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Competição estimula cientistas a divulgar conceitos científicos

Qua, 10 de Maio de 2017 10:34

Nada de explanações complicadas, cheias de termos técnicos e fora de contexto. Foi simulando uma conversa de bar, daquelas que fazem rir, instigam a curiosidade para saber o final e até mesmo obrigam a que se tome partido, que Felipe Costa, aluno de pós-graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), filiado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), venceu o FameLab Brasil 2017, a competição de comunicação científica realizada no dia 5 de maio no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro.

 

Foi a segunda edição da competição de comunicação científica no Brasil, uma parceria do British Council com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), a FAPESP e o Museu do Amanhã.

 

O tema da conversa de Costa, no entanto, foi bem inusitado: o geopolímero feito a partir das cinzas das termelétricas como alternativa sustentável ao cimento. De acordo com o pesquisador, é um material muito similar ao cimento e ao concreto (depois de misturado a areia, pedra e água), podendo atingir resistências ainda maiores e resolvendo uma questão ambiental importante e que todos estão a par.

 

“Sabias que para construir o Museu do Amanhã foram necessárias duas toneladas de cimento? Sabias que depois da água o material mais consumido pelo ser humano é o concreto? E que para produzir uma tonelada de cimento são emitidos 800 quilos de CO2 na atmosfera, o equivalente a 3 mil ônibus rodando?”, perguntou à plateia. Para em seguida explicar sobre o geopolímero que pode ser uma alternativa ao cimento.

 

Costa vai representar o Brasil no FameLab International que ocorre em junho na Inglaterra, durante um dos mais prestigiados eventos científicos do mundo, o Festival de Ciência de Cheltenham. A disputa contará com a participação de 30 concorrentes, ganhadores das etapas da competição em diversos países.

 

“Eu sou pesquisador e uma bandeira que defendo é que nós, cientistas, temos que criar o hábito de comunicar, divulgar as nossas pesquisas, as nossas descobertas, pois é a partir dessa divulgação que vamos conseguir levantar a real importância do investimento em ciência para a população de uma maneira geral. Às vezes são coisas banais: divulgar no Facebook, falar com o vizinho, explicar para a família o que você faz”, disse à Agência FAPESP.

 

O FameLab não deixa de ser uma aula de ciências. Em três minutos, cada um dos 11 finalistas apresentou temas como a “comunicação” das plantas, teoria do caos, o funcionamento da melanina, como o exercício físico atua no corpo e temas “cabeludos” como cristalografia e difração por raio X, além de bactérias persistentes e antibióticos. Tanto que na plateia da final da competição, além de pesquisadores, orientadores e parentes dos finalistas, havia crianças que certamente tiveram uma noite de muito aprendizado.

 

Os finalistas tiveram que utilizar seus três minutos para esclarecer um conceito cientifico de forma lúdica e criativa para provar que são bons comunicadores. Tudo isso sem ajuda de Power-Point, de imagem ou recurso sonoro.

 

O desempenho de cada um deles foi avaliado por um júri que levou em conta quesitos como conteúdo, clareza e carisma. No total, a competição contou com a participação de 45 inscritos do Brasil inteiro, que mandaram vídeos com apresentações em inglês e em português. Entre eles foram escolhidos os 20 finalistas que se apresentaram na semifinal, no dia 2 de maio, no Museu do Amanhã.

 

Por uma questão de empate, os jurados selecionaram 11 finalistas, que passaram por treinamento na semana passada com o jornalista britânico Malcom Love, ex-produtor e apresentador da rede britânica BBC.

 

“Foram vários aprendizados. Na competição eu tive contato com participantes de diversas áreas. É um network muito engrandecedor e o melhor é essa noção da importância de divulgar ciência”, disse Costa.

 

O concurso FameLab foi lançado em 2004 pelo Festival de Ciência de Cheltenham, na Inglaterra, e está presente em 32 países. “A FAPESP tem especial apreço por essa competição. Foi em 2015 na Fapesp Week, que o professor Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, tomou conhecimento desse concurso. Na primeira edição, realizada no ano passado, participaram apenas pesquisadores do Estado de São Paulo. Agora, com a entrada da Confap e do CNPq, pesquisadores de todo o Brasil participaram”, disse Glenda Mezarobba, gerente de área para colaborações em pesquisa da FAPESP.

 

Para mais informações sobre o FameLabBrasil: www.britishcouncil.org.br/famelab.

 

Conheça os outros 10 finalistas do FameLab Brasil 2017

 

Fonte: Portal Agência FAPESP

 
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