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Professor da USP coordenará rede mundial de institutos de estudos avançados

Seg, 02 de Abril de 2018 11:00

Guilherme Ary Plonski, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), foi eleito coordenador da University-Based Institutes for Advanced Study (UBIAS), rede que congrega 44 institutos de estudos avançados dos cinco continentes.

 

A eleição ocorreu durante o quinto encontro de diretores dos institutos da rede (UBIAS Directors’ Meeting), realizado de 19 a 23 de março no IEA-USP. Plonski substituirá Morten Kyndrup, diretor do Aarhus Institute of Advanced Studies, da Dinamarca, que coordenou a UBIAS nos últimos dois anos e presidiu o quinto encontro de diretores.

 

A escolha de Plonski fará do IEA-USP uma espécie de sede informal da UBIAS durante os dois anos da gestão. A intenção do novo coordenador é reforçar duas diretrizes: a interdisciplinaridade, não apenas como eixo de atuação da própria rede UBIAS, mas também como recomendação para as universidades que sediam os respectivos institutos; e o diálogo com a sociedade envolvente.

 

Esse binômio já vinha norteando fortemente as atividades do IEA-USP, como se verificou no dia 27 de março, no evento de posse de Eliana Sousa Silva como titular da Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.

 

Silva é fundadora e diretora da Associação Redes de Desenvolvimento da Maré, que busca oferecer aos jovens do complexo de favelas do Rio de Janeiro a oportunidade de acesso à universidade e desenvolve mais de 20 projetos de arte, cultura e educação. Em uma solenidade na qual homenageou a memória de Marielle Franco, da qual era amiga e colaboradora, ela assumiu a cátedra resultante de parceria entre o IEA-USP e o Itaú Cultural.

 

“Não se trata de uma via de mão única, de levar para a sociedade maior o conhecimento que produzimos na universidade, mas de estabelecer um diálogo mais horizontal e mais simétrico entre os saberes acadêmicos e os saberes das comunidades”, disse Plonski à Agência FAPESP.

 

“Em termos de resiliência, de sobrevivência em condições difíceis, a universidade tem muito a aprender com as comunidades das periferias. E este é apenas um exemplo. Há muitos outros”, disse.

 

Como explicou o novo coordenador, a palavra “avançados” nos nomes desses institutos tem várias nuanças. Uma é a de se voltar para temas de fronteira do conhecimento e até para temas totalmente novos, ainda não cobertos pelas instituições mais tradicionais de ensino e pesquisa das universidades. Outra é a interdisciplinaridade, da interação muito ágil e intensa entre especialistas de diferentes áreas do conhecimento. Outra ainda, a abertura rumo à sociedade maior.

 

José Goldemberg, presidente da FAPESP e reitor da USP quando o IEA-USP foi criado, em 1986, lembrou em fala durante o UBIAS Directors’ Meeting que o principal objetivo que norteou a formação do instituto foi exatamente estimular a interdisciplinaridade na universidade, como contraponto à tendência de as diferentes unidades de ensino e pesquisa se fecharem em suas respectivas áreas de conhecimento e desenvolverem atividades cada vez mais especializadas.

 

Temas de grande importância e atualidade, como “cidades” ou “energia”, por exemplo, pedem a confluência de vários olhares para serem minimamente tratados. E são eixos articuladores da colaboração de especialistas de diferentes áreas.

 

“O mundo tornou-se extremamente complexo. Não só devido à qualidade do conhecimento produzido, mas também à quantidade de informação disponível. Informação deixou de ser o fator limitante. O grande desafio é a interpretação”, disse Paulo Saldiva, diretor do IEA-USP, à Agência FAPESP.

 

“Neste contexto de complexidade, a ciência apenas já não é suficiente. Também são necessários princípios para fazer as escolhas adequadas. A antiga ideia de uma ciência natural desprovida de princípios não se sustenta mais. Solo, água, ar são commons ou commodities? São bens comuns, que deveriam ser compartilhados, ou bens que podem ser apropriados privadamente? Existem conflitos em relação a isso. E o cientista não pode tocar sua pesquisa como se esses conflitos não existissem. Penso, por exemplo, que conhecimento médico e saúde deveriam ser entendidos como commons e não como commodities. Esta é minha opinião como cidadão e médico. Outros talvez pensem de forma diferente. Os institutos de estudos avançados são fóruns nos quais é possível discutir o mesmo tema sob diferentes perspectivas”, prosseguiu Saldiva.

 

Em um mundo cada vez mais integrado, a integração dos próprios institutos de estudos avançados é uma necessidade óbvia. E, segundo Plonski, a função principal da rede UBIAS é promover essa integração, mediante o intercâmbio de pessoas e ideias entre os institutos-membros. E também por meio de iniciativas comuns.

 

A cada ano, a UBIAS elege um tema integrador para ser um eixo de ações. O deste ano é “Envelhecimento: vida, cultura, civilizações”, enfocado de forma interdisciplinar – portanto, não apenas sob a ótica da biologia e da medicina, mas também dos pontos de vista antropológico, filosófico, artístico e tantos outros.

 

O quinto encontro de diretores da rede UBIAS foi o primeiro realizado nas Américas. Os quatro anteriores ocorreram na Alemanha, Israel, Taiwan e Reino Unido. A UBIAS foi criada em 2010, no primeiro encontro, realizado no Instituto Freiburg de Estudos Avançados, da Universidade de Freiburg, Alemanha.

 

Fonte: Portal Agência FAPESP

 
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