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Empresas de armazenagem preveem bons negócios na Agrishow

Qui, 03 de Maio de 2018 11:33

Com altas produções e produtividades de grãos na lavoura brasileira, o gargalo do setor ainda é armazenagem. As empresas produtoras de silos trabalham para conscientizar os produtores a investir em armazenagens próprias, ou mesmo em condomínios (ou consórcios), mas avisam que financiamentos e planejamento são essenciais, já que a capacidade de implantar novos projetos não chega a 10%/ano do total do déficit da produção de grãos/ano. Na 25ª Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, essas empresas demonstram otimismo após os primeiros dias de negociações.

 

“A expectativa do agronegócio para 2018 é bem positiva e esperamos crescer de 20% a 25% em visitantes e propostas de negócios”, afirma o diretor comercial da GSI, José Luiz Viscardi, de Marau (RS). Segundo ele, a capacidade das indústrias do setor para diminuir o gargalo de armazenagem é menor que a produção de grãos. O déficit de estocagem é de cerca de 80 milhões de ton/ano (a produção de grãos em 2017 chegou a quase 240 mi/t, ou seja, quatro vezes mais que o déficit). “Em anos bons, as empresas produzem silos para cerca de 8 milhões de toneladas”, emenda Viscardi, citando que foram 6 mi/ton em 2017 e não chegou a 5 mi/ton em 2016. Ele menciona que produtores do Paraná já fazem consórcios para investir em armazenagem, dividindo os custos entre eles.

 

O superintendente comercial da Kepler Weber, João Tadeu Vino, informa que a meta é prospectar e captar novos clientes, salientando que o trabalho de pré-venda para fechamento na feira surtiu efeito. A empresa trabalha há três anos com o conceito de projetos de armazenagem inteligente, desenvolvido para garantir melhores resultados, com soluções focadas na preservação da qualidade dos grãos, economia nos custos de operação e segurança nos processos de armazenagem. “Tendo a visão completa do sistema, o produtor pode ter retorno do investimento com mais rapidez”, resume. Sobre o conceito de união de produtores para investir em armazenagem, ele usa o termo condomínio. “Dos condomínios existentes do Paraná, 80% foram fornecidos pela nossa empresa; é outro jeito de investir nessa área”, explica Vino, que acrescenta: “Outra solução é ter um plano com o governo para zerar o déficit de estocagem, com financiamento e planejamento”.

 

A gerente executiva Andrea Hollmann, da CASP, de Amparo (SP), destaca que a empresa tem expectativa de aumento de vendas de 10% em relação ao ano passado, após trabalho pré-feira. “A Agrishow é nossa principal feira e estamos consolidando a marca e recebendo nossos clientes”, destaca Andrea, que é coordenadora do grupo de trabalho de armazenagem da Abimaq, que envolve as empresas do setor, promovendo reuniões a cada dois meses para discutir o tema. No primeiro dia da Agrishow já ocorreu uma reunião. “O produtor está preocupado, pois perde dinheiro sem armazenagem”, emenda ela. “Estamos conscientizando o produtor rural, que só existem vantagens em armazenagem, e isso já melhorou bastante, pois antes a cultura era apenas em comprar mais terras”, enfatiza Andrea.

 

A empresa Silomax, de Rolândia (PR), trabalha forte no segmento de armazenagem e classificação de sementes, principalmente com soja, para que o produtor tenha boas sementes no plantio. Com seus clientes, a indústria também produz silos de armazenagem da produção, e aposta em bons negócios durante a Agrishow. “Nosso objetivo na feira não é fechamento, mas de abertura de novos negócios”, diz o representante comercial Washington Luiz Silva, satisfeito com os primeiros resultados no evento.

 

A Agrishow 2018 teve início no dia 30 de abril e se encerra na sexta-feira, dia 4 de maio. A feira é uma iniciativa das principais entidades do segmento no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB – Sociedade Rural Brasileira. O evento é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.

