Segundo Moreira, a participação dos jovens é fundamental para o avanço da ciência e de outras áreas no País, contribuindo com ideias novas e com ações. “Nós precisamos de ideias. É fundamental que os jovens participem mais, critiquem mais a nossa geração, proponham mais. Porque a palavra inovação depende de ideias novas.”

 

Ele deu como exemplo a ideia sobre a criação de um instituto de pesquisa sobre o Cerrado. “O País tem que pensar no seu conjunto. Esta é uma região que enfrenta muitos desafios, de degradação ambiental, de problemas sociais. E todas essas questões perpassam a ciência. Temos desafios no País e essa Reunião Regional tem como objetivo discutir os desafios do Cerrado. De como a ciência e a inovação podem colaborar para o crescimento econômico, o desenvolvimento sustentável e a sociedade. Queremos novas proposições, novas ideias, para fazer uma Reunião Regional mais participativa. Afinal, nós temos institutos nacionais que pesquisam os biomas brasileiros – o Inpa, que pesquisa a Amazônia, o Insa, que pesquisa o semiárido, o Inma, que pesquisa a Mata Atlântica, – por que não temos o Instituto Nacional do Cerrado?”, questionou, propondo encaminhar as questões que surgirem no evento aos órgãos competentes e seus representantes.

 

Moreira ressaltou que recentemente, em fevereiro, o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação teve sua regulamentação publicada e agora essa lei está pronta para ser implementada em todo o Brasil, reduzindo a burocracia e flexibilizando o fazer ciência e tecnologia. A lei deve facilitar a relação das instituições de pesquisa com o sistema produtivo, incentivando a inovação no País.

 

“Mas esse Marco Legal precisa ser adotado pelas instituições, pelos governos locais e pelas empresas. E deve ser avaliado o seu funcionamento para ser aprimorado”, salientou, e acrescentou: “Se queremos ter um país desenvolvido, precisamos pensar também em projetos mobilizadores para a nação. Vamos participar intensamente desse evento. Tragam suas ideias! São essas ideias que trarão mudanças”, concluiu.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 16/05/2018

 
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