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Resiliência na crise

Qui, 17 de Agosto de 2017 10:14

Apesar da conjuntura econômica adversa, Fapesp manteve ritmo de investimentos, mostra Relatório de Atividades 2016

 

A Fapesp investiu em 2016 um total de R$ 1.137.355.628 em 24.685 projetos de pesquisa. O valor foi um pouco inferior ao desembolso de 2015, de R$ 1.188.693.702 para 26.445 projetos então em andamento. Apesar da conjuntura adversa, fruto da diminuição das receitas tributárias estaduais resultante da crise econômica do país, foram contratados no ano 10.480 novos projetos – 4% mais do que em 2015 –, sendo 5.491 bolsas no Brasil, 1.162 bolsas no exterior e 3.827 auxílios à pesquisa.

 

"A Fundação foi capaz de manter seus compromissos e seu ritmo de atuação no financiamento da pesquisa, apesar dos problemas econômicos que o Brasil enfrentou em 2016", afirma o presidente da Fapesp, o físico José Goldemberg.

 

O desempenho da Fundação no ano passado compõe o Relatório de Atividades 2016 da Fapesp, que será lançado no dia 15 de agosto e está disponível em www.fapesp.br/publicacoes/relat2016.pdf, onde também estão sínteses anuais sobre as atividades da Fapesp desde 1962, ano em que começou a operar. O documento de 2016 é estampado com obras dos artistas de rua Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos como OSGEMEOS – algumas delas também ilustram esta reportagem.

 

O crescimento da cooperação com o setor empresarial é um dos destaques positivos do relatório. O programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) teve o melhor ano desde a sua criação, em 1997: foram 228 novas propostas contratadas, ou mais de quatro por semana – quase uma por dia útil –, e investimentos de R$ 55,5 milhões. Em 2015, 159 projetos foram contratados e o desembolso total do programa foi de R$ 29,9 milhões.

 

O PIPE foi a primeira iniciativa de uma agência brasileira a oferecer recursos não reembolsáveis para pequenas e médias empresas desenvolverem inovações em fases iniciais. "É um programa que tem dado uma enorme contribuição ao desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do Estado de São Paulo, estimulando a criação de empresas que prosperam e geram empregos e riqueza", avalia Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

 

A criação de Centros de Pesquisa em Engenharia em cooperação com empresas também recebeu impulso em 2016 com a implantação do Centro de Pesquisa Aplicada em Bem-Estar e Comportamento Humano, parceria da Fapesp com a Natura e as universidades de São Paulo (USP), Federal de São Paulo (Unifesp) e Mackenzie. Sediado na USP, o centro se dedica a estudos multidisciplinares sobre comportamento humano, em um investimento conjunto de R$ 40 milhões em 10 anos. A proposta é reunir conhecimento, metodologias e tecnologias em áreas como psicologia experimental e neurociência que criem indicadores de bem-estar da população brasileira e ajudem a criar produtos inovadores.

 

Andrea Álvares, vice-presidente de marketing e inovação da Natura, afirmou que o modelo está na vanguarda da inovação aberta. "Quanto maior a diversidade dos pesquisadores envolvidos, mais ricos serão os resultados", disse ela no evento de lançamento do centro.

 

A parceria com a Natura se somou a outros quatro centros criados em anos anteriores, dois deles com a farmacêutica GSK, um com a montadora Peugeot-Citroën e outro com a empresa de petróleo e gás BG. Nesse modelo, cada R$ 1 investido pela Fapesp terá mobilizado mais R$ 1 da empresa e R$ 2 da universidade ou instituto de pesquisa que sedia o centro. Juntos, esses cinco centros receberão R$ 259 milhões em investimentos.

 

Outro destaque do relatório foi o crescimento do apoio à pesquisa interdisciplinar, campo responsável por 11,5% do desembolso da Fundação em 2016, atrás das Ciências da Vida (40,5%) e das Ciências Exatas e da Terra e Engenharias (37%), e à frente das Ciências Humanas e Sociais (11%). O desempenho é superior ao de 2015, quando 10,4% do desembolso da Fundação foi para projetos interdisciplinares, e muito à frente do registrado em 2006 (7,78%) ou em 2013 (3,08%).

 

A Fapesp também manteve investimentos consistentes em modalidades de fomento que financiam projetos de pesquisa competitivos mundialmente. Os projetos temáticos, que envolvem objetivos ousados capazes de justificar um financiamento com duração de até cinco anos e com frequência reúnem pesquisadores de várias instituições, receberam R$ 256.266.138 em 2016, ante R$ 250.586.553 em 2015. O montante inclui recursos desembolsados nos projetos e em auxílios e bolsas no País e no exterior vinculados a eles. A quantidade de projetos contratados foi a maior dos últimos seis anos – chegou a 88, seis a mais do que em 2015. Havia 477 temáticos em andamento em 2016.

 

Da mesma forma, o programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes manteve seu fôlego: recebeu R$ 68,2 milhões em 2016, contando também com auxílios e bolsas vinculados, para 313 projetos em andamento, ante R$ 67,3 milhões de 2015. Cinquenta e oito desses projetos foram contratados no ano passado. O programa financia, por até quatro anos, a formação de núcleos liderados por jovens pesquisadores com nível de doutorado e alto potencial, preferencialmente em instituições ainda com pouca tradição no tema do projeto.

 

Leia na íntegra: Agência Fapesp

 

Fonte: Jornal da Ciência, 15/08/2017

 
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