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Ciência canadense ganha bilhões em novo orçamento

Sex, 02 de Março de 2018 09:24

Os pesquisadores estão satisfeitos com o financiamento irrestrito para os conselhos de fomento à pesquisa, conta reportagem da Nature

 

O governo do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, divulgou seu orçamento de 2018 em 27 de fevereiro e os cientistas não poderiam estar mais felizes. Ele inclui quase 4 bilhões milhões de dólares canadenses (US$ 3,1 bilhões) em novos financiamentos para a ciência nos próximos cinco anos, uma parcela significativa será destinada aos três conselhos de concessão de bolsas do país. Isso contrasta com os CanS$ 1 bilhão em novos financiamentos científicos contidos no orçamento do ano passado – quase nenhum deles foi para pesquisa básica.

 

Este último orçamento é “o maior investimento para pesquisa na história do Canadá”, disse o ministro das Finanças, Bill Morneau, em declaração aos legisladores em 27 de fevereiro.

 

O Conselho de Pesquisa em Ciências Naturais e Engenharia e os Institutos Canadenses de Pesquisa em Saúde receberão cada um Can$ 354,7 milhões, enquanto o Conselho de Pesquisa em Ciências Sociais e Ciências Humanas receberá Can$ 215,5 milhões. Todos os três conselhos compartilharão outros Can$ 275 milhões para apoiar pesquisas que sejam “internacionais, interdisciplinares, rápidas e de maior risco”. Grande parte desse dinheiro será reservado para pesquisadores em início de carreira, que receberam apenas dezenas de milhões em verbas novas nos últimos anos.

 

Os cientistas estavam pressionando fortemente o governo de centro-esquerda liberal de Trudeau para um impulso irrestrito aos orçamentos dos conselhos, em oposição ao financiamento destinado a projetos específicos de pesquisa, que foi uma marca registrada dos anos anteriores.

 

O movimento segue as recomendações da Fundamental Science Review do ano passado, um relatório feito por um painel de especialistas liderado pelo ex-presidente da Universidade de Toronto, David Naylor. Ele disse estar “aliviado e satisfeito” com essa “recalibração histórica” no financiamento científico. “Eles parecem ter lido o relatório mais cuidadosamente do que a maioria dos governos”, diz.

 

No caminho certo

 

O orçamento não fornece o enorme impulso de mais de Can$1 bilhão por ano para os conselhos de concessão de bolsas que o relatório de Naylor recomendou. Mas estabelece a trajetória certa e mostra que o governo ouviu cientistas e tomou a crítica de Naylor a sério, diz Jim Woodgett, diretor de pesquisa do Instituto de Pesquisa Lunenfeld-Tanenbaum, da Universidade de Toronto. “É pouco menos que o recomendado, mas não impede que incrementos sejam feitas no curso do tempo”, diz ele. “Os cientistas devem dormir bem esta noite no Canadá”.

 

Outros ficaram igualmente satisfeitos com o resultado. “O governo foi mais longe para atender às recomendações do relatório Naylor do que qualquer um esperava”, diz Alan Bernstein, diretor executivo do Canadian Institute for Advanced Research em Toronto.

 

O orçamento inclui Can$ 763 milhões para a Fundação Canadense para a Inovação (CFI, na sigla em inglês), que financia pesquisa em infraestrutura. O governo também prometeu tornar este financiamento permanente – de acordo com o Fundamental Science Review – com um orçamento anual de Can$ 462 milhões até 2023. Até agora, o CFI foi financiado apenas em blocos ad hoc em períodos de poucos anos.

 

Os pesquisadores em início de carreira obtiveram um impulso, sob a forma de um extra de Can$ 210 milhões ao longo de cinco anos para o programa Canada Research Chairs. O programa apoia cientistas em universidades de todo o país e o dinheiro é reservado para jovens pesquisadores.

 

Na verdade, o tema corrente do orçamento de 2018 parecia estar focado em pesquisadores em início de carreira, diz Tina Gruosso, vice-presidente de comunicações da Science & Policy Exchange, um grupo de campanha com sede em Montreal, dirigido por estudantes de pós-graduação e pós-doutorado. “Ficamos muito felizes em ver passos significativos na direção certa”.

 

O orçamento ainda inclui financiamento para algumas organizações de pesquisa independentes: o Instituto de Computação Quântica, por exemplo, receberá Can$ 15 milhões em três anos. Mas também afirma que o governo considerará uma abordagem de revisão por pares para determinar como alocar esse financiamento no futuro – outra recomendação do relatório de Naylor. “É claudicante, mas realmente importante”, diz Katie Gibbs, diretora executiva do grupo de campanha científica Evidence for Democracy, em Ottawa. “Isso vai mudar a forma como os fundos são distribuídos no futuro”.

 

Ouvindo a comunidade

 

Mas os cientistas não obtiveram tudo o que eles queriam. Não houve menção à renovação do financiamento para o programa de Mudanças Climáticas e Pesquisa Atmosférica, que está previsto para ser concluído no final deste ano. Sem influxo de dinheiro, várias estações de pesquisa do programa no Alto Ártico terão que ser desligadas. Apenas uma estação, o Polar Environment Atmospheric Research Laboratory (PEARL), recebeu, em novembro passado, verba para continuar até 2019, quando o governo forneceu Can$ 1,6 milhão.

 

Matt Jeneroux, ministro de gabinete paralelo das ciências, do partido conservador da oposição, diz que o orçamento deixa muitas questões sem resposta. Elas incluem o futuro de projetos específicos – incluindo o PEARL – e o apoio a longo prazo, além dos próximos cinco anos, para os conselhos de fomento à pesquisa. “Há muita linguagem floreada, mas não tenho certeza do que isso significará quando for colocado em prática”, diz ele.

 

Apesar disso, Gibbs diz que este orçamento é um testemunho da campanha levada a cabo por pesquisadores canadenses ao longo do ano passado para garantir que o governo levasse a sério as recomendações da Fundamental Science Review. “Realmente mostra que o governo passou o ano passado ouvindo a comunidade”, diz ela.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 01/03/2018, com informações Nature

 
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