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Ciência é vida, Ciência é pop, Ciência é tudo, mas não está na Globo

Ter, 16 de Maio de 2017 14:36

Artigo do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e ex-secretário da SBPC, Adalberto Luis Val

 

É vasto o conjunto de produtos e processos produzido nos laboratórios de Universidades e Institutos de Pesquisas mundo afora por abnegados pesquisadores e pesquisadoras. A neutralidade científica das pesquisas ocupa hoje posição marginal em relação ao passado. Hoje, a pesquisa científica é desenhada para atender as demandas de uma sociedade exigente que quer ver os resultados do investimento em C&T aplicados, prontamente, no desenvolvimento do País. Entenda por desenvolvimento ações que não podem ser destruídas por conta de uma disputa política, por conta de dirigentes inescrupulosos que surrupiam os recursos públicos, por corrupção. Desenvolvimento é produção de informações robustas sobre o ambiente em que vivemos, é educação em todos os níveis, é uma sociedade saudável na saúde e na doença, é andar na rua sem sobressaltos, é poder acreditar nos poderes constituídos do País. Desenvolvimento é admirável, conquista seguidores e as políticas que o suporta são copiadas em outros rincões. Desenvolvimento é vida, é futuro.

 

Contudo, o resultado do trabalho científico chega à sociedade de maneira difusa, fazendo com que essa sociedade tenha uma visão muito incipiente da função social da ciência e sua importância para o desenvolvimento. Isso decorre da falta de ações incisivas para a socialização da ciência. É apenas nos momentos de crise, de cenários desfavoráveis, quando falta recursos para a pesquisa, para as bolsas, para o ensino, que as atividades vitais da C&T são enaltecidas e o apoio social é buscado. Isso tem de mudar, a ciência é feita para a sociedade na qual se insere e é com essa sociedade que precisa ser constantemente compartilhada. Também, note que as ações do estado brasileiro para que a sociedade esteja preparara para apropriar-se das informações que contribuem para o desenvolvimento são muito frágeis. Parece até que os processos políticos são desenhados para manter esse status quo para não ter que lidar com exigências de uma sociedade esclarecida.

 

Quando alguma campanha ressalta algum setor da economia, são mostrados produtos, mas nunca as informações robustas produzidas por profissionais de ciência e tecnologia que fazem de suas estadas contínuas nos variados laboratórios de pedra ou nos laboratórios naturais, as suas vidas. São essas informações que têm permitido a construção de uma balança comercial favorável para a exportação de grãos, aviões, compressores, carne, pescado, frutos, entre outros produtos. Que permitem hoje o petróleo do pré-sal. Também são essas informações que permitem ações rápidas nos cenários epidêmicos, como foi a zika e como tem sido a febre amarela e a malária. Ainda, são essas informações que permitem desenhar processos de manejo para manter saudáveis os muitos biomas brasileiros, conhecer o mar, o espaço, a vida nos seus múltiplos matizes.

 

O reconhecimento da função social da ciência é vital. Valorizamos o que conhecemos. Assim, é fundamental que processos contínuos de interação com a sociedade sejam vitalizados e que as informações produzidas nas bancadas dos laboratórios sejam compartilhadas com a sociedade para produzir e consolidar o desenvolvimento do País. É preciso difundir com toda a força que Ciência é vida, Ciência é pop, Ciência é tudo e precisa estar na Globo.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 16/05/2017

 
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