logo

slogan

ufscar

Cadastre-se e receba as novidades sobre a Agência Inovação da UFSCar por e-mail
parceiros_top

failogopequeno

 

fortec

 

inpi

 

parceiros_bottom

Redes Sociais

face twitter youtube

Especialistas avaliam que Brasil precisa de mais pesquisadores empreendedores

Qui, 31 de Agosto de 2017 09:22

O segundo dia do Seminário Internacional de Promoção, Desenvolvimento, Apoio e Avaliação da Inovação, promovido nesta terça-feira (29) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), trouxe à mesa de discussão a experiência de pesquisadores brasileiros que fugiram da trajetória convencional: criaram tecnologias na academia, empreenderam e levaram o conhecimento do campus ao mercado.

 

"Cerca de 80% dos doutores brasileiros estão na universidade. Precisamos de mais professores empreendedores", convocou Berthier Ribeiro-Neto, que divide seu tempo entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a direção de Engenharia do Centro de Pesquisa & Desenvolvimento da Google na América Latina.

 

O engenheiro mineiro é um dos fundadores da Akwan, buscador comprado pela Google em 2005. "Enquanto acadêmicos, tínhamos uma vantagem competitiva: estávamos no limiar do conhecimento. A Google não queria nosso negócio, mas nossa equipe", contou Berthier, que hoje comanda 120 engenheiros em um dos mais importantes centro da gigante da internet fora dos Estados Unidos. "Tirar a tecnologia do campus é uma aventura complicada, mas possível", completou.

 

Nivio Ziviani conhece bem o desafio. O cientista da computação e professor da UFMG transita pelos dois universos há 20 anos. Diferentemente da maioria dos docentes brasileiros, é um empreendedor nato: está à frente de sua quarta empresa, a Kunumi. "É preciso aproximar cada vez mais esses dos ambientes. Hoje coordeno estudantes que, a partir de seus trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses, também resolvem problemas concretos do mercado", ressaltou Ziviani.

 

Para Edmundo Albuquerque de Souza e Silva, professor no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), é recompensador ver o entusiasmo dos alunos não só ao redigir papers, mas também ao ver um produto ou tecnologia criados por eles trazendo benefícios para a sociedade. "Precisamos preparar o estudante desde o início da graduação para empreender. Mentoria, suporte local da universidade e advogados são imprescindíveis no processo de construção de uma startup", destacou.

 

Burocracia

 

Se as experiências são variadas, pelo menos um obstáculo é comum a esses acadêmicos que tentam conciliar vida universitária e mercado: a burocracia. Neste sentido, o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016), sancionado no início de 2016, poderia contribuir para a aproximação entre a academia e o setor privado.

 

"A ABC e a SBPC [Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência], duas das principais entidades do setor, têm se manifestado a favor do documento há anos, mas a discussão não avança", queixou-se o presidente da ABC, Luiz Davidovich.

 

O texto ainda aguarda regulamentação. Entre outros pontos, prevê que professores em regime de dedicação integral desenvolvam pesquisas dentro de empresas e que laboratórios universitários sejam usados pela indústria para o desenvolvimento de novas tecnologias.

 

Fonte: Portal Agência ABIPTI, com informações da Finep

 
free poker
logo_rodape
Agência de Inovação da UFSCar - Rodovia Washington Luís, km 235 - Caixa Postal 147 CEP: 13565-905
São Carlos, SP - Brasil - Tel: (16) 3351.9040 - inovacao@ufscar.brmaps
mapa