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Internacionalização da ciência

Qua, 10 de Maio de 2017 10:41

Nagib Nassar, professor emérito da UnB, comenta programa de internacionalização da ciência da Capes, divulgado pelo JC na última semana

 

Leia a carta abaixo:

 

Internacionalização da ciência

 

Refiro-me ao que foi publicado e anunciado pelo senhor presidente da Capes sobre a internacionalização da ciência (Jornal da Ciência, 4 de maio de 2017) e o pagamento de milhões de dólares para universidades americanas e inglesas em uma época em que programas de pós-graduação sofrem falta de recursos e corte de bolsas. Parece claro que o programa não é mais que um nome falso do mesmo conteúdo do programa Ciência sem Fronteiras, criticado e desaprovado pelo atual ministro da Educação e pela consciente comunidade cientifica.

 

Ser idealizada no passado pela própria presidente da republica ou por uma atual diretora estrangeira da Capes não muda a realidade. Trata-se de gastos não necessários e desperdício de recursos, usando uma fachada de desenvolvimento cientifico, numa época em que não se fala outra coisa que racionalizar gastos públicos e passeatas protestam contra cortes feitos pelo governo.

 

Isto não foi por acaso. Enquanto o ministro atual do MEC criticava o envio de alunos não preparado e não qualificados de graduação ao exterior, o atual presidente da Capes surpreendeu a comunidade cientifica dizendo que há mérito grande desse, e as universidades no exterior exigem do aluno de graduação treinamento em outro país. Não é verdade. Ele falhou na forma e no conteúdo, pois nenhum governo paga para aluno de graduação um estudo no exterior e muito menos dezenas mil de dólares para aprender inglês como fez aquele programa.

 

O senhor presidente da Capes pretende pagar para universidades americanas receberem cientistas brasileiros e paga mais uma vez para que cientistas visitem e trabalhem nessas universidades. Se há um cientista brasileiro distinto mesmo, não há necessidade que a Capes pague para Harvard ou Yale hospedá-lo. Ele, por seu talento, será procurado e pago por eles.

 

A Capes lança esse programa no mesmo tempo em que há reclamações em todos os cursos de pós-graduação no País sobre corte de bolsas de mestrado e doutorado que atingiu a maioria deles. Metade das bolsas foi cortada, deixando grande número de pós-graduandos em todas as áreas impossibilitados de continuar seus estudos. O presidente da Capes acha prioridade maior gastar milhões de dólares para privilegiar alguns pesquisadores ao custo de milhares de alunos de mestrado e doutorado privados de seus direto de pós-graduar.

 

É mais um capítulo de desperdício adotado pela atual administração da Capes.

 

Nagib Nassar

 

Professor emérito

 

Universidade de Brasília

 

Fonte: Jornal da Ciência, 09/05/2017

 
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