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CNI reúne universidades para debater modernização do ensino de engenharia no Brasil

Qui, 15 de Março de 2018 10:24

A Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) incluiu o tema como uma das prioridades de sua agenda. Entre as inovações apresentadas estão a criação de ambientes educacionais integrados com escolas de negócio e intercâmbio com escolas do exterior

 

O seminário Experiências Inovadoras nos Cursos de Engenharia, promovido na sexta-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), colocou lado a lado representantes de 16 universidades para tratar do fortalecimento e modernização das engenharias no País. Seis instituições de ensino apresentaram as inovações que têm levado aos currículos e trocaram experiências para aprimorar os cursos e adequá-los às novas demandas da indústria.

 

A diretora de Inovação da CNI e superintendente Nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Gianna Sagazio, observou que um dos grandes projetos da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) é modernizar o ensino de engenharia no Brasil, por meio de recomendações e integração do setor produtivo com universidades. “Esse assunto é muito importante. Há uma emergência na reformulação desses cursos para que possamos formar engenheiros com habilidades que os tornem mais preparados para inovar”, afirmou Gianna, na abertura do encontro, realizado na sede do Insper, em São Paulo.

 

Especialista no tema, o professor sueco Svante Gunnarsson, da Universidade de Linköping, falou sobre o modelo de sucesso da Suécia, onde, segundo ele, o governo vem estimulando a integração entre as universidades e a sociedade. De acordo com Gunnarsson, a partir deste ano uma parte do financiamento para pesquisa do governo baseia-se no quão bem a universidade realiza a cooperação. “Existem sistemas de financiamento em que a cooperação entre universidades e indústria é uma parte integrada”, detalhou.

 

Ele falou também sobre a chamada metodologia CDIO (Conceive-Design-Implement-Operate, na sigla em inglês), que é uma maneira estruturada de especificar competências e habilidades desejadas de um engenheiro, com forte viés na formação baseada em atividades práticas. Entre algumas atribuições indispensáveis estão o conhecimento multidisciplinar, raciocínio, além de habilidades interpessoais como trabalho em equipe e comunicação.

 

Gunnarsson resumiu o que todo engenheiro graduado deve ser capaz de fazer: “Conceber, desenvolver, implementar e operar produtos, processos e sistemas complexos de engenharia de valor agregado em um ambiente moderno baseado em equipe”, enfatizou.

 

Integração

 

O diretor da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), Octavio Mattasoglio Neto, ressaltou a importância da iniciativa da MEI de aproximar a academia do setor produtivo. “O trabalho que a CNI e a MEI têm feito é muito legal, de aproximar a indústria das universidades. A Abenge tem muito a trabalhar junto com as empresas e melhorar as engenharias no Brasil”, disse. “Não adianta fazer uma reforma nas diretrizes se não há um movimento de reformulação”, acrescentou Mattasoglio.

 

Diretores, coordenadores e reitores das seguintes instituições apresentaram as experiências inovadoras em seus respectivos cursos de engenharia: Insper, Fundação Educacional Inaciana (FEI), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Universidade de São Paulo (USP), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e Senai Cimatec, da Bahia. “A maior inovação que fizemos no Cimatec foi a chamada Iniciação Profissional. Ficamos um trimestre sem aula, para que os alunos possam desenvolver a prática profissional em imersões com troca de experiências em outros estados e países, alternando com as disciplinas regulares”, detalhou Leone Andrade, diretor de Inovação e Tecnologia do Senai Cimatec.

 

Inovações

 

Entre as inovações apresentadas pelas diferentes instituições para aprimorar os cursos estão a criação de ambientes educacionais integrados com escolas de negócio, divisão idêntica de tempo entre aulas em laboratórios e em sala de aula, compartilhamento de aulas entre as diferentes engenharias, intercâmbio com escolas do exterior, maior aproximação com empresas a fim de incorporar as tendências de mercado aos planos de ensino e integração com incubadoras.

 

Ao longo de 2018, a CNI realizará novas rodadas de encontros com instituições de ensino. A gerente de Planejamento de Engenharia da Embraer, Priscila Kobo, ressaltou a importância da integração entre empresas e academia. “A estratégia de parcerias e trabalho conjunto com as instituições de ensino é muito importante para que a gente consiga sucesso nos projetos”, afirmou.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 14/03/2018, com informações Agência de Notícias do CNI

 
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