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Tecnologia nacional de 5G pode superar fronteiras, prevê diretor do Inatel

Ter, 05 de Setembro de 2017 08:56

A tecnologia desenvolvida pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) para a quinta geração de internet móvel (5G) tem potencial para superar as fronteiras da atual cobertura digital e prover acesso universal à informação. O diagnóstico é do diretor do Inatel, Marcelo Marques, que participou de seminário após a primeira transmissão da rede no Brasil, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

 

Marques destacou a união entre academia, indústria e poder público para viabilizar o projeto. "O apoio do governo federal e as competências do Inatel estão possibilitando ao nosso país ficar, pela primeira vez, em posição de contribuir científica e tecnologicamente com a criação de um padrão de comunicação móvel celular mundial", disse.

 

Localizado em Santa Rita do Sapucaí (MG), o Inatel mantém, desde 2015, o Centro de Referência em Radiocomunicações (CRR), responsável por desenvolver o transceptor, com recursos do MCTIC, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).

 

O pró-diretor de Pós-Graduação e Pesquisa do Inatel e coordenador geral do CRR, José Marcos Brito, anunciou que um consórcio liderado tecnicamente pelo instituto mineiro deve iniciar em novembro o projeto 5G-Range, aprovado pela 4ª Chamada Coordenada Brasil-União Europeia em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), realizada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização social supervisionada pelo MCTIC, em parceria com a Comissão Europeia. O objetivo é levar conexão a lugares remotos.

 

Além do Inatel, integram o consórcio multidisciplinar o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), a unidade brasileira da empresa Ericsson e as universidades de Brasília (UnB), de São Paulo (USP) e Federal do Ceará (UFC). Já pelo lado europeu, a parceria envolve a companhia espanhola Telefónica e as universidades Carlos III de Madri, na Espanha, de Oulu, na Finlândia, e Técnica de Dresden, na Alemanha.

 

Segundo Brito, o Inatel acaba de iniciar um convênio de cooperação de três anos com a Agência Nacional de Sociedade da Informação da Coreia do Sul (NIA, na sigla em inglês), a fim de desenvolver projetos conjuntos para fomentar as áreas de 5G e Internet das Coisas no Brasil.

 

Perspectivas

 

O coordenador de Pesquisa do CRR, Luciano Mendes, apresentou possíveis benefícios econômicos, educacionais e sociais da tecnologia 5G brasileira. "Hoje, uma grande parcela da população mundial é descoberta de serviços digitais. Esses números assustam. No mundo, são mais de 4 bilhões de desconectados. Eles não têm acesso apenas por falta de recursos, mas porque a tecnologia não chega até eles", apontou. "Então, a nossa ideia é fazer com que essa quinta geração de comunicação móvel, que está nascendo e sendo padronizada agora, seja também uma ferramenta para a gente levar a internet a todos os lugares possíveis. E fazer, de fato, uma inclusão digital."

 

Mendes enumerou, ainda, benefícios para a cadeia produtiva de software e hardware, que atenderia uma gama de possibilidades a surgir com as futuras redes 5G. O coordenador de Pesquisa do CRR indicou caminhos para aumentar a produtividade no campo, fortalecer o monitoramento ambiental, garantir conectividade em rodovias e gerar oportunidades de capacitação para habitantes de áreas rurais. De acordo com ele, a tecnologia precisa se integrar ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), "para que a gente possa de fato levar internet de qualidade para todo o Brasil".

 

Na visão de Mendes, o Brasil compartilha com diversos países a prioridade de prover acesso à banda larga em áreas remotas e de baixa densidade populacional. "Isso também é importante para Austrália, China, Índia, Rússia e até para nações europeias, como a Finlândia", ressaltou. "Nossos parceiros da Universidade de Oulu relatam falhas de conectividade na região norte e nas ilhas finlandesas. Esse não é um problema só nosso, portanto. O que estamos propondo aqui não é um padrão brasileiro de 5G, mas, sim, um 5G global, que incorpore as necessidades de cobertura à longa distância".

 

O pesquisador Henry Douglas, do CRR, caracterizou o transceptor utilizado na demonstração. A equipe do Inatel instalou duas antenas em cada prédio do MCTIC na Esplanada dos Ministérios, com uma Estação Rádio Base no Bloco R e uma unidade móvel de acesso à internet no Bloco E, de onde o ministro Gilberto Kassab participou de videoconferência com os secretários de Política de Informática, Maximiliano Martinhão, e de Radiodifusão, Vanda Nogueira.

 

Douglas lembrou que uma versão do transceptor venceu, em junho, o desafio internacional eWine (Elastic Wireless Networking Experimentation), com fase final em Oulu, na Finlândia, durante a Conferência Europeia sobre Redes e Comunicações (EuCNC). O projeto do Inatel superou sete concorrentes de diversos países da Europa na competição de tecnologia para 5G.

 

Resultados

 

O CCR atua em quatro áreas: pesquisa aplicada a radiocomunicações, desenvolvimento tecnológico e inovação, qualificação de recursos humanos e certificação de produtos e serviços. Seus atuais projetos prioritários devem se encerrar em dezembro de 2017 e incluem sistemas de 5G, rádio digital de longo alcance e grande capacidade, modem para comunicações por satélite nas bandas X, Ku e Ka e padrões sem fio de acesso à internet em banda larga.

 

"Temos 38 pesquisadores, sendo 11 doutores, 12 mestres e 15 engenheiros", informou coordenador geral do CRR. "Tivemos até agora a capacitação de 726 profissionais, 441 deles especificamente em redes 5G, a publicação de 175 artigos científicos e a defesa de 26 dissertações de mestrado. Esses aí são os resultados acadêmicos e de capacitação do projeto. Também tivemos quatro patentes depositadas, relacionadas a antenas e dispositivos de radiofrequência específicos para redes de 5G."

 

Criado em 1965, em Santa Rita do Sapucaí, o Inatel é um centro de ensino, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, que se tornou a primeira instituição de ensino superior de Engenharia de Telecomunicações do Brasil. Atualmente, oferece seis cursos de graduação e pós-graduação. A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) o credenciou como unidade em 2016, para elaborar projetos sob demanda do mercado.

 

Fonte: Portal MCTIC

 
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