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Sinergia entre institutos do MCTIC traz avanços para a ciência, diz diretor do Inma

Seg, 23 de Abril de 2018 08:26

A ciência brasileira pode se beneficiar da sinergia entre as 16 unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A avaliação é do diretor do Instituto Nacional da Mata Atlântica (Inma), Sérgio Lucena Mendes. À frente da instituição desde novembro de 2017, ele firmou uma parceria com o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) para preservar e divulgar o acervo histórico do Inma.

 

“Essa experiência com o Mast, na verdade, chama atenção para algo muito importante: cada unidade de pesquisa do MCTIC atua num campo diferente, às vezes até bem distintos, mas são institutos de excelência, todos de grande qualificação técnico-científica nas suas áreas”, diz. “Como nós vivemos em um mundo de bastante interdisciplinaridade, essa interação acaba sendo fundamental. Eu tenho conversado com outros diretores, e tem ficado evidente essa necessidade de aproximação entre os institutos, porque um complementa o outro.”

 

O Inma aproveita a expertise do Mast para resgatar a memória científica do antigo Museu de Biologia Professor Mello Leitão, fundado em 1949, e estudar o papel do naturalista Augusto Ruschi como produtor e difusor das ciências biológicas no Brasil. “Existe uma história muito rica por trás, anterior à criação do Inma, em 2014, de um ecologista de grande destaque nacional e internacional nessa questão da conservação da natureza, especialmente na Mata Atlântica”, explica Lucena. “Esse trabalho conjunto é basicamente a preservação, a organização e o estudo do acervo documental formado por Ruschi, durante o período de atividade profissional dele.”

 

Segundo o diretor do Inma, o objetivo final do acordo de cooperação técnica é realizar uma exposição pública sobre a vida e a obra do naturalista, nascido em 1915 e morto em 1986. “Para chegar a esse ponto, nós precisamos dessa parceria com o Mast, para que o material seja adequadamente tratado”, afirma Lucena, que visitou a instituição em abril para conhecer o trabalho de preservação da história da ciência brasileira. “Esse trabalho de levantamento do patrimônio dará andamento ao nosso projeto de cuidado e organização da memória, com base nos acervos arquivístico, bibliográfico e museológico, além da ajuda nas questões da educação e divulgação científica.”

 

Lucena negocia, ainda, um acordo com o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), Victor Mammana. “Eles estão desenvolvendo um sistema para detecção e controle de Aedes aegypti, usando laser para identificação de espécies de insetos por sinais ópticos. É uma tecnologia avançadíssima. Mas, por outro lado, nós temos a parte do conhecimento biológico, que não é da natureza do CTI. Então, o diretor do CTI, Victor Mammana, nos procurou para conversar sobre isso e pensar numa possível parceria. Eu acho que é um momento muito propício para os institutos do MCTIC se aproximarem, fazendo essas ações em que um complementa a área de atuação do outro.”

 

Prioridades

 

Atualmente, o Inma desenvolve a Rede de Compartilhamento de Dados e Divulgação da Mata Atlântica no Estado do Espírito Santo. “A nossa proposta é integrar informação do bioma em todo o país, algo estratégico, porque eu acho que, por ser um instituto novo, ainda pequeno, ele tem que buscar o seu nicho de atuação”, aponta. “Temos muita informação dispersa sobre a Mata Atlântica brasileira, produzida para artigos científicos e revistas especializadas, mas nem sempre esse conteúdo está ao alcance do público tomador de decisão.”

 

Na expectativa do diretor do Inma, o primeiro passo para essa nacionalização seria a montagem da rede institucional em âmbito estadual. A partir da experiência adquirida localmente, a iniciativa poderia se incorporar ao Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), plataforma online do MCTIC, com suporte técnico do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e apoio financeiro do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

 

A divulgação científica é outra prioridade de Lucena para o Inma. “Levar a ciência ao cidadão comum é essencial, sobretudo nos dias de hoje”, avalia. “Temos projetos de ciência cidadã, ou seja, iniciativas que envolvem o cidadão comum no processo científico, na coleta e análise de dados, com um caráter educativo muito grande. Isso é uma coisa boa de ser feita nessa área nossa de biologia, a exemplo do trabalho que já realizamos com jovens da região serrana do Espírito Santo, em que eles são capacitados por botânicos do instituto a ir a campo, coletar plantas, processá-las, organizá-las e guardá-las. Assim, essas pessoas geram conhecimento científico. Queremos investir nesse segmento porque nós recebemos muitas visitas de escolas públicas.”

 

Sentinelas

 

Professor licenciado da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Lucena recebeu em março o prêmio Faz Diferença, do jornal O Globo e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), na categoria Ciência e Saúde, em reconhecimento ao projeto Sentinelas da Mata, que mapeou a rota do vírus da febre amarela e monitorou mortes de primatas.

 

“Começamos o Sentinelas da Mata antes de vir para o Inma, mas o instituto já aparecia como parceiro, porque sua sede está numa região estratégica para a nossa atuação na Mata Atlântica”, lembra. “A articulação surgiu diante de uma emergência, aquela morte extremamente impactante de milhares de macacos. Coletamos animais, fizemos estudos de DNA para a febre amarela silvestre e começamos um trabalho inédito no Brasil, para entender melhor a ecologia da doença, porque ela tinha ficado como uma coisa do passado, do início do século 21, e depois restrita aos rincões da Amazônia. E de repente ela chega aqui, no Sudeste brasileiro, com a força que chegou. Então, esse projeto agora contribui para se conhecer melhor esse ciclo e para se tomar futuramente medidas preventivas tanto no campo da saúde como na proteção da nossa fauna ameaçada, porque esse vírus está dizimando muitas espécies.”

 

Fonte: Portal MCTIC

 
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