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Com dois acordos de cooperação, Faperj retoma investimentos em programas de C&T

Sex, 02 de Fevereiro de 2018 10:58

O presidente da Fundação, Ricardo Vieiralves de Castro, destacou a ação da comunidade científica junto ao governo. Para o presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira, é importante manter a mobilização e continuar lutando para garantir a continuidade dos recursos

 

Após dois anos agonizando em meio a crises orçamentárias e bloqueio de recursos de caixa do governo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) retoma sua capacidade de investimento com a assinatura de dois acordos de cooperação para repasse de recursos. Em sessão solene nesta quarta-feira, 31, o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e o governador Luiz Fernando Pezão firmaram um acordo que prevê o financiamento de projetos contemplados no Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), nos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e nos centros multiusuários – um montante de cerca de R$ 166 milhões.

 

Os recursos serão repassados entre 2018 e 2022 por meio de linhas de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os 19 INCTs do Rio de Janeiro deverão receber R$ 100 milhões, enquanto que aos cinco centros nacionais de equipamentos multiusuários – na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), PUC-RJ, Inmetro e no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) – serão destinados R$ 25 milhões. Já para a implementação do Pronex estão previstos R$ 24 milhões nos próximos três anos.

 

Segundo o presidente da Faperj, Ricardo Vieiralves de Castro, a assinatura dos acordos foi um ato simbólico de comprometimento por parte do governo para a retomada da fundação carioca e sua capacidade de investimento. “Isso ressuscita os nossos laboratórios que estavam morrendo, agonizando”, diz. O próximo passo, segundo ele, é estabelecer com o governo um cronograma de ajuste de passivos que remontam a 2015.

 

“Com exceção das bolsas, a Faperj deixou de pagar todos os auxílios desde 2015. Agora o pagamento das bolsas foi regularizado e não haverá mais atrasos. O ajuste dos passivos já começa nesse mês e a expectativa é que a Faperj feche o ano sem débitos”, conta o presidente da Fundação.

 

Vieiralves destaca que os acordos de cooperação são resultado de ações da comunidade científica junto ao governo que, por sua vez, teve sensibilidade para perceber que o investimento em C&T é vital para o desenvolvimento de um estado como o Rio de Janeiro. “Houve demonstração de unidade política da comunidade, que foi muito firme na cobrança do investimento e isso resultou no governo confirmando que cumprirá os dispositivos constitucionais e honrará o orçamento e a retomada da Faperj”.

 

Em seu discurso na solenidade, o governador do Rio de Janeiro, Pezão, pediu desculpas aos pesquisadores pela crise provocada pelo atraso nos pagamentos. Já o ministro Gilberto Kassab, reiterou que o investimento em pesquisa e ciência é fundamental e ressaltou que, embora a situação ainda seja “difícil”, os restos a pagar do Ministério foram pagos.

 

O presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira, que também esteve presente à cerimônia, ressalta que o importante agora é que toda a comunidade científica continue mobilizada pela continuidade dos recursos e para que todas as pendências anteriores sejam pagas.

 

“A SBPC e todas as entidades científicas presentes estão esperançosas, mas não com uma atitude de esperar que as coisas aconteçam por si mesmas. Vamos continuar lutando para que, de fato, a Faperj tenha recursos para apoiar os programas existentes e apoiar novas iniciativas. Temos esperança, mas estamos alerta”, declarou.

 

Resiliência

 

Durante a solenidade, também foram entregues termos de outorgas relativos aos editais Cientistas do Nosso Estado (CNE), Jovens Cientistas do Nosso Estado (JCNE) e de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). Foram contemplados 531 pesquisadores: 348 do CNE, 164 do JCNE e 19 dos INCTs. Os editais financiam bolsas por até 36 meses.

 

A professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Elizabeth Macedo, representou os pesquisadores do programa Cientista do Nosso Estado e, em seu discurso, lembrou a resiliência dos pesquisadores cariocas diante desses anos críticos. “Vimos sobrevivendo, e sobrevivemos a 2017 – e, no Rio de Janeiro, sabemos o que isso quer dizer -, contando com a engenhosidade e, por que não, com a teimosia de nossos pesquisadores. Em todas as Universidades do Estado alguém terá uma história de superação a contar”.

 

A retomada da Faperj, segundo ela, reacende a esperança desses pesquisadores. Mas, conforme destacou, toda a comunidade científica do País continua preocupada com a redução do financiamento para CT&I no País. A pesar de ser um dia de festejar, disse ela, é importante não esquecer que o orçamento federal para a área em 2018 teve um corte de 19% em relação a 2017.

 

“Esse corte vai nos cobrar, em futuro breve, um preço muito alto em termos econômicos mas, principalmente no que tange às vidas humanas e às condições em que essas podem existir. Temos responsabilidade e não podemos renunciar a ela, mesmo em dia de festa”, afirmou.

 

Confira aqui o discurso na íntegra da professora Elisabeth Macedo na cerimônia.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 01/02/2018

 
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