 

Otimismo no mercado de máquinas e ferramentas da Agrishow

 

A 25ª Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação que se encerra no dia 4 de maio está apresentando as principais novidades do mercado de máquinas e ferramentas para o agronegócio. Alguns expositores desses segmentos comemoram a participação já nos três primeiros dias de evento.

 

A Bristol, de São Jerônimo, no Rio Grande do Sul, comercializou na Agrishow 2017 R$ 130 mil em equipamentos. “Neste ano, já vendemos R$ 90 mil. Por isso, temos a certeza de que podemos atingir nossa meta, que é de R$ 250 mil”, explica Guilherme Silveira, diretor executivo. A empresa trouxe como inovação uma perfuratriz para tratores destinada a linhas de transmissão.

 

A Husqvarna veio com uma novidade, um robô cortador de grama a bateria, que conta com três versões, pequeno, médio e grande e pode cobrir uma área de até 3.200 metros quadrados voltando a base fixa para recarregar automaticamente. O gerente de vendas regional da companhia, Pedro Quevedo, revela que a empresa espera superar os números do ano passado, quando venderam R$ 900 mil em equipamentos. “Nossa meta é alcançar nesta edição R$1,2 milhão”, acrescenta.

 

No caso da Stihl, a empresa espera um aumento de 10% no volume de vendas neste ano na feira. A empresa apresenta na Agrishow sua linha a elétrica doméstica para jardinagem, sendo que cada equipamento pesa em média 2,3kg e não é preciso retirar a bateria para recarregar.

 

Por fim, a Tramontina trouxe ferramentas fabricadas em Garibaldi Rio Grande do Sul e uma novidade a Caixa Pickup Box com capacidade para 260 ferramentas, que é colocada em veículos para a manutenção de máquinas no campo, o representante da empresa explicou que a participação deste ano na Agrishow é institucional, para estreitar as relações com os representantes e o consumidor final.

 

Abimaq defende modernização da economia brasileira em palestra na Agrishow

 

“Precisamos de uma política industrial que contribua para modernização da indústria brasileira e assim aumentar a produtividade da economia do País. O Brasil necessita do aumento do consumo de bens de capital, de máquinas. Sabemos que o aumento da produtividade vem das máquinas”, assim José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas iniciou sua palestra ontem durante a realização da Agrishow.

 

Segundo Velloso, o Brasil precisa de financiamentos competitivos que sejam compatíveis com o retorno das empresas. É necessária uma reforma monetária que permita a substituição da taxa Selic por uma taxa de juros de curto prazo fixada com valor próximo ou pouco acima da inflação projetada, acrescida do risco País. “Essa taxa – argumentou – deve remunerar os depósitos voluntários e compulsórios dos bancos. Precisamos ainda de uma taxa de longo prazo sendo definida pelo mercado. Continuou sugerindo que os resquícios de indexação de preços e contratos fossem eliminados”.

 

Para ele, o País precisa de investimentos. “O investimento de hoje é o crescimento de amanhã. Precisamos de programas de extensão tecnológica, investimento na engenharia brasileira e inserção do Brasil nas cadeias globais. Precisamos reindustrializar o País e precisamos de políticas que priorizem a competitividade e o aumento da participação da indústria de transformação no PIB. O país precisa de uma abertura comercial. NO entanto, esta abertura não pode ser feita de forma ingênua. Para podermos nos inserir nas cadeias globais, antes, necessitamos eliminar os efeitos do ‘Custo Brasil’ na nossa competitividade”, conclui.

 

Na sequência, Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da ABIMAQ falou das mesmas necessidades na área agrícola, enfatizando a necessidade de financiamentos compatíveis com o retorno das empresas.

 

Mais informações:

 

AGRISHOW 2018 – 25ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

 

Data: 30 de abril a 4 de maio de 2018

 

Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)

 

Horário: das 8h às 18h
www.agrishow.com.br

 

Fonte: São Carlos em Rede

 
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