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Empresas brasileiras não aproveitam potencial da economia digital, informa pesquisa

Qua, 31 de Maio de 2017 10:24

Mesmo com a massificação do uso da internet e dos computadores no mundo, apenas 57% das empresas do Brasil, contando as de pequeno, médio e grande porte, possuem um website, e somente 21% delas fazem vendas on-line. A ausência de infraestrutura adequada para expandir a banda larga, a carência na formação dos profissionais em tecnologia da informação (TI) e a falta de inovação no mercado nacional estão entre os maiores desafios para o setor produtivo brasileiro aproveitar ao máximo os avanços trazidos pela economia digital.

 

A avaliação e os dados são da pesquisa “TIC - Empresas 2015”, apresentada nesta terça-feira (30), em Brasília (DF), pelo governo federal. O estudo sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) nas empresas brasileiras coletou dados de mais de 7 mil companhias, de 11 setores de atuação do mercado. O trabalho foi realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). 

 

Segundo o analista de informações da Cetic.br e coordenador da pesquisa, Leonardo Melo Lins, 87% das companhias do país que possuem websites são consideradas de grande porte. Entretanto, os sites, em sua maioria, são simples e com poucas funcionalidades. Dessa forma, uma presença mais intensa das empresas na internet é algo que deve ser fomentado, como estímulo para ampliar os lucros do setor produtivo.

 

“Temos que discutir o que as empresas fazem on-line. Podemos ver que 99% delas mandam e-mail. Já nas atividades mais complexas e mais conectadas com o dia a dia da empresa, vemos que elas não estão usando a internet com todo seu potencial”, informou Lins, que citou como exemplo utilizá-la para consumo e produção ou para reduzir custos de transação. “Precisamos da disseminação de acesso à banda larga de qualidade para empresas, sobretudo micro e pequenas empresas, onde o acesso é mais difícil”, ressaltou.

 

Das vendas on-line, 44% foram feitas nas redes sociais pelos negócios de menor porte. “O Brasil é o maior centro de e-commerce da América Latina, e o comércio on-line rendeu na região US$ 51 bilhões em 2013. Ou seja, há espaço para as pequenas empresas nas redes sociais para atingir seus consumidores. É um mercado de alto valor e com menor custo para entrar”, avaliou.

 

Para aumentar cada vez mais o e-commerce, Lins apontou, entre as medidas, a necessidade de mais investimento na formação de profissionais de TI, necessários para digitalizar as atividades das companhias. No momento, apenas 22% das empresas desenvolvem software próprio, conforme destacou o estudo. “Na medida que o mercado for exigindo essas qualificações, vamos ter que oferecer”, ressaltou. 

 

América Latina

 

A América Latina como um todo está em uma posição semelhante ao Brasil. De acordo com Wilson Peres, oficial sênior de Assuntos Econômicos da Divisão de Produção, Produtividade e Gestão Econômica das Nações Unidas, América Latina e Caribe (Cepal), a região possui dois atrasos básicos referentes à expansão da digitalização: apenas um quinto dela tem acesso à tecnologia 4G, e somente 12% do território tem cobertura de fibra óptica.

 

“Primeiro, tem que aumentar seriamente o investimento em infraestrutura. Segundo, temos que manter o foco na transformação digital, ou seja, precisamos avançar na velocidade das iniciativas”, disse Peres. “A mensagem é clara: temos que botar o pé no acelerador muito forte, e temos que começar a ter uma visão política diferente, porque a construção de nossas políticas é feita muito como na América Latina dos anos 50 e 60”, alertou.

 

Um exemplo dado pelo especialista foi no despreparo dos países sul-americanos no uso da Gig Economy - tendência mundial na era digital, impulsionado por empresas como Uber e Amazon, onde há trabalhadores temporários e sem vínculo empregatício (freelancers, autônomos) e empresas que contratam estes trabalhadores independentes para serviços pontuais.

 

“Temos que ter uma posição muito mais sólida sobre a Gig Economy. Falam de inovação, mas a primeira vez que chegou uma inovação seria, percebida por todo mundo, que foi o Uber e o Airbnb, a resposta da maioria dos governos [da América Latina] foi de um amadorismo total. Qual foi a resposta? Como os taxistas podem parar a cidade, então tem que proibir. Tinha muitas outras atividades que poderiam parar a cidade e não aconteceu nada”, criticou.

 

Iniciativas

 

No Brasil, o governo federal está em processo de desenvolvimento da Estratégia Digital Brasileira (EDB), com o objetivo de promover o avanço da digitalização dos processos produtivos e a capacitação do país para o ambiente digital. Segundo o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Maximiliano Martinhão, o documento elenca prioridades e metas no setor para os próximos cinco anos.

 

“[A EDB] foi focada em cinco eixos temáticos dedicados a vertentes específicas: infraestrutura de redes e acesso à internet; cidadania e governo digital; segurança e confiança no uso das TICs; pesquisa, desenvolvimento e inovação em TICs; e processos produtivos digitais”, informou Martinhão.

 

Conforme a previsão do secretário, até o final do primeiro semestre deste ano o documento básico da Estratégia Digital Brasileira será submetido à consulta pública, oferecendo à população a oportunidade de participar na construção dessa estratégia. “O Brasil possui importantes desafios, e a EDB é uma peça chave para superá-los, pois terá um impacto transformador em vários setores”, garantiu.

 

De acordo com Américo Bernardes, diretor do Departamento de Inclusão Digital da Secretaria de Telecomunicações do MCTIC, além da EDB, a política voltada à expansão da banda larga no país conta com o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), lançado em maio, e a formação de profissionais de TI em vários municípios. “Estamos trabalhando com ações voltadas para a política de infraestrutura das redes, que tem como um dos eixos fundamentais a redução das desigualdades com relação ao acesso à internet”, disse.

 

Fonte: Portal Agência ABIPTI

 
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