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Construção do laboratório Sirius aguarda liberação imediata de recursos

Ter, 23 de Maio de 2017 09:58

Em meio à crise orçamentária que assola a ciência, tecnologia e inovação (CT&I), o andamento da obra civil do mega laboratório Sirius, em Campinas (SP) – projeto que deve elevar o patamar da ciência brasileira no mundo – precisa da liberação imediata de R$ 66 milhões para dar sequência a etapas da construção da infraestrutura prevista para ser inaugurada em junho de 2018. A informação é do cientista Antônio José Roque da Silva, responsável pelo projeto.

 

Roque, que é diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), esclarece que o cronograma de atividades do Sirius está em dia, mas que, para mantê-lo, será necessária a rápida liberação de novos recursos para fazer frente ao andamento da obra civil, a ser concluída ainda este ano. Segundo ele, não existe mais margem para reorganização de atividades.

 

Divididas em três frentes – obras civis, aceleradores e estações experimentais –, as áreas do Sirius precisam caminhar juntas na velocidade apropriada para que o projeto final seja bem-sucedido, acrescentou o cientista. A primeira etapa de inauguração, prevista para o próximo ano, inclui a conclusão da construção do prédio principal da Fonte de Luz Síncrotron de 4ª geração e de seus aceleradores, o que permitirá a primeira volta dos elétrons no Sirius.

 

“Em 2018 entregaremos a obra civil, os aceleradores e quatro das 13 linhas de luz. A inauguração do próximo ano é fundamental porque será o início da luz síncrotron saindo do acelerador”, reforçou. Para ele, tudo dependerá de como serão as liberações de recursos e da manutenção do cronograma estabelecido inicialmente.

 

A primeira parcela da verba deste ano deveria ter sido liberada em abril, isso não aconteceu em razão dos trâmites normais de elaboração contratual, avaliou Roque. Mesmo assim, a expectativa é de que esses valores sejam repassados nos próximos dias, uma vez que o termo aditivo anual foi assinado nos últimos dias pelas duas partes. Em 2016, esse carimbo foi concretizado em agosto; e o primeiro e único repasse aconteceu somente em dezembro, na ordem R$ 182 milhões, provenientes do bolo dos recursos repatriados.

 

Responsável pelo aporte, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que teve 44% do seu orçamento contingenciado, confirmou que não foi repassado nenhum recurso ao projeto este ano. Acrescentou, porém, que a previsão é de liberar R$ 189 milhões entre maio e junho. Além disso, mais R$ 136 milhões devem ser repassados até o fim do ano, para dar continuidade ao projeto. Os dois repasses somam os R$ 325 milhões que já constam da Lei Orçamentária Anual (R$ 325.933.705) aprovada para 2017.

 

Planejado desde 2012 e com a pedra fundamental lançada em 2014, o projeto Sirius é orçado em R$ 1,8 bilhão até 2020, quando deve estar 100% concluído. Até o ano passado, o projeto recebeu investimentos de R$ 612 milhões, o equivalente a um terço de todo o montante previsto.

 

Valores adicionais

 

Além da urgência da parcela de R$ 66 milhões, novos repasses são igualmente importantes no decorrer deste ano. No total, Roque calcula a necessidade de um orçamento de R$ 605 milhões para garantir a inauguração do Sirius em junho de 2018. Na ponta do lápis, R$ 325 milhões desse total já estão assegurados pela LOA. Já o restante de R$ 280 milhões foi solicitado como suplementação orçamentária ao MCTIC e ao Ministério do Planejamento.

 

“Os dois ministérios estão extremamente empenhados em buscar maneiras de viabilizar as necessidades do projeto para garantir o cronograma de inauguração em junho de 2018”, observa o cientista.

 

Conforme Roque, ainda “é cedo” para avaliar eventuais impactos da crise orçamentária sobre o andamento das obras. Para ele, tudo dependerá de como serão as liberações de recursos e da manutenção do cronograma estabelecido inicialmente. Já o MCTIC garantiu que o cronograma do projeto “está rigorosamente em dia e que tem empenhado todos os esforços em prol da manutenção da programação do Sirius.”

 

Benefício

 

Na prática, síncrotron são grandes microscópios pelos quais serão realizados experimentos usando técnicas como nanotomografia e tomografia que permitem, por exemplo, investigar e fazer imagens de solo para identificar os motivos da coesão do solo de Tabuleiros Costeiros, no Nordeste. Com extensão de terra igual ou maior à do Estado de São Paulo, a região tem potencial agrícola, mas o cultivo de culturas como a cana-de-açúcar possui baixa produtividade.

 

“O síncrotron é uma ferramenta para auxiliar os pesquisadores a entender o porquê dessa coesão. Esse efeito, uma vez entendido, poderá ser mitigado e será possível aumentar a produtividade consideravelmente dessas regiões”, exemplificou o cientista.

 

Fonte: Portal Agência ABIPTI, com informações do Jornal da Ciência

 
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