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Presidente da Finep participa de Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, na Escola Superior de Guerra

Qua, 17 de Maio de 2017 14:30

O presidente da Finep, Marcos Cintra, fez uma breve exposição do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) no Brasil e mostrou a importância da área para o desenvolvimento econômico do País a alunos do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE), da Escola Superior de Guerra (ESG), na Urca, na terça-feira, 16/05. A palestra integrou o módulo de Ciência e Tecnologia do CAEPE, que busca preparar civis e militares do Brasil e de Nações Amigas para o exercício de funções de direção e assessoramento de alto nível na administração pública, em especial na área de Defesa Nacional. A diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Adriana Tonini, e o coordenador geral de Acompanhamento de Programas da CAPES, Alexandre Favero, também participaram do painel.

 

A uma plateia formada basicamente por oficiais-generais e oficiais superiores do Exército, Marinha e Aeronáutica, Cintra explicou por que C,T&I são os fatores que fazem um país ser rico. “O Brasil é apenas o 17º de 18 países que compõem um ranking de competitividade feito anualmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A saída para mudar esse quadro passa pela inovação”, disse o presidente da Finep. “Mesmo em crise, a China anunciou a expansão dos dispêndios em Pesquisa & Desenvolvimento de 2,1% para 2,5% do PIB até 2020. A sociedade brasileira precisa se sensibilizar: C,T&I deve ser tão prioritário quanto Saúde e Educação”, completou. Enquanto os Estados Unidos investiram 450 bilhões de dólares em P&D em 2013 e a China, 350 bilhões de dólares, o Brasil investiu pouco menos de 50 bilhões no mesmo ano.

 

O economista mostrou aos alunos da turma “Ordem e Progresso” que o governo vem fazendo um grande esforço para apoiar o setor, comparável a países desenvolvidos. “Sou um liberal, mas o Estado precisa ser o indutor do desenvolvimento de C,T&I. Precisamos, agora, mobilizar o setor privado nacional, cujos investimentos em P&D ainda são baixos”. O Brasil gasta 1,27% do PIB – que chegou a R$ 6,266 trilhões em 2016 – em P&D: 0,67% provenientes de recursos públicos, e 0,60%, das empresas. “Os aportes públicos no Brasil ainda não conseguem impulsionar os investimentos privados. Em países como Coréia, China e Japão, cada US$ 1 público alavanca cerca de US$ 4 privados”, ressaltou. Segundo Cintra, a redução da burocracia e a possibilidade de maior aproximação entre pesquisadores de instituições públicas e empresas, previstas pelo Marco Legal de C,T&I, poderão ajudar a reverter esse quadro.

 

Fonte: Portal Finep

 
